<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355</id><updated>2011-08-29T04:21:22.894-07:00</updated><category term='Fabio Barbieri'/><category term='DESEMPREGO'/><category term='Peru'/><category term='Keynesianismo'/><category term='Equilibrativo'/><category term='Gerard Debreu'/><category term='Livre Comércio'/><category term='Friedrich A .Hayek'/><category term='Equilíbrio Geral'/><category term='Liberalismo'/><category term='Consumo'/><category term='história econômica'/><category term='Marginalismo'/><category term='Ludwig Lachmann'/><category term='Processo  de mercado'/><category term='Peter Boettke'/><category term='História do Pensamento Econômico'/><category term='Livros'/><category term='ordem espontânea'/><category term='Produção'/><category term='Eficiência'/><category term='Escola Austríaca'/><category term='Hayek'/><category term='debate'/><category term='Competição'/><category term='Ciclos de Negócios'/><category term='Libertarianismo'/><category term='Teoria dos Jogos'/><category term='Inflação'/><category term='incerteza'/><category term='Crescimento Econômico Artificial'/><category term='Desemprego Catalático'/><category term='Mitos'/><category term='Review of Austrian economics'/><category term='Blogs'/><category term='Empreendedorismo'/><category term='Teoria Austriaca dos Ciclos de Negócios'/><category term='Cálculo econômico'/><category term='Oscar Lange'/><category term='Escola Neoclássica'/><category term='Empresarial'/><category term='problema do conhecimento'/><category term='samuelson'/><category term='Socialismo'/><category term='Coordenação'/><category term='Israel M. Kirzner'/><category term='Desenvolvimento'/><category term='alemanha oriental'/><category term='Informação dispersa'/><category term='Juros'/><category term='Extrato de Blogs'/><category term='Descoberta'/><category term='reinterpretação'/><category term='Processo de mercado'/><category term='Moedas Privadas'/><category term='Arrow'/><category term='sistema de preços'/><category term='Macroeconomia'/><category term='Don Lavoie'/><category term='Externalidades'/><category term='heterodoxa'/><category term='ortodoxa'/><category term='Microeconomia'/><category term='Empresários'/><category term='Capitalismo'/><category term='Publicação'/><category term='Crise'/><category term='Economia Austríaca'/><category term='Intervencionismo'/><category term='URSS'/><category term='Klein'/><category term='lucros'/><category term='Liberdade'/><category term='Lei de Say'/><title type='text'>Preço do Sistema</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>74</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-2494542534397654705</id><published>2010-11-02T12:37:00.000-07:00</published><updated>2010-11-02T12:38:48.697-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Externalidades'/><title type='text'>Políticas de industrialização</title><content type='html'>[1] Muitos países se utilizaram de políticas de industrialização nos últimos 100 anos para tentar se desenvolverem. Uma política de industrialização (alguns gostam de chamar de estratégia de industrialização) consiste em um conjunto de medidas com o intuito de desenvolver o setor de manufaturados da economia em detrimento de outros setores. A razão por detrás dessas medidas está no fato de que a grande maioria dos países desenvolvidos são países industriais (como exceção temos o exemplo da Austrália que exporta produtos primários), logo, pensam os planejadores de países pobres, se tivermos “chaminés” teremos “progresso”. Ou seja, a base “teórica” por trás da grande maioria das políticas que objetivam a industrialização é a percepção de que a indústria é uma forma naturalmente superior de atividade econômica em comparação com a agricultura ou os serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] A indústria pode ser incentivada de várias maneiras. Desde o clássico subsídio direto passando por crédito subsidiado (como faz o BNDS) e até através do controle estatal direto de certas indústrias estratégicas, onde o Estado administra diretamente a indústria com recursos próprios. O caso mais extremo desse tipo de incentivo à indústria é o caso da União Soviética. Na URSS o estado controlava as indústrias pesadas e estabelecia cotas de produção para essas indústrias, que deveriam ser cumpridas com a utilização de recursos fornecidos pelo Estado. Era uma política de industrialização estritamente de cima para baixo. O caso do Brasil foi um pouco diferente, o governo Brasileiro criou várias estatais para administrar o processo de construção de certos segmentos da indústria, como a URSS fez. Mas, além da intervenção direta, o governo brasileiro fechou a economia às importações o que acabou elevando os preços dos bens importados, servindo de incentivo à produção interna desses mesmos bens. O nosso governo também subsidiou as empresas consideradas estratégicas através do BNDS e forneceu incentivos fiscais para o estabelecimento de multinacionais no Brasil (o exemplo clássico são as montadoras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Devemos diferenciar o conceito de política industrial do conceito de política de industrialização. O conceito de política industrial consiste em uma política com o objetivo de incentivar determinados setores de uma economia nacional, enquanto que uma política de industrialização consiste em um tipo de política industrial, focada no desenvolvimento das manufaturas. Um exemplo de política industrial que não consiste em uma política de industrialização são os subsídios agrícolas praticados pelos EUA e pela União Européia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] Historicamente, os EUA e a Europa não se industrializaram via políticas públicas específicas com o objetivo de incentivar o desenvolvimento da indústria através de subsídios ou intervenção direta no setor. O processo de industrialização dos países hoje desenvolvidos na Europa e América do Norte foi do tipo natural. Com o desenvolvimento da economia de mercado, a maior produtividade do trabalho se traduziu em uma maior renda per capita o que se traduziu em uma expansão dos gastos de bens de consumo não alimentícios. Já os gastos com alimentos decresceram em proporção a renda. Conseqüentemente, as manufaturas cresceram em relação à agricultura, que ficou relativamente estagnada e perdeu espaço dentro desses países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] Além desse fator, os países de maior nível de desenvolvimento possuem grande quantidade de capital investido per capita. E por isso tendem a ter também uma maior quantidade de capital investido por quilometro quadrado. Logo, a densidade de capital (e fatores de produção em geral) investido por unidade de recursos naturais tende a ser maior nos países desenvolvidos, o que favorece o desenvolvimento de vantagens comparativas na indústria. Enquanto que países com pouco capital acumulado per capita (que são países subdesenvolvidos) tendem a ter pouco capital acumulado por unidade de recursos naturais e logo esses países tendem a se especializar na exportação de commodities.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] Uma visão crítica sobre a idéia de políticas de industrialização nota que embora países pobres naturalmente tendem a ser exportadores de commodities enquanto que os países desenvolvidos naturalmente tendem a ser exportadores de produtos de teor tecnológico mais elevado, isso representa um caso de vantagem comparativa e que o desenvolvimento da indústria em comparação com a agricultura ocorre naturalmente com o processo de crescimento econômico. Uma industrialização forçada apenas leva a má alocação dos meios de produção. Esses meios de produção são alocados em direção a segmentos aonde seus retornos por unidade investida são menores do que poderiam ser em outros segmentos. Logo, embora um país possa desenvolver suas indústrias de chaminés através de subsídios, o que o Brasil efetivamente fez durante meio século (de 1930 - 1980), esse país não supera seu subdesenvolvimento e com o agravante de que se a política de industrialização é baseada na substituição de exportações temos uma redução do dinamismo da economia ao se isolar do mercado global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7] Os defensores das políticas de industrialização retrucam que embora as teorias que suportam a visão da industrialização como um fenômeno natural estejam corretas em muitos aspectos, essas teorias deixam de incluir a existência de externalidades de rede, que surgem com o desenvolvimento de certas indústrias. Essas externalidades não aparecem no balanço das empresas e por isso não representam um incentivo financeiro ao desenvolvimento desses setores. Logo, argumentam os defensores das políticas de industrialização, o governo deveria subsidiar esses setores para internalizar essas externalidades, criando subsídios piguvianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[8] Ou seja, embora subsidiar e proteger certas indústrias seja danoso para a nação no curto prazo, ao promover uma alocação de meios de produção ineficiente, no longo prazo essa alocação inicialmente ineficiente pode se tornar mais eficiente do que uma alocação gerada na ausência de interferência. Essas externalidades de rede vão se acumular com o desenvolvimento da indústria e no longo prazo vão superar os custos iniciais dos subsídios concedidos à indústria. Assim, são justificadas as políticas de proteção a indústria local, em detrimento temporário do princípio das vantagens comparativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[9] O problema é que Brasil protegeu as suas indústrias nascentes durante décadas e muitas dessas indústrias nunca se tornaram competitivas. Apenas com a abertura econômica e queda da proteção à indústria doméstica que a produtividade de algumas indústrias Brasileiras cresceu a ponto de se tornar competitiva internacionalmente. Outras indústrias simplesmente faliram com a abertura, após décadas de proteção, como foi o caso da indústria eletrônica e de eletrodomésticos (Gradiente). Além desse resultado empírico, podemos fazer uma crítica teórica com relação à teoria das externalidades de rede: Se as indústrias geram externalidades de rede, então os agentes econômicos iriam naturalmente criar organizações para beneficiar seus empreendimentos industriais, por exemplo, coordenando investimentos em certas zonas industriais para que cada indústria faça investimentos complementares. Esse processo deveria ocorrer naturalmente na ausência de barreiras a criação desse tipo de organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[10] Atualmente o Brasil está se integrando ao mercado global e nossas políticas econômicas não favorecem a indústria da forma como faziam no passado, particularmente no período de 1930-1980, tanto que a FIESP reclama constantemente para o governo. Temos uma política industrial, mas não temos uma política de favorecimento e subsídio ao setor industrial como tínhamos no passado. Com a nossa integração ao mercado internacional, o Brasil se tornou grande exportador de produtos primários, como minério de ferro e soja, ao mesmo tempo que a automatização da indústria reduziu os empregos no setor, logo, a proporção do produto nacional derivado da indústria vem se reduzindo gradualmente de 45% em 1987 e hoje representa apenas 28% do PIB (fonte: http://www.google.com/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_&amp;ctype=l&amp;strail=false&amp;nselm=h&amp;met_y=nv_ind_totl_zs&amp;hl=en&amp;dl=en_US#ctype=l&amp;strail=false&amp;nselm=h&amp;met_y=nv_ind_totl_zs&amp;scale_y=lin&amp;ind_y=false&amp;rdim=country&amp;idim=country:BRA&amp;tstart=315532800000&amp;tunit=Y&amp;tlen=28&amp;hl=en&amp;dl=en_US). Esse processo é ruim? Não podemos dizer que seja, ao menos que tenhamos que assumir que a indústria é uma atividade econômica “melhor” do que os outros setores da economia, o que é um julgamento de valor subjetivo. Podemos compreender que o processo de desindustrialização do Brasil é causado por dois processos distintos: a integração do Brasil com a economia global, que ocorreu a partir de 1990, somado ao processo de automatização da indústria, que reduz a proporção do trabalho empregado na indústria e a proporção do PIB.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-2494542534397654705?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/2494542534397654705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=2494542534397654705&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/2494542534397654705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/2494542534397654705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2010/11/politicas-de-industrializacao.html' title='Políticas de industrialização'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-1965959848856853982</id><published>2010-10-15T11:37:00.000-07:00</published><updated>2010-10-15T11:44:36.970-07:00</updated><title type='text'>Efeitos da legislação trabalhista sobre o mercado de trabalho</title><content type='html'>[1] A legislação trabalhista consiste em um conjunto de normas criados pelo Estado para restringir o espectro de condições existentes em contratos de trabalho. Em outros termos, a legislação trabalhista restringe os espectros de salários e de quantidades de horas trabalhadas que podem ser negociadas pelos empregadores, além de regulamentar férias, 13º salário e outros benefícios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Na ausência de legislação trabalhista os contratos de trabalho não têm nenhuma restrição legal. Os salários ofertados pelos demandantes de trabalho (i.e.. empregadores) podem variar de zero até infinito e o número de horas trabalhadas por semana pode ir de zero até 168 horas. A partir dessas condições é natural que parte dos contratos de trabalho firmados envolva grande carga horária (muito maiores do que as usuais 40 – 44 horas semanais) e/ou salários baixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Até o final do século XIX tínhamos mercados de trabalho nos EUA e na Europa sem legislação trabalhista. Nos EUA de 1870 a carga horária média era de 63 horas semanais e os salários reais por hora eram muito menores do que são hoje. Os defensores das leis trabalhistas argumentam que foi graças à criação da legislação trabalhista que as condições de trabalho e os salários melhoraram desde então. Mas quais são realmente os efeitos da legislação trabalhista sobre o mercado de trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] Vamos fazer uma análise por tipo de legislação. A legislação referente a salários consiste nos salários mínimos e nos mínimos salariais por profissão estabelecidos pelos sindicatos e enforced pelo Estado e consistem em uma restrição no espectro de salários pelos quais os empregadores podem contratar trabalhadores, estabelecendo um valor mínimo acima de zero pelos quais os empregadores podem negociar salários com os trabalhadores. Por exemplo, se o salário mínimo é de 500 reais então não é legal contratar trabalhadores por um salário inferior a 500 reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] O que ocorre no mercado de trabalho quando temos salário mínimo? Para os trabalhadores pouco qualificados, que ganhariam menos de 500 reais na ausência de salário mínimo, o salário mínimo vai elevar o desemprego, pois o preço do trabalho ficará acima do nível de equilíbrio no mercado de trabalho. Os trabalhadores qualificados não serão afetados, pois o produto de seu trabalho vale muito mais do que o custo do salário mínimo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] Podemos ilustrar graficamente os efeitos de um salário mínimo estabelecido acima do nível de equilíbrio de mercado para um caso simplificado, aonde temos apenas um tipo de trabalho (ou seja, os trabalhadores tem capacitação homogênea em termos de produtividade), temos empregadores e trabalhadores bem informados a respeito do preço de mercado e assumimos um equilíbrio inicial. Nesse caso o preço do tempo dos trabalhadores será p e a quantidade de horas trabalhadas será q. O equilíbrio emerge através de um processo de contínuas mudanças nos planos de oferta e procura dos trabalhadores e empregadores. O salário tende a ser uniforme porque o trabalho é uniforme e logo, os empregadores não vão contratar um trabalhador por 50 se eles podem contratar outro igual por 25. Se o salário está abaixo do nível de equilíbrio, a quantidade de empregos ofertados vai superar a quantidade de trabalho ofertado, se está acima do equilíbrio o inverso vai ocorrer, logo, os salários vão tender ao nível de equilíbrio, igualando a oferta e procura de trabalho, levando ao equilíbrio com salário p e nível de emprego q. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img258.imageshack.us/img258/7905/salriomnimo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 517px; height: 462px;" src="http://img258.imageshack.us/img258/7905/salriomnimo.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7] Se os legisladores quiserem elevar os salários através do aumento do salário mínimo acima do nível de equilíbrio de mercado (p’), a quantidade de trabalho demandada a partir do salário mais elevado vai cair (q’’) e a quantidade de trabalho ofertada irá se elevar (q’). Como tínhamos um equilíbrio anterior, nesse ponto teremos um desequilíbrio no mercado de trabalho (q’ será diferente de q’’) e os planos de oferta e procura de trabalho ficarão descoordenados, resultando em desemprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[8] Com o passar do tempo os trabalhadores vão formar expectativas com relação as oportunidades de emprego em relação ao salário forçado sobre o mercado e como eles são obrigados por lei a oferecerem seu trabalho por um salário igual ou maior do que p’, eles vão sair do mercado de trabalho formal. Logo, no longo prazo o mercado vai se adaptar ao salário mínimo acima do nível de equilíbrio com a formação de mercados de trabalho informais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[9] Os efeitos da legislação sobre a jornada de trabalho, férias e outros benefícios “concedidos” aos trabalhadores tem impacto similar ao salário mínimo, mas impactam não no preço do trabalho e sim na quantidade de trabalho ofertado no mercado. Os trabalhadores levam em consideração a remuneração por hora quando alocam seu tempo entre o trabalho e o lazer, menor tempo de lazer implica em maior tempo no trabalho o que leva a maiores rendimentos, mas menor tempo de lazer. O trabalhador logo vai escolher a quantidade de horas trabalhadas onde que a utilidade marginal derivada do salário de uma hora a mais iguala a utilidade marginal de uma hora de lazer. Graficamente, a quantidade de trabalho ofertada é j, gerando um rendimento r.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;[10] Se os legisladores quiserem reduzir a quantidade de horas de trabalho executadas pelos trabalhadores, eles podem impor uma jornada de trabalho j’. Como a quantidade de horas trabalhadas é menor, os salários serão menores (r’&lt; r). Se o governo quiser deixar os rendimentos iguais ele deverá forçar uma parcela dos trabalhadores fora do mercado de trabalho formal, reduzindo a oferta de trabalho e assim elevando os salários reais por hora. Nesse estado, com jornada j’ e rendimentos r’, o trabalhador está em uma situação pior do que a anterior, pois a utilidade marginal do salário de uma hora de trabalho a mais é maior do que a utilidade marginal do lazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dcGgtBzxxxk/TLig6LtZJyI/AAAAAAAAAB8/FKj8JS-XaeU/s1600/jornada+de+trabalho.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 270px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dcGgtBzxxxk/TLig6LtZJyI/AAAAAAAAAB8/FKj8JS-XaeU/s320/jornada+de+trabalho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528345464033322786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[11] A tendência nesse caso é para que o trabalhador oferte a quantidade de trabalho j-j’ no mercado de trabalho informal, aonde que ele é menos produtivo e seu salário é menor. Logo, os salários e a produtividade caem com uma restrição estatal na quantidade de horas trabalho e o mercado de trabalho informal cresce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[12] No Brasil temos um imenso mercado de trabalho informal porque nossas leis trabalhistas assumem que a produtividade dos trabalhadores seja de nível sueco mas a realidade é que a economia Brasileira no presente não tem condições de suportar 100 milhões de trabalhadores com carteira assinada devido aos custos envolvidos, que superam a produtividade de milhões de trabalhadores. É por isso que a proporção de pessoas de baixo nível de instrução no mercado de trabalho informal é maior do que a para pessoas com nível de instrução mais elevado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-1965959848856853982?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/1965959848856853982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=1965959848856853982&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/1965959848856853982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/1965959848856853982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2010/10/efeitos-da-legislacao-trabalhista-sobre.html' title='Efeitos da legislação trabalhista sobre o mercado de trabalho'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dcGgtBzxxxk/TLig6LtZJyI/AAAAAAAAAB8/FKj8JS-XaeU/s72-c/jornada+de+trabalho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-3706597966980204435</id><published>2010-07-20T19:41:00.000-07:00</published><updated>2010-08-02T19:09:31.646-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciclos de Negócios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inflação'/><title type='text'>Aplicando a teoria austriaca dos ciclos de negócios</title><content type='html'>[1] Inspirado na cadeira de história econômica do Brasil que fiz na faculdade e nas ocorrência macroeconômicas recentes dos EUA, vou falar de duas ocorrências de aplicação da teoria de ciclos desenvolvida por Wicksell, Mises e Hayek. A primeira foi a crise Americana de 2001 e suas conseqüências. O segundo caso foi o processo de crescimento e inflação do Brasil entre 1968 e 1994.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] A teoria asutriaca dos ciclos em uma versão ultra simplificada: O ciclo de negócios ocorre com a emissão de moeda pelo banco central. Essa emissão de moeda causa uma desproporção da demanda pelos vários bens na economia com relação as preferências dos consumidores. Essa desproporção só consegue ser mantida com o aumento na quantidade de moeda acima das expectativas de inflação dos agentes, caso contrário as expectativas de inflação vão reajustar os preços de modo a reduzir o poder de compra do estoque de moeda, o que acaba com as distorções relativas. Essas distorções causadas pela emissão de moeda podem causar problemas sérios especialmente se entrarem no sistema de crédito, levando a distorções na estrutura intertemporal de produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Nos EUA tivemos uma bolha na década de 1990. Com taxas de crescimento infladas pela emissão de crédito. Em 2000-2001, a bolha finalmente estourou, o que levaria a uma recessão para ajustar os desequilíbrios da economia Americana. Setores deveriam ser enconlhidos para ajustar a estrutura de produção as demandas dos consumidores. Mas graças a política monetária expansionista do FED, a correção dos desequilíbrios foi evitada e a economia permaneceu desequilibrada por quase 10 anos, o que levou a baixa taxa de crescimento econômico da década de 2000 (foi de apenas 1,9% ao ano o crescimento do PIB dos EUA entre 2000 e 2009, fonte: Economagica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] A crise atual representa a correção inevitável dessas distorções e suas severidade é explicada pelo tempo com que o boom econômico durou na década de 90, gerando distorções muito grandes. Quanto maior a perduração do boom, maiores serão as distorções e pior tende ser a crise. Outro caso similar ao americano foi o caso do Japão. No início da década de 90 o Japão sofreu uma crise que demarcou o fim de um boom de quase 40 anos. A crise foi muito pesada, mas o governo Japones reduziu os juros para zero, evitando a liquidação dos malinvestimentos. O resultado foi a estagnação do Japão, que continua até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] Uma aplicação de um aspecto da teoria austriaca dos ciclos que não é muito destacado é quando a expansão de crédito não é interrompida, mas continua indefinidamente a taxas crescentes. O que ocorre não é uma recessão mas um processo de destruição da moeda e do sistema econômico, algo muito pior do que uma recessão. Foi isso que ocorreu no Brasil entre 1968 e 1994.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] Para incentivar o crescimento, a didatura militar empregou um processo de expansão de crédito a partir de 1966. Segundo Gremaud, Formação Econômica do Brasil, pag. 205, o volume de crédito em relação ao PIB passou de 20% em 1966 para 44,2% em 1975. A partir daí o volume de crédito começou a se reduzir, porque a taxa de inflação superou o crescimento do volume de crédito nominal. Na verdade essas foram as conseqüências do mercado se ajustando a expansão de crédito. Mas como o governo mantinha uma política monetária expansionista e não desistia de perseguir essa política, a taxa de inflação apostou corrida com o aumento no estoque de meios de pagamento. Assim, entre 1975 e 1984, o volume de crédito em relação ao PIB passou de 44,2% para 62,8% em 1984, o que gerou o ciclo econômico do segundo PND. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7] Após 20 anos desse processo de corrida entre o crescimento do volume de crédito nominal e a taxa de inflação, a inflação estava beirando os 80% ao mês no início da década de 90. O plano real representou em certa medida, o corte da expansão louca de crédito, o que finalmente permitiu o país ajustar sua estrutura de produção, que foi um processo longo e demorado. O crescimento só se resumiu em 2004, após quase 25 anos de estagnação, gerados por um dos mais intensos ciclos de negócios da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[8] Ao desenvolver a sua teoria de ciclos, Mises chegou a conclusão de que o boom só terminaria ou com uma contração de crédito e uma crise, ou com a aceleração sem fim da taxa de inflação, levando o sistema econômico a deixar de usar a moeda corrente (o que estava ocorrendo no Brasil do início da década de 80, as pessoas e empresas estavam utilizando a URV ao invés da moeda fiduciária para efetuar seus cálculos econômicos).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-3706597966980204435?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/3706597966980204435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=3706597966980204435&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/3706597966980204435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/3706597966980204435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2010/07/aplicando-teoria-austriaca-dos-ciclos.html' title='Aplicando a teoria austriaca dos ciclos de negócios'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-3179267440636781879</id><published>2010-05-16T13:14:00.000-07:00</published><updated>2010-05-16T13:33:59.283-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Socialismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alemanha oriental'/><title type='text'>Um trabalho que compara a Alemanha Oriental com a Ocidental</title><content type='html'>Link: &lt;a href="http://books.google.com.br/books?id=DMRr7it0KE8C&amp;pg=PA51&amp;lpg=PA51&amp;dq=east+germany+west+germany+per+capita+income+comparison&amp;source=bl&amp;ots=kzfe5E6QMO&amp;sig=i4InFjTzYSuaV_8ex1hpJGMLuCo&amp;hl=pt-BR&amp;ei=sDPwS7nkLIaBlAfDlsC0CA&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=3&amp;ved=0CCUQ6AEwAg#v=onepage&amp;q&amp;f=false"&gt;Planning ahead and falling behind: The East German economy in comparison to West Germany's.&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma ótima evidência do fracasso do sistema Soviético, que se aproximava um pouco mais do socialismo teórico do que os outros países, é o caso da Alemanha Oriental. Em 1936, segundo as informações do censo realizado na época, a parte Oriental da Alemanha tinha uma renda per capita um pouco maior do que a Alemanha ocidental. Após mais de 60 anos, incluindo 40 de regime soviético, em 1989 a Alemanha oriental tinha uma renda per capita 3 vezes menor do que a Alemanha ocidental.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-3179267440636781879?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/3179267440636781879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=3179267440636781879&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/3179267440636781879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/3179267440636781879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2010/05/um-trabalho-que-compara-alemanha.html' title='Um trabalho que compara a Alemanha Oriental com a Ocidental'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-7638890979229577984</id><published>2010-04-28T11:48:00.000-07:00</published><updated>2010-04-28T11:50:40.383-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Socialismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Empreendedorismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crescimento Econômico Artificial'/><title type='text'>Empreendedorismo, crescimento econômico e o caso da URSS</title><content type='html'>&lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face  {font-family:"Cambria Math";  panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;  mso-font-charset:0;  mso-generic-font-family:roman;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;} @font-face  {font-family:Calibri;  panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;  mso-font-charset:0;  mso-generic-font-family:swiss;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-unhide:no;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  margin-top:0cm;  margin-right:0cm;  margin-bottom:10.0pt;  margin-left:0cm;  text-align:justify;  text-indent:35.45pt;  line-height:150%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman","serif";  mso-fareast-font-family:Calibri;  mso-fareast-theme-font:minor-latin;  mso-fareast-language:EN-US;} a:link, span.MsoHyperlink  {mso-style-priority:99; 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O caso mais interessante é o da URSS, que oficialmente tinha enormes taxas de crescimento nas décadas de 1930, 1950 e 1960, mas a partir de meados da década de 1970 estagnou e finalmente entrou em colapso em 1991. Vou mostrar que o caso da união soviética representa um caso modelo para explicar a relação entre empreendedorismo e crescimento econômico, além de mostrar as conseqüências do socialismo parcial sobre um sistema econômico.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;" align="left"&gt;Fundamentando o crescimento econômico&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;" align="left"&gt;(2) O processo de crescimento econômico é resultado da combinação de dois fatores: O crescimento da quantidade de fatores de produção investidos e o crescimento da produtividade total dos fatores, ou seja, da eficiência com que os fatores de produção são transformados em produto. Para os países industrializados o segundo fator é o mais importante determinante do crescimento da renda per capita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;" align="left"&gt;(3) O aumento da quantidade de fatores investidos no sistema econômico é primariamente determinado pelo tamanho da força de trabalho, suas preferências com relação ao trabalho ou lazer e pela acumulação de capital. Atualmente os recursos naturais não têm quase nenhuma relevância para determinar o produto da maior parte dos países. Para aumentar a renda per capita via acumulação dos fatores é necessário acumular capital.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;" align="left"&gt;(4) O problema é que dado uma quantidade de trabalho, a acumulação de mais capital terá como conseqüência a redução da produtividade marginal do capital. Essa redução da produtividade leva a uma redução no crescimento da renda per capita via acumulação de capital, e é uma das razões que explicam porque os países mais pobres tendem a crescer mais rápido do que os países desenvolvidos. Os bens de capital se desgastam, logo, é necessário repor o estoque depreciado, como a produtividade marginal do capital caí com a acumulação, enquanto que sua taxa de depreciação é fixa, chega uma hora aonde que a renda per capita não pode ser elevada via acumulação de capital. Esse é o famoso estado estacionário no modelo de Solow.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;" align="left"&gt;(5) Para elevar a produtividade do trabalho no longo prazo é necessário elevar a produtividade total dos fatores. Esse é um dilema para a teoria convencional, que se utiliza de várias ferramentas para tentar explicar o resíduo de Solow. Uma ferramenta muito usada é assumir que existem dois tipos de acumulação de capital, acumulação de capital físico e capital humano. Assim sendo, assumimos que a produtividade marginal do capital humano não caí com sua acumulação, gerando crescimento de longo prazo. Essa explicação é deficitária pois equivale a assumir que o problema não existe ao invés de explicá-lo, além de gerar paradigmas lógicos com a teoria da produção: Se fosse possível elevar o produto indefinidamente somente com a acumulação de capital humano, os outros fatores de produção não teriam razão de existir. A explicação para o resíduo de Solow não está na acumulação de nenhum fator de produção, mas na redução da ineficiência.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;" align="left"&gt;(6) A melhor explicação para o aumento da produtividade total dos fatores emerge a partir do trabalho de Kirzner: Esse processo ocorre via o aprendizado dos agentes em utilizar os recursos disponíveis de forma mais eficiente. Esse processo de aprendizado é um processo de descoberta e se realiza via ação de empreendedores, ao comprar por preços mais baixos e vender por preços mais altos, realocam os fatores de forma mais eficiente, elevando sua produtividade total. Para se elevar a produtividade total dos fatores se deve utilizar a divisão intelectual do trabalho proporcionada pelo sistema de preços e pela atividade empreendedora. Em outras palavras, o sistema de preços eleva a produtividade total dos fatores ao utilizar as descobertas de milhões de mentes via a exploração de oportunidades de lucro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;" align="left"&gt;(7) Isso ajuda a explicar porque que existe crescimento de longo prazo: os empreendedores estão sempre descobrindo novas formas de organizar os fatores, elevando sua produtividade. Como o processo de descoberta não é fruto da ação consciente dos agentes, não existe tendência para termos retornos decrescentes de descobertas. Como? Os retornos decrescentes operam porque o agente racional sempre vai utilizar seus meios adicionais para seu uso mais urgente, a adição marginal de meios reduz seu benefício marginal. Já no caso da descoberta retornos marginais decrescentes não ocorrem porque o agente não escolhe o que ele vai descobrir primeiro, ou seja, ele não aloca suas descobertas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;" align="left"&gt;O caso da União Soviética&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;" align="left"&gt;(8) O caso da URSS é um exemplo da impossibilidade de se gerar crescimento de longo prazo através da “força bruta” da acumulação de capital, o caminho que o Brasil também tentou na época do nacional desenvolvimentismo. Fundada em 1917, sobre as ruínas do Império Russo, a URSS adotou o socialismo puro nos seus primeiros quatro anos de existência (1917-21), com conseqüências desastrosas para o país. Foi à experiência mais próxima do socialismo que a humanidade já teve, o dinheiro foi abolido, os juros, a propriedade privada de qualquer empreendimento com mais de cinco funcionários e a propriedade da terra. O link de um artigo do Boettke explicando esse fenômeno para os mais interessados: &lt;a href="http://www.paulbogdanor.com/left/soviet/boettke1.pdf"&gt;http://www.paulbogdanor.com/left/soviet/boettke1.pdf&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;" align="left"&gt;(9) Este não é o caso que tratamos aqui. Após essa experiência desastrosa, a URSS adotou um sistema econômico aonde que apenas os grandes empreendimentos industriais seriam estatais e aboliu qualquer tipo de inovação financeira em larga escala. Embora não fosse socialismo propriamente dito, mas uma versão radical do “capitalismo nacional desenvolvimentista” praticado em sua forma mais branda na América Latina, onde que o Estado gera o desenvolvimento através de gigantes estatais do petróleo, energia, aço, maquinário, automobilística, etc. Sua prática na União Soviética acabou por gerar altas taxas de crescimento da produção de commodities industriais, como aço, carvão, energia elétrica e petróleo nas décadas de 1930, 1950 e 1960. Na década de 1970 o processo se desacelerou e por volta de 1985, a produção de commodities físicas parou de crescer. Mas sob vários outros aspectos a URSS estava numa situação pior no início da década de 80 do que em 1965, quando a expectativa de vida era mais alta: &lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d4/Russian_male_and_female_life_expectancy.PNG"&gt;http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d4/Russian_male_and_female_life_expectancy.PNG&lt;/a&gt; . Na verdade a URSS estava em declinio econômico por pelo menos duas décadas quando ela entrou em colapso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;" align="left"&gt;(10) Qual foi à causa desse declínio? Embora não fosse totalmente socialista, era dentre as grandes potências, o país mais próximo do socialismo. Como a atividade empreendedora era impossível nos maiores setores da economia, a produtividade total dos fatores não crescia e a estrutura tecnológica da economia soviética não mudou em nada durante seus 70 anos de existência: Em plena década de 80, o maior setor da economia soviética era a produção de petróleo, os setores quase obsoletos como a produção de aço ainda tinham imensa importância para a URSS, enquanto que para os EUA e a Europa Ocidental, esses setores estavam enferrujados. A falta de inovação causada pela ausência de liberdade para empreender levou a estagnação e “apodrecimento” econômico. O colapso ocorreu quando se tornou claro que o atual sistema era um labirinto sem saída.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-7638890979229577984?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/7638890979229577984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=7638890979229577984&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/7638890979229577984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/7638890979229577984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2010/04/empreendedorismo-crescimento-economico.html' title='Empreendedorismo, crescimento econômico e o caso da URSS'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-63235556890837667</id><published>2010-04-27T14:49:00.000-07:00</published><updated>2010-04-27T15:16:05.526-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Libertarianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberalismo'/><title type='text'>EPL</title><content type='html'>Um grupo de estudantes da UFRGS começou um grupo de formação e divulgação do liberalismo/libertarianismo formado por estudantes em março desse ano. Eu sou um membro fundador do grupo. Agora o grupo tem um blog específico, cujo link coloquei no título desse post.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-63235556890837667?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://estudantespelaliberdade.blogspot.com/' title='EPL'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/63235556890837667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=63235556890837667&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/63235556890837667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/63235556890837667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2010/04/epl.html' title='EPL'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-3561223357898873890</id><published>2010-04-12T15:13:00.000-07:00</published><updated>2010-04-12T15:57:21.777-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Libertarianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberalismo'/><title type='text'>Notícias políticas</title><content type='html'>Bem pessoal, fazem uns 5-6 meses que não tenho postado nada no blog. Basicamente em razão da falta de inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nos ultimos dias tenho participado de um interessante evento político em Porto Alegre. O partido libertário, o Liber, teve sua primeira reunião nacional no sábado. Compareceram, se não me engano apenas 17 pessoas, o companheiro Juliano (que é o atual presidente do partido) não pode comparecer. Eu sou um membro que não participa de forma muito ativa no partido, mas posso notar as dificuldades no processo de formação dessa organização. No Brasil é preciso juntar meio milhão de assinaturas autenticadas em cartório para formalizar um partido político. Essa restrição é recente, e muitos dos menores partidos políticos que atuam na cena nacional (como os PCdoB e cia.) não conseguiriam se formar devido a essa restrição, que segundo muitos membros do LIBER, foi criada para manter a cena política monopolizada pelos atuais partidos. E aparentemente, vai levar mais do que 2 anos para conseguirmos essas 500,000 assinaturas (essa é a atual meta), eu diria que apenas em torno de 2020~2025 que teremos um partido formado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma crítica comum a formação de partidos políticos libertários no Brasil de hoje é que como o liberalismo ainda não venceu a batalha das idéias no meio acadêmico, a formação de um partido com esses ideais não representa um passo na direção correta, que seria focar todas as energias na batalha das idéias. Ou seja, antes de se formarem lideranças políticas liberais (ou "libertárias") seria preciso se formar um consenso acadêmico em torno do liberalismo. Eu pessoalmente acredito que o processo de formação política deve ocorrer paralelamente ao processo de difusão do pensamento nos circulos acadêmicos, e não como uma etapa posterior a formação de um consenso pelo liberalismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-3561223357898873890?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/3561223357898873890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=3561223357898873890&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/3561223357898873890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/3561223357898873890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2010/04/noticias-politicas.html' title='Notícias políticas'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-1315238541871710511</id><published>2009-12-13T19:13:00.000-08:00</published><updated>2009-12-13T19:17:21.222-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escola Neoclássica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='samuelson'/><title type='text'>Samuelson, RIP</title><content type='html'>O velho Samuelson&lt;a href="http://www.ionline.pt/conteudo/37372-paul-samuelson-vida-do-professor-que-ensinou-economia-ao-mundo"&gt; morreu hoje&lt;/a&gt; aos 94 anos. Um economista neoclássico de extrema influência, mas que do ponto de vista dos economistas austriacos, errou ao misturar as tecnicas matemáticas da termodinâmica com problemas econômicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-1315238541871710511?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/1315238541871710511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=1315238541871710511&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/1315238541871710511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/1315238541871710511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/12/samuelson-rip.html' title='Samuelson, RIP'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-487380405523184921</id><published>2009-10-22T15:41:00.000-07:00</published><updated>2009-10-22T15:43:56.477-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escola Neoclássica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marginalismo'/><title type='text'>A teoria Neoclássica em Dez Parágrafos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;[1] Muito se fala sobre a dita teoria neoclássica. O que ela é efetivamente e o que representa para o &lt;i style=""&gt;mainstream&lt;/i&gt; do pensamento econômico? Primeiro é importante lembrar que a teoria neoclássica não é sinônimo do &lt;i style=""&gt;mainstream&lt;/i&gt;, ela é a teoria que serve de núcleo analítico para muitos economistas dentro do mainstream, mas não para todos. A grande maioria dos economistas do mainstream não podem ser considerados neoclássicos a rigor, no sentido que aplicam a teoria neoclássica em sua forma pura em todos os casos que analisam (por exemplo, o Krugman não é um neoclássico).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;[2] A teoria neoclássica é baseada no individualismo metodológico e no subjetivismo (estático). Ou seja, os fenômenos econômicos são conseqüência (logo, devem ser analisados) das escolhas que os indivíduos fazem. Esses indivíduos fazem escolhas com base numa estrutura de meios e fins, que é dada apriori. Os meios são limitados e os fins são ilimitados, caso contrário não haveria nenhum problema de escolha: O individuo iria satisfazer todos os seus fins dados meios suficientes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;[3] Indivíduos são racionais, logo qualquer meio disponível sempre será alocado para seu fim mais urgente. Podemos chamar os bens de meios e os fins de preferências. Nesse caso se temos um individuo numa certa situação onde que ele tem três bens a sua disposição A, B e C. Se nessa situação o bem A satisfaz uma preferência mais importante do que o bem B (A é preferido a B) e se o bem B satisfaz uma preferência mais importante do que o bem C (B é preferido a C). Nessa situação o indivíduo racional vai preferir A em relação a C (o axioma da transitividade). Nota-se também que cada unidade adicional de um certo tipo de bem será alocada para satisfazer o fim insatisfeito mais importante. Logo a “utilidade” de cada unidade adicional do bem se reduz (ou, no limite, pode ficar constante). Em outras palavras, dado um indivíduo que é indiferente entre duas cestas de bens, x e y, onde que x consiste em três unidades do bem A e uma unidade do bem B e y consiste em apenas uma unidade de A e três unidades de B, então a utilidade marginal de A na cesta x será menor do que na cesta y e a utilidade marginal de B na cesta y será menor do que na cesta x. Como o indivíduo é indiferente entre as cestas x e y, então uma cesta z, composta por duas unidades de A e duas unidades de B, será preferida as outras cestas. Logo, um indivíduo racional sempre vai ter preferências convexas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;[4] Na teoria neoclássica a teoria da produção tem como única função explicar a determinação dos preços dos fatores. Logo é possível compreendermos a formação dos preços dos bens de consumo apenas aplicando as propriedades da escolha individual racional frente a dotações iniciais dadas destes, distribuídas por uma certa população de indivíduos. Cada indivíduo vai realizar trocas com outros indivíduos quando existirem desproporcionalidades das valorações marginais. Nesse caso existe a possibilidade de ambos ficarem numa posição mais satisfatória apenas trocando bens de suas dotações. Por exemplo, usando as cestas x e y do parágrafo anterior, temos dois indivíduos com as mesmas preferências, mas um deles é dotado com a cesta x e o outro possuí inicialmente a cesta y. O primeiro indivíduo prefere uma cesta com uma unidade a menos de A e uma unidade a mais de B e o outro indivíduo prefere uma cesta de consumo com uma unidade a mais de A e uma unidade menos de B. Logo ambos podem trocar uma unidade de A por uma unidade de B e cada um ficará com uma cesta z, que é preferida por ambos em relação às cestas x e y.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;[5] Os preços então são determinados da seguinte forma: Dado um conjunto de preços no mercado, cada indivíduo vai ofertar bens cuja sua valoração marginal é menor do que a valoração marginal dos bens que ele pode adquirir por esse preço (ou seja, ele vai trocar bens que ele não valora muito por bens que são mais úteis). O processo continua até que as valorações marginais sejam proporcionais aos preços. Nesse caso temos o chamado equilíbrio do consumidor porque nenhum outro plano de ação com relação ao sistema de preços consegue obter um nível de maior satisfação. Na ausência de produção, o comportamento dos consumidores com relação aos preços e as suas dotações determinam o sistema de preços, que iguala as quantidades ofertadas com as quantidades demandadas. No caso, como cada consumidor iguala as proporções dos preços com as utilidades marginais dos bens, os preços de equilíbrio refletem as razões das utilidades marginais de todos os consumidores. Ou seja, se um bem custa mais caro do que outro é porque a unidade marginal desse bem é capaz de satisfazer necessidades mais urgentes dos consumidores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;[6] A estabilidade do equilíbrio é justificada pelo fato de que qualquer discrepância entre as quantidades demandadas e ofertadas no sistema econômico vai gerar um processo de ajustamento em direção ao equilíbrio. Se a quantidade ofertada é maior do que a quantidade demanda, isso ocorre porque o preço do bem é muito alto, a redução no preço vai reduzir a utilidade marginal relativa que o consumo de uma unidade adicional do bem terá que auferir para que ele faça parte de um plano de consumo de equilíbrio. Logo a quantidade demanda pelos consumidores se elevará, equilibrando o mercado. O inverso ocorre quando temos excesso de demanda. Na economia matemática se usam equações diferenciais para modelar esses processos. Noto que essa explicação para a estabilidade do equilíbrio não é muito boa, na verdade ela apenas assume o que deve explicar. Em outras palavras, se prova que o equilíbrio é estável demonstrando que ele é um equilíbrio. É nesse aspecto que Mises e Hayek se diferenciam do resto dos economistas, ao explicarem como o mercado gera um processo equilibrativo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;[7] Aplicando a teoria podemos deduzir que se a quantidade de certo bem no mercado se elevar, então a utilidade marginal do bem em relação aos outros bens cairá. E como os preços são proporcionais as utilidades marginais podemos deduzir que o seu preço de equilíbrio com relação aos preços dos outros bens será menor. Noto que isso ocorre assumindo que a elevação da quantidade existente do bem não afete as utilidades marginais dos outros bens (o que ocorreria se o bem em questão é complementar de outros bens), logo a queda de sua utilidade marginal absoluta vai provocar a queda no seu preço relativo (caso contrário seria possível que sua utilidade marginal relativa pudesse se elevar com o aumento na quantidade ofertada, mesmo que a utilidade marginal absoluta caísse. Nesse caso o bem pode até se valorizar com relação aos outros bens, mas essa é uma situação limite). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;[8] Outra conseqüência interessante da teoria neoclássica é que no equilíbrio as possibilidades de ganho mútuo através da realocação dos bens existentes são esgotadas pelas trocas já executadas. Isso ocorre porque se existe a possibilidade de uma troca mutuamente benéfica ainda não executada, então temos uma discrepância nas razões das utilidades marginais de pelo menos dois consumidores. Mas isso entra em contradição com o equilíbrio do consumidor, já que ao maximizar seu estado de satisfação temos uma situação onde as razões das utilidades marginais de cada consumidor são equivalentes aos preços (que são iguais para todos os consumidores). Em outras palavras, indivíduos racionais jamais vão deixar de realizar uma oportunidade de troca mutuamente benéfica no equilíbrio, já que isso viola uma das definições de equilíbrio de mercado: Que cada plano de ação de qualquer tomador de decisão não deixa de aproveitar qualquer oportunidade de ganho existente. Uma oportunidade de ganho mútuo consiste num estado onde ambos os tomadores de decisão afetados pela existência da oportunidade podem atingir um estado de maior satisfação, logo um plano de ação que deixa de aproveitar essa oportunidade não é um plano de equilíbrio para ambos os indivíduos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;[9] Introduzindo a produção nesse parágrafo explicaremos como ocorre a determinação dos preços dos fatores. Vamos assumir que os indivíduos não são dotados de uma cesta inicial de bens de consumo, mas apenas de fatores de produção, que se combinados podem ser convertidos em bens de consumo. Nesse caso os consumidores demandam fatores de produção que não tem em troca dos fatores que são dotados e com os fatores que acabam adquirindo no mercado produzem os bens de consumo de que necessitam. Nesse caso os indivíduos vão atribuir aos fatores o valor que atribuem aos bens de consumo que correspondem ao produto marginal de seu emprego. Logo, estendendo a teoria do tomador de decisão racional para esse caso um pouco mais complexo, deduzimos que os preços de equilíbrio dos fatores de produção serão proporcionais as suas produtividades marginais, em relação aos outros fatores de produção, e serão iguais aos preços de seu produto marginal (caso contrário os consumidores iriam comprar o produto marginal ao invés do fator se ele fosse mais barato, ou o contrário, caso o produto marginal fosse mais caro do que o fator, logo no equilíbrio eles se equalizam). Por exemplo, essa teoria explica porque que os trabalhadores ganham segundo sua produtividade (o que explica porque a imposição de um salário mínimo gera desemprego involuntário). Demonstro que apenas retornos constantes em escala, no sentido econômico do termo, são admitidos pela teoria, já que se tivermos retornos decrescentes em escala um tomador de decisão racional não vai produzir nessa escala, mas vai distribuir os fatores em múltiplas unidades físicas. Retornos crescentes em escala no sentido que um aumento nas quantidades físicas dos fatores implica no aumento mais do que proporcional do produto, consistem no caso da existência de fatores diferentes de produção. Por exemplo, uma planta grande eficiente e uma planta pequena ineficiente não são formadas por uma mesma cesta de fatores em escala diferente, mas na verdade consistem em fatores de produção diferentes, no caso a planta grande terá seu preço de equilíbrio com relação a planta pequena mais do que proporcional as quantidades físicas dos fatores, sendo proporcional a sua produtividade. Isso ocorre porque como o valor é subjetivo os indivíduos diferenciam os fatores de produção não pela sua produtividade física, mas pela sua capacidade em ser transformado num bem de consumo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;[10] A existência do fenômeno dos juros também é explicada de forma satisfatória pela teoria neoclássica, nesse caso apenas estendemos a análise para a escolha intertemporal. Quando o indivíduo escolhe no tempo suas preferências consistem na taxa de desconto que ele atribuí com relação ao consumo futuro e em comparação com o consumo presente (ou seja, a taxa de desvalorização do futuro em relação ao presente). Nesse caso a taxa de juros para empréstimos representa o preço do tempo, o indivíduo vai tomar recursos emprestados quando a utilidade marginal do consumo presente é maior do que a utilidade marginal do consumo futuro mais os ganhos com os juros. No equilíbrio desse indivíduo a taxa de substituição intertemporal no consumo se iguala a taxa de juros. No caso da produção temos que a acumulação de capital de equilíbrio satisfaz a condição de que a taxa marginal de ganho em produtividade intertemporal se iguala a taxa de juros. Logo os juros são determinados pelas preferências temporais dos consumidores e pelas possibilidades intertemporais de produção. E concluindo: A teoria neoclássica não é incompatível com a austríaca, a verdade é que os resultados da teoria neoclássica consistem em um caso especial da teoria austríaca. Esses resultados se aplicam para os austríacos quando temos um estado onde que os indivíduos possuem conhecimento perfeito com relação ao framework de meios e fins com que se defrontam.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-487380405523184921?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/487380405523184921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=487380405523184921&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/487380405523184921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/487380405523184921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/10/teoria-neoclassica-em-dez-paragrafos.html' title='A teoria Neoclássica em Dez Parágrafos'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-5893738310827238381</id><published>2009-09-29T16:09:00.000-07:00</published><updated>2009-09-29T16:48:44.766-07:00</updated><title type='text'>Aniversário do Mises</title><content type='html'>Hoje, 29 de setembro, é a data de nascimento de um dos maiores (se não o maior) economistas do século XX, Ludwig von Mises. O blog do Rizzo dá um overview da importância de Mises para a economia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://thinkmarkets.wordpress.com/2009/09/28/ludwig-von-mises-1881-1973/"&gt;Ludwig von Mises (1881-1973)&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-5893738310827238381?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/5893738310827238381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=5893738310827238381&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/5893738310827238381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/5893738310827238381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/09/aniversario-do-mises.html' title='Aniversário do Mises'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-5553773893769123609</id><published>2009-08-30T11:34:00.000-07:00</published><updated>2009-08-30T11:49:03.312-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberalismo'/><title type='text'>Post interessante do Daniel Klein no TAE</title><content type='html'>&lt;h3 class="entry-header"&gt;&lt;a href="http://austrianeconomists.typepad.com/weblog/2009/08/a-milton-friedman-on-the-horizon.html"&gt;A Milton Friedman on the Horizon?&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;Como que está complicado hoje em dia para que surja um novo pensador liberal do calibre de um Milton Friedman ou do Hayek.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-5553773893769123609?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/5553773893769123609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=5553773893769123609&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/5553773893769123609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/5553773893769123609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/08/post-interessante-do-daniel-klein-no.html' title='Post interessante do Daniel Klein no TAE'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-6056150561421123635</id><published>2009-08-22T13:53:00.000-07:00</published><updated>2009-08-23T11:21:51.826-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Keynesianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='incerteza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DESEMPREGO'/><title type='text'>Um paper que escrevi de trabalho para a faculdade</title><content type='html'>Nota-se que é um paper escrito sob uma perspectiva pós keynesiana. Logo, podemos dizer que eu não concordo com as conclusões em que ele chega. No paper desenvolvi uma parte da idéia contida no ensáio crítico do Keynes que postei nesse blog no início do ano. Na verdade eu não fiz nenhuma crítica com relação a essas idéias no paper pois o limite de páginas do artigo me impediu de desenvolve-las.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/126945009/7ee6398a/Incerteza_e_desemprego.html"&gt;Aqui está o paper.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-6056150561421123635?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/6056150561421123635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=6056150561421123635&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/6056150561421123635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/6056150561421123635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/08/um-paper-que-escrevi-de-trabalho-para.html' title='Um paper que escrevi de trabalho para a faculdade'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-1342439020493356701</id><published>2009-08-22T13:48:00.000-07:00</published><updated>2009-08-22T13:50:24.854-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Israel M. Kirzner'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História do Pensamento Econômico'/><title type='text'>Kirzner e HPE da escola austriaca</title><content type='html'>No blog &lt;a href="http://austrianeconomists.typepad.com/weblog/2009/08/kirzner-at-fee.html"&gt;The Austrian Economists&lt;/a&gt;, um video excelente de uma palestra do Kirzner sobre a história da Escola Austríaca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-1342439020493356701?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/1342439020493356701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=1342439020493356701&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/1342439020493356701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/1342439020493356701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/08/kirzner-e-hpe-da-escola-austriaca.html' title='Kirzner e HPE da escola austriaca'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-1039990697142062808</id><published>2009-08-06T09:50:00.000-07:00</published><updated>2009-08-06T09:57:20.298-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lei de Say'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise'/><title type='text'>Sobre a Lei de Say</title><content type='html'>Eu já escrevi um texto no blog falando sobre a famosa Lei de Say, nesse &lt;a href="http://precodosistema.blogspot.com/2008/05/superproduo.html"&gt;post&lt;/a&gt;. O que é interessante que no blog do Rizzo e cia o Driscoll fala sobre a relação entre a &lt;a href="http://thinkmarkets.wordpress.com/2009/08/05/say%E2%80%99s-law-today/#more-2119"&gt;Lei de Say e a crise atual&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Say’s Law of Markets answered the fears of under-consumption as the spreading industrial revolution brought forth an ever more bountiful supply of goods. The law’s logic is that production creates the income that is the source of the demand for goods. &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;In the &lt;em&gt;General Theory&lt;/em&gt;, J. M. Keynes recast Say’s Law as the proposition that “the aggregate demand price of output as a whole is equal to its aggregate supply price for all volumes of output.” That formulation would be foreign, if not incomprehensible, to any economist who had ever subscribed to Say’s Law.  That law negates the concept of “output as a whole”    &lt;span id="more-2119"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;The classical economists typically articulated propositions in terms of long-run comparative statics (Ricardo being the prime example). But all (even Ricardo) also analyzed short-run dynamic processes.  In modern parlance, excess demand in some markets and excess supply in other markets were entirely consistent with Say’s Law. And that included inter-temporal demand and supply...."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro post interessante é o comentário do &lt;a href="http://hayekcenter.org/?p=1526"&gt;Greg Ransom&lt;/a&gt; com relação a Keynes:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"John Maynard Keynes never had anything like what we would call a graduate education in economics.  He was a brilliant amateur with massive gaping blind spots in his economic education — Friedrich Hayek’s well considered judgment was that Keynes had an incompetent economic education in most all economics outside of Marshall.  Unfortunately, American mathematical economists turned Keynes’ economic incompetence into rigid math blueprints and graduate school dogma.   Not by accident, loud echos of this incompetence are still heard today in the pronouncements of Paul Krugman and many other leading economic figures.  Mr. Keynes incompetence as an economist is nowhere seen more glaringly than in his incompetent botching of Say’s Law, an incompetent misunderstanding which has become dogma for many contemporary economists, who themselves have an incompetent education when it comes to almost any economic idea produced prior to, say, 1985 (about the time history of economic thought was removed from graduate education).  Incompetence in the area of Say’s Law stands at the center of current economic policies and debate."&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-1039990697142062808?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/1039990697142062808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=1039990697142062808&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/1039990697142062808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/1039990697142062808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/08/sobre-lei-de-say.html' title='Sobre a Lei de Say'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-6085857146376602572</id><published>2009-07-31T18:08:00.000-07:00</published><updated>2009-07-31T19:26:59.450-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história econômica'/><title type='text'>Mitos sobre história econômica</title><content type='html'>(O post menos relacionado com a teoria austriaca que já coloquei no blog!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem muitos mitos com relação as condições econômicas das sociedades históricas. Vou derrubar alguns dos mais comuns nesse post:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mito 1 - As condições de vida dos trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mito: Os trabalhadores europeus e americanos ganhavam mal e tinham condições de trabalho deploraveís, trabalhando 12, 14 até 16 horas por dia, e isso ocorreu até as primeiras décadas do século XX. Apenas nas décadas de 30 e 40, com a implantação de leis trabalhistas que a situação melhorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade: As condições de trabalho foram melhorando gradualmente. Na verdade, no caso da Inglaterra, a partir do final do século XVIII que podemos perceber uma tendência de melhora nas condições de trabalho. Em torno de 1780 era comum a jornada de trabalho entre 70 e 80 horas por semana na Inglaterra, mas a jornada de trabalho diária média nunca chegou a 14 horas por dia. Nessa época ela consistia em 12 horas por dia, 6 dias por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o aumento da produtividade devido ao progresso econômico gerado pelo aprofundamento da estrutural de capital e da atuação de empreendedores alertas, os trabalhadores passaram a ganhar um salário maior por hora. Com salários maiores a utilidade marginal da renda obtida no trabalho se reduziu e mais horas foram alocadas para o lazer. O que resultou na redução da jornada de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A redução da jornada foi rápida: Entre 1780 e 1860 a jornada semanal caiu de 70-80 horas para 45-55 horas. Ou seja, caiu de 12 horas por dia 6 dias por semana, para cerca de 8 horas por dia, 6 dias por semana. E chegou ao seu padrão de 40 horas por semana na década de 1880.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mito 2 - A renda per capita do Reino Unido cresceu mais no século XX do que no século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mito: Entre 1820 e 1910 a renda per capita do Reino Unido, durante um periodo liberal, cresceu menos do que na era intervencionista, que compreende o periodo entre 1910 e 2000. As estimativas dizem que a renda per capita em 1820 era de 1.700 dólares (PPC de 1990), passou para 4.900 dólares em 1910 e no ano 2000 para 20.000 dólares. Crescimento do periodo liberal foi de aproximadamente 190% e do periodo intervencionista, 310%, ambos os periodos têm 90 anos de duração. Uma evidência empírica de que o intervencionismo gera mais crescimento econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade: Antes da década de 1940 não existia contabilidade nacional no Reino Unido. Qualquer estimativa de crescimento antes desse década é baseada em dados circunstanciais de pouco rigor. Além disso, não é possível medir o progresso econômico de uma socidade usando apenas um número. O indicador de renda per capita mostra muita coisa, mas quanto maior o horizonte de tempo envolvido na comparação, menos útil ele se torna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um indicador objetivo é o consumo de energia per capita. Sabemos com precisão qual era o consumo de energia do Reino Unido desde 1820 em toneladas equivalentes de petróleo. Primeiro porque é um valor físico real que pode ser medido com rigor, diferentemente da renda per capita, que é um valor subjetivo no longo prazo. Segundo, existem estatísticas precisas da produção de carvão e outros recursos energéticos desde o início do século XIX. Embora não seja um indicador perfeito, é um ótimo indicador para determinar periodos de rápido crescimento econômico e industrialização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, qual era o consumo de energia per capita do Reino Unido nas datas consideradas? Em 1820 era de 0,63 toneladas de petróleo equivalentes, em 1910, era de 3,24 toneladas de petróleo equivalentes e em 2000 chegou a 3,92 toneladas de petróleo equivalentes. Um crescimento de mais de 410% no período liberal e 21% no período intervencionista. A vantagem empírica mudou um pouco, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mito 3 - O tamanho de Tenochtitlán, a capital do "império Azteca".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mito: A capital dos aztecas era maior do que qualquer cidade da europa no ínicio do século XVI, contando com centenas de milhares de habitantes (geralmente falam em 300.000-500.000).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade: É muito comum para os historiadores exagerarem o tamanho de cidades pré industriais. O caso mais comum é exagerar o tamanho das cidades da américa pré colombiana, particularmente de Tenochtitlán. Por todos os lados se encontram afirmações de cidades antigas com "mais de 1 milhão de habitantes", principalmente em documentários ou em livros publicados por historiadores com poucas noções de estatística e economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, antes da era do "capitalismo moderno" as cidades com mais de 100 mil habitantes eram raríssimas. Temos estimativas confiaveís com relação ao tamanho das cidades européias a partir do final da Idade Média. Em 1500 a Europa já era a região mais desenvolvida do planeta, e por causa disso, era também a região mais urbanizada. A urbanização ocorre com o desenvolvimento econômico porque com o crescimento do poder de compra dos indivíduos uma parcela menor dos gastos é alocada na compra de alimentos, e numa socidade com uma estrutura de capital complexa, apenas uma fracção da demanda por alimentos se traduz em demanda por trabalho agrícola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual era o tamanho das cidades européias na época que os espanhois chegaram em Tenochtitlán? A maior, Paris, tinha uma população entre 160 mil habitantes e 200 mil. Existiam mais duas ou três cidades com mais de 100 mil habitantes. Para sustentar cidades desse porte é nescessária tecnologia para produzir e transportar alimentos em grande escala. E os europeus já possuiam tecnologias como a roda, navios de transporte, rotação de culturas e o arado pesado, que permitiam produzir alimentos suficientes para sustentar cidades "imensas" de mais de 100 mil habitantes. Na américa pré colombiana não existiam animais de tração decentes, tecnologia agrícola sofisticada e ainda não tinham inventado a roda, logo, manter cidades com mais de 100 mil habitantes era tecnicamente impossível. Tenochtitlán deveria ter menos de 50 mil habitantes, considerando os relatos dos espanhois de que seria tão impressionante quando as maiores cidades da Espanha na época (que tinham 40 mil habitantes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mito 4 - A China sempre foi uma potência econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mito: No período de mais de 2 mil anos, a partir a dinastia Han (que começou a governar no final do século 3 a.c.) até o século XIX, a China foi a região mais desenvolvida do planeta. Excedendo o desenvolvimento econômico do ocidente por largas margens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade: Em termos de desenvolvimento econômico a China sempre foi miserável. Em termos de produto total da civilização chinesa, era realmente muito grande porque desde o século V a China é o estado mais populoso do mundo. Mas em termos de desenvolvimento per capita, ou seja, produtividade e bem estar da população, a China sempre esteve abaixo do ocidente, com a possivel exceção do périodo entre os séculos VII e IX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma evidência empirica forte, mas só valida para o século XVIII: Segundo Adam Smith, na década de 1770 a grama de prata tinha cerca do dobro do poder de compra na China do que no Reino Unido. Os salários em termos de prata no Reino Unido na época eram de cerca de 12 gramas por dia e na China eram de 1,4 gramas por dia. Em outras palavras, os trabalhadores ingleses do início da revolução industrial recebiam cerca de 6 vezes mais em termos reais do que os trabalhadores chineses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um citação do dito cujo:&lt;span class="hilite"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"China&lt;/span&gt; has been long one of the richest, that is, one of the most fertile, best cultivated, most industrious, and most populous countries in the world.&lt;span class="footnote" id="anchor_aa25"&gt;&lt;/span&gt; It seems, however, to have been long stationary. Marco Polo, who visited it more than five hundred years ago,  describes its cultivation, industry, and populousness, almost in the same terms in which they are described by travellers in the present times. It had perhaps, even long before his time, acquired that full complement of riches which the nature of its laws and institutions permits it to acquire. The accounts of all travellers, inconsistent in many other respects, agree in the low wages of labour, and in the difficulty which a labourer finds in bringing up a family in &lt;span class="hilite"&gt;China&lt;/span&gt;. If by digging the ground a whole day he can get what will purchase a small quantity of rice in the evening, he is contented. The condition of artificers is, if possible, still worse. Instead of waiting indolently in their work-houses, for the calls of their customers, as in Europe, they are continually running about the streets with the tools of their respective trades, offering their service, and as it were begging employment. The poverty of the lower ranks of people in &lt;span class="hilite"&gt;China&lt;/span&gt; far surpasses that of the most beggarly nations in Europe."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso acaba com as chances da China estar próxima do nível de desenvolvimento da europa nos séculos XVII e XVIII. E tambem mostra que o país está muito próximo do nível de subsistência, e que é economicamente estável há séculos. Logo, qualquer civilização que tenha ultrapassado significativamente o nível mínimo de subsistência, como os gregos clássicos e os europeus da época de Adam Smith, é economicamente mais avançada do que a China pré 1978!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-6085857146376602572?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/6085857146376602572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=6085857146376602572&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/6085857146376602572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/6085857146376602572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/07/mitos-sobre-historia-economica.html' title='Mitos sobre história econômica'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-3284229607708822699</id><published>2009-07-11T17:42:00.000-07:00</published><updated>2009-07-11T17:44:58.349-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia Austríaca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fabio Barbieri'/><title type='text'>Entrevista com Fabio Barbieri</title><content type='html'>O único economista austriaco brasileiro (torcendo para que essa singularidade não dure muito tempo) dá uma entrevista no blog do &lt;a href="http://www.ordemlivre.org/blog/?p=424"&gt;ordem livre&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-3284229607708822699?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/3284229607708822699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=3284229607708822699&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/3284229607708822699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/3284229607708822699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/07/entrevista-com-fabio-barbieri.html' title='Entrevista com Fabio Barbieri'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-3924334890691947597</id><published>2009-06-29T10:06:00.000-07:00</published><updated>2009-07-01T14:13:37.666-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desemprego Catalático'/><title type='text'>Os problemas do modelo dos salários de eficiência</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Após a segunda guerra mundial ocorreu uma mudança na concepção de ciência que os tinham de si mesmos. A economia deixou de ser uma ciência lógica e filosófica da ação humana, com o objetivo de compreender a realidade econômica de um ponto de vista filosoficamente satisfatório e passou a ser uma ciência formal que tenta imitar os métodos e técnicas das ciências exatas, utilizando muita matemática, modelos formais e a estatística com o objetivo de testar teorias. Esse modo de fazer ciência, que começou em torno de 1950, teve seu auge nas décadas de 70 e 80 e hoje já está em declínio, embora é claro, ainda seja o método padrão ensinado em todas as universidades de alto nível, tem como uma de suas criações mais bizarras e paradoxais o conceito de salários de eficiência.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu argumento que o conceito de salários de eficiência é fundamentalmente falacioso no sentido que se propõe a explicar fenômenos de certo tipo utilizando ferramentas analíticas que foram desenvolvidas para se compreender fenômenos de outro tipo. Em outras palavras, o modelo de salários de eficiência se propõe a tratar de problemas dinâmicos se utilizando de ferramentas analíticas apropriadas para a análise estática, logo, ao abordar esses problemas por essa ótica, falha em capturar o que deve ser explicado de antemão.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;w:view&gt;&lt;/w:view&gt;&lt;w:trackmoves&gt;&lt;w:trackformatting&gt;&lt;w:punctuationkerning&gt;&lt;w:validateagainstschemas&gt;&lt;w:donotpromoteqf&gt;&lt;w:lidthemecomplexscript&gt;&lt;/w:lidthemecomplexscript&gt; &lt;w:compatibility&gt;&lt;w:breakwrappedtables&gt;&lt;w:snaptogridincell&gt;&lt;w:wraptextwithpunct&gt;&lt;w:useasianbreakrules&gt;&lt;w:dontgrowautofit&gt;&lt;w:splitpgbreakandparamark&gt;&lt;w:dontvertaligncellwithsp&gt;&lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables&gt;&lt;w:dontvertalignintxbx&gt;&lt;w:word11kerningpairs&gt;&lt;w:cachedcolbalance&gt;&lt;/w:cachedcolbalance&gt;&lt;m:mathpr&gt;&lt;m:mathfont val="Cambria Math"&gt;&lt;m:brkbin val="before"&gt;&lt;m:brkbinsub val="--"&gt;&lt;m:smallfrac val="off"&gt;&lt;m:dispdef&gt;&lt;m:lmargin val="0"&gt;&lt;m:rmargin val="0"&gt;&lt;m:defjc val="centerGroup"&gt;&lt;m:wrapindent val="1440"&gt;&lt;m:intlim val="subSup"&gt;&lt;m:narylim val="undOvr"&gt;&lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt;&lt;/m:wrapindent&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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A partir desse pressuposto se busca explicar porque que existe desemprego no mundo real, já que no modelo de equilíbrio geral não existe desemprego, e porque é comum que os empregadores pagam salários maiores para seus funcionários do que a média de mercado, o que não ocorre no modelo de equilíbrio geral onde os preços são uniformes pelo mercado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vamos imaginar que temos dois tipo de trabalho t1 e t2. O tipo de trabalho t1 é constituído pelo trabalho mal feito, de baixa qualidade, concentração e intensidade. O trabalho t2 é constituído pelo trabalho bem feito de alta qualidade e intensidade. No modelo de equilíbrio geral temos então dois mercados, o mercado de t1 e o mercado de t2. Os mercados de t1 e t2 se equilibram no ponto que iguala a oferta e a procura, logo, não temos excesso de oferta de trabalho do tipo t1 ou t2. A diferença é que como é mais fácil executar o trabalho t1 e como ele resulta num produto marginal inferior ao trabalho do tipo t2, os preços do t1 sempre será menor do que o preço do t2.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;&lt;/w:view&gt;&lt;w:trackmoves&gt;&lt;w:trackformatting&gt;&lt;w:punctuationkerning&gt;&lt;w:validateagainstschemas&gt;&lt;w:donotpromoteqf&gt;&lt;w:lidthemecomplexscript&gt;&lt;/w:lidthemecomplexscript&gt; &lt;w:compatibility&gt;&lt;w:breakwrappedtables&gt;&lt;w:snaptogridincell&gt;&lt;w:wraptextwithpunct&gt;&lt;w:useasianbreakrules&gt;&lt;w:dontgrowautofit&gt;&lt;w:splitpgbreakandparamark&gt;&lt;w:dontvertaligncellwithsp&gt;&lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables&gt;&lt;w:dontvertalignintxbx&gt;&lt;w:word11kerningpairs&gt;&lt;w:cachedcolbalance&gt;&lt;/w:cachedcolbalance&gt;&lt;m:mathpr&gt;&lt;m:mathfont val="Cambria Math"&gt;&lt;m:brkbin val="before"&gt;&lt;m:brkbinsub val="--"&gt;&lt;m:smallfrac val="off"&gt;&lt;m:dispdef&gt;&lt;m:lmargin val="0"&gt;&lt;m:rmargin val="0"&gt;&lt;m:defjc val="centerGroup"&gt;&lt;m:wrapindent val="1440"&gt;&lt;m:intlim val="subSup"&gt;&lt;m:narylim val="undOvr"&gt;&lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt;&lt;/m:wrapindent&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Isso ocorre devido a custos de monitoramento dos trabalhadores. O empregador não sabe a um custo nulo se os trabalhadores estão mesmo ofertando t2 ou se estão ofertado t1 e dizendo que é t2. Logo temos um custo de transação e por isso, uma imperfeição nos contratos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Assumindo que os custos de monitoramento sejam relativamente altos (o suficiente para que o monitoramento perfeito não valha a pena), então a tendência é que os trabalhadores fiquem ofertando o trabalho de tipo t1 em troca do salário do tipo t2. Mas as empresas podem se livrar disso através de salários acima da média, segundo a teoria, porque salários acima da média implicam em perda no caso da demissão: O trabalhador vai ganhar menos em outro emprego. Isso significa que mesmo com monitoramento imperfeito (logo, com apenas uma probabilidade de demissão por falsificar a venda de trabalho) se os salários da empresa estão significantemente acima da média o custo de fazer t1 se passar por t2 não vale a pena à redução do esforço.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Logo, o modelo chega à conclusão que a estratégia ótima por parte das firmas é oferecer salários mais elevados para comprar o trabalho do tipo t2 do que os salários médios de mercado. Só que com salários mais elevados os trabalhadores vão ofertar mais trabalho e as firmas vão demandar menos trabalho! E essa situação corresponde a um equilíbrio: Logo, se temos custos de formulação de contratos temos um equilíbrio que não corresponde ao equilíbrio walrasiano, que iguala a oferta e a procura e por isso temos desemprego, no sentido que temos discrepância entre a quantidade ofertada de trabalho e a quantidade demandada, onde no caso, a primeira excede a segunda. Até aqui tudo bem. Mas existe um pequeno problema com esse modelo: Ele é uma merda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Problemas internos ao modelo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esse modelo contém sérios problemas internos. O leitor atento já deve ter notado um já está aparente na minha exposição. No caso, se a estratégia ótima por parte das firmas é oferecer um salário acima da média do mercado, se todas elas fizerem isso, bem a média do mercado sobe e as firmas não ganham nada ao elevar os salários. Mas nesse caso qual é o equilíbrio? O equilíbrio é não comprarem nenhuma quantidade do trabalho do tipo t2, ou seja, no equilíbrio temos um desemprego de 100% no mercado de trabalho por t2.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Isso ocorre porque assumindo um ponto inicial onde temos os salários de t2 no nível de equilíbrio walrasiano. É uma estratégia ótima por parte das firmas oferecerem um salário acima da média, e por isso demandar uma quantidade menor de trabalho. Mas então todas s firmas vão fazer isso e temos o problema de risco moral atuando novamente. Agora os trabalhadores ofertam t2 e na verdade executam t1 a um nível de salários acima do nível de equilíbrio. Mas qual a estratégia ótima por parte da firma individual nesse caso? É elevar os salários ainda mais (para bater a média), e demandar uma quantidade ainda menor de trabalho. Como é impossível com que todas as firmas executem uma estratégia ótima (ofertar salários acima da média) porque elas determinam à média, o equilíbrio só será atingido quando os salários ficarem tão altos que não vale a pena comprar nenhuma quantidade do trabalho t2. Nesse caso temos um crowding out do mercado de trabalho t2 devido a informação assimétrica com relação ao trabalho realizado. Um caso similar ao analisado pelo igualmente falacioso modelo dos carros usados do Arkelof.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outro problema reside no fato de que o trabalhador em época de desemprego não vai ficar com medo de ser demitido se seu salário está acima da média do mercado. Ele vai ficar com medo de ser demitido se seu salário está acima de zero. Pois se for demitido e tivermos desemprego, então ele vai permanecer desempregado, caso não ocorra demissões em massa devido à moral hazard e contratações em massa de quem estava desempregado. Logo, a partir de uma situação inicial de equilíbrio walrasiano não temos um equilíbrio devido à moral hazard. E para se livrar do moral hazard os salários se elevam acima do nível de equilíbrio walrasiano. Só que acima do nível do equilíbrio walrasiano temos desemprego e a estratégia ótima das empresas é oferecerem salários menores, porque salários baixos são muito melhores do que ficar desempregado. Mas então voltamos ao equilíbrio walrasiano, só que no equilíbrio walrasiano não temos desemprego e por isso, temos desequilíbrio. Logo: O equilíbrio não existe no modelo se admitirmos que o trabalhador pode ficar desempregado se for demitido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O real problema do modelo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas esses probleminhas não passam de aspectos mal resolvidos do joguinho matemático existente dentro dos pressupostos do modelo. O problema não é essencialmente esse: O problema é que o modelo tenta explicar a existência de desemprego como resultado de um processo de ajustamento. Mas o desemprego não é resultado de nenhum processo de ajustamento pela sua própria definição. O desemprego é um processo de ajustamento. Quando temos desemprego? Pela definição clássica do termo “desemprego”, temos desemprego quando os trabalhadores traçam um plano de oferta de trabalho e esperam que esse plano resulte na compra do trabalho que foi ofertado. Se o trabalho não é adquirido, então os trabalhadores revisam suas expectativas e reformulam seu plano de oferta. Em outras palavras, temos desemprego quando o processo de ajustamento de desequilíbrio ainda não se completou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E quando temos dispersão dos preços? Pela mesma razão: Os preços de um mesmo bem comercializado no mercado são diferentes devido ao fato de que os agentes ainda não descobriram todas as oportunidades de ganho existentes. Por exemplo, se alguém vende algo por 10 e existe outro alguém comprando a mesma coisa por 15, então ambos não estão traçando planos inconsistentes com o equilíbrio. Na verdade tanto o desemprego quando a dispersão de preços são fenômenos naturais do mercado em desequilíbrio, que tendem a desaparecer em função do tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O que o modelo de salários de eficiência efetivamente pode dizer é que se existem custos de transação devido a custos de formulação de contratos e monitoramento, então certas transações que ocorreriam num equilíbrio walrasiano sem custos de transação deixam de ocorrer no equilíbrio com custos de transação. Isso não significa que temos desemprego e dispersão de preços no equilíbrio. Em primeiro lugar, se um trabalhador X está disposto a trabalhar por 200 e os consumidores estão dispostos a pagar 250 pelo produto do trabalho do trabalhador X, mas o custo de transação em contratar o trabalhador é de 100. Então no equilíbrio o trabalhador X deixa de ser contratado. Mas isso não significa que o trabalhador X está desempregado, significa que o trabalhador X está inativo. O desemprego ocorre quando o plano de oferta de trabalho falha. E esse plano pode falhar mesmo que exista a possibilidade de emprego, no caso, se o trabalhador X vale até 250, se ele oferecer seu trabalho por 300 mesmo que seu salário reserva seja de 200, então ele tenderá a não ser contratado por 300. Mas no equilíbrio ele vai trabalhar porque existe uma oportunidade de ganho liquido em trabalhar. Na situação reversa podemos ter o caso de um trabalhador cujo salário reserva é de 300 e sua produtividade marginal é de 250, sabendo disso ele não vai ofertar seu trabalho e não ficará desempregado involuntariamente. Resumindo: Desemprego e a impossibilidade de realizar transações mutuamente benéficas devido a custos de transação são conceitos estritamente diferentes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma situação análoga ocorre com a dispersão de preços: Se temos preços diferentes em locais diferentes devido a custos de transporte, ou se temos preços diferentes por um trabalho t2 com garantia de ser t2 em relação a um trabalho t2 que pode ser na verdade t1, na verdade temos preços diferentes por bens diferentes. Preços dispersos são preços diferentes por bens iguais! Ou seja, o agente compra X por 5 e poderia comprar por 3 mas não compra, e estou assumindo que o custo da informação com relação as ofertas no mercado seja zero! Logo, o agente só vai pagar mais por algo que pode pagar menos se estamos em desequilíbrio, porque não é uma estratégia ótima.&lt;/p&gt;  &lt;w:view&gt;&lt;/w:view&gt;&lt;w:trackmoves&gt;&lt;w:trackformatting&gt;&lt;w:punctuationkerning&gt;&lt;w:validateagainstschemas&gt;&lt;w:donotpromoteqf&gt;&lt;w:lidthemecomplexscript&gt;&lt;/w:lidthemecomplexscript&gt; &lt;w:compatibility&gt;&lt;w:breakwrappedtables&gt;&lt;w:snaptogridincell&gt;&lt;w:wraptextwithpunct&gt;&lt;w:useasianbreakrules&gt;&lt;w:dontgrowautofit&gt;&lt;w:splitpgbreakandparamark&gt;&lt;w:dontvertaligncellwithsp&gt;&lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables&gt;&lt;w:dontvertalignintxbx&gt;&lt;w:word11kerningpairs&gt;&lt;w:cachedcolbalance&gt;&lt;/w:cachedcolbalance&gt;&lt;m:mathpr&gt;&lt;m:mathfont val="Cambria Math"&gt;&lt;m:brkbin val="before"&gt;&lt;m:brkbinsub val="--"&gt;&lt;m:smallfrac val="off"&gt;&lt;m:dispdef&gt;&lt;m:lmargin val="0"&gt;&lt;m:rmargin val="0"&gt;&lt;m:defjc val="centerGroup"&gt;&lt;m:wrapindent val="1440"&gt;&lt;m:intlim val="subSup"&gt;&lt;m:narylim val="undOvr"&gt;&lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt;&lt;/m:wrapindent&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face  {font-family:"Cambria Math";  panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 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Através do uso de ferramentas analíticas adequadas para a análise de processos em desequilíbrio. Modelos de equilíbrio como esse não são úteis ou mesmo relevantes e apenas demonstram a ignorância de seu criador com relação à natureza dos problemas com que ele precisa lidar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;w:view&gt;&lt;/w:view&gt;&lt;w:trackmoves&gt;&lt;w:trackformatting&gt;&lt;w:punctuationkerning&gt;&lt;w:validateagainstschemas&gt;&lt;w:donotpromoteqf&gt;&lt;w:lidthemecomplexscript&gt;&lt;/w:lidthemecomplexscript&gt; &lt;w:compatibility&gt;&lt;w:breakwrappedtables&gt;&lt;w:snaptogridincell&gt;&lt;w:wraptextwithpunct&gt;&lt;w:useasianbreakrules&gt;&lt;w:dontgrowautofit&gt;&lt;w:splitpgbreakandparamark&gt;&lt;w:dontvertaligncellwithsp&gt;&lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables&gt;&lt;w:dontvertalignintxbx&gt;&lt;w:word11kerningpairs&gt;&lt;w:cachedcolbalance&gt;&lt;/w:cachedcolbalance&gt;&lt;m:mathpr&gt;&lt;m:mathfont val="Cambria Math"&gt;&lt;m:brkbin val="before"&gt;&lt;m:brkbinsub val="--"&gt;&lt;m:smallfrac val="off"&gt;&lt;m:dispdef&gt;&lt;m:lmargin val="0"&gt;&lt;m:rmargin val="0"&gt;&lt;m:defjc val="centerGroup"&gt;&lt;m:wrapindent val="1440"&gt;&lt;m:intlim val="subSup"&gt;&lt;m:narylim val="undOvr"&gt;&lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt;&lt;/m:wrapindent&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Logo isso significa que o volume de emprego de trabalho de qualidade superior é menor do que seria no caso da inexistência desses custos de transação. Mas isso não significa que temos desemprego, ou seja, uma discrepância entre os planos de oferta de trabalho e os planos de procura por trabalho, da força de trabalho, apenas que certos tipos de transações mutuamente benéficas não podem ser realizados porque o custo de executá-los é maior do que os ganhos líquidos derivados de sua execução.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;&lt;/m:brkbinsub&gt;&lt;/m:brkbin&gt;&lt;/m:mathfont&gt;&lt;/m:mathpr&gt;&lt;/w:word11kerningpairs&gt;&lt;/w:dontvertalignintxbx&gt;&lt;/w:dontbreakconstrainedforcedtables&gt;&lt;/w:dontvertaligncellwithsp&gt;&lt;/w:splitpgbreakandparamark&gt;&lt;/w:dontgrowautofit&gt;&lt;/w:useasianbreakrules&gt;&lt;/w:wraptextwithpunct&gt;&lt;/w:snaptogridincell&gt;&lt;/w:breakwrappedtables&gt;&lt;/w:compatibility&gt;&lt;/w:donotpromoteqf&gt;&lt;/w:validateagainstschemas&gt;&lt;/w:punctuationkerning&gt;&lt;/w:trackformatting&gt;&lt;/w:trackmoves&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-3924334890691947597?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/3924334890691947597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=3924334890691947597&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/3924334890691947597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/3924334890691947597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/06/os-problemas-do-modelo-dos-salarios-de.html' title='Os problemas do modelo dos salários de eficiência'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-566847536266229710</id><published>2009-06-27T09:33:00.000-07:00</published><updated>2009-06-27T09:39:46.569-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciclos de Negócios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teoria Austriaca dos Ciclos de Negócios'/><title type='text'>Um trabalho que explica a Teoria Austriaca dos Ciclos</title><content type='html'>É um trabalho da faculdade, fiz para explicar a teoria austriaca de ciclos. Uso a terminologia mais precisa de teoria Wicksell-Mises-Hayek dos ciclos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui &lt;a href="http://www.4shared.com/file/114467268/2978e40b/A_teoria_WicksellMisesHayek.html"&gt;está&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-566847536266229710?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/566847536266229710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=566847536266229710&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/566847536266229710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/566847536266229710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/06/um-trabalho-que-explica-teoria.html' title='Um trabalho que explica a Teoria Austriaca dos Ciclos'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-587894651633143355</id><published>2009-06-22T09:33:00.000-07:00</published><updated>2009-06-22T09:37:16.789-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogs'/><title type='text'>Férias: Efeitos nos blogs</title><content type='html'>Agora que estamos no meio do ano é periodo de férias nas universidades do hemisfério norte. Os professores então dispoem de muito tempo livre para postar. No blog, The Austrian Economists, por exemplo, os professores Peter Boettke e Steven Horwitz estão postando muito, na ordem de várias paginas de texto diariamente (principalmente nos comentários).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, Horwitz em seu &lt;a href="http://austrianeconomists.typepad.com/weblog/2009/06/which-monetary-policy-rule-suffers-from-the-fatal-conceit.html"&gt;post&lt;/a&gt; sobre teoria monetária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Boettke em seu &lt;a href="http://austrianeconomists.typepad.com/weblog/2009/06/21st-century-economic-methodology.html"&gt;post&lt;/a&gt; sobre metodologia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-587894651633143355?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/587894651633143355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=587894651633143355&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/587894651633143355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/587894651633143355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/06/ferias-efeitos-nos-blogs.html' title='Férias: Efeitos nos blogs'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-6164326064189897000</id><published>2009-06-10T10:57:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T06:59:25.636-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Keynesianismo'/><title type='text'>Não existe economista keynesiano!</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não existe economista keynesiano! Cheguei a essa conclusão nos últimos meses, enquanto refletia com relação ao significado da palavra “Keynes” para a profissão dos economistas. Tecnicamente falando, cheguei a conclusão que essa palavra não possuí significado determinado, variando em função do economista que a pronuncia. Muitos economistas já foram classificados como “keynesianos”, embora suas idéias pouco tivessem relação com outros economistas classificados pelo mesmo rótulo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por exemplo, os seguintes economistas já foram classificados como keynesianos: Samuelson, Joan Robinson, Paul Davidson, G. L. S. Shackle, Sraffa e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Galbraith. O que Samuelson tem a ver com Sraffa e o que Sraffa tem a ver com Galbraith? Além de nenhum dos três serem liberais eles não possuem absolutamente nenhuma semelhança significativa. Samuelson é um economista matemático neoclássico, que é“ keynesiano” porque não acredita que os preços se ajustavam rapidamente a mudanças na quantidade de moeda no sistema econômico, algo que até David Hume já sabia (agora Hume era keynesiano?). Sraffa era um ricardiano, que acreditava que o valor das coisas não tinha relação com as preferências individuais com relação a essas coisas. O que ele tinha de keynesiano? Era meio comuna. Galbraith? Era um ideólogo comunista e heterodoxo radical, que acreditava que a teoria econômica moderna era um lixo. O que Galbraith tinha em comum com Sraffa? Ambos não gostavam dos neoclássicos. E com o teórico neoclássico, Samuelson? Absolutamente nada. Também nota-se o contraste entre Shackle e o resto da lista, Shackle era um subjetivista radical, Samuelson era um subjetivista estático, Robinson e Sraffa eram ricardianos (anti subjetivistas) e Galbraith era anti teórico (não usava nenhuma teoria do valor para entender a economia).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Keynesiano parece ter virado um rótulo empregado para descrever qualquer economista que não seja liberal e nem marxista. Já que a única coisa que une os da lista acima é que nenhum é liberal e nenhum é marxista. O olha que Samuelson é mais parecido com Milton Friedman do que com qualquer um da lista. Na verdade tanto Samuelson quanto Friedman ensinavam a mesma teoria do preço na sala de aula, a diferença é que Friedman aplicava a teoria a realidade... De qualquer maneira, não é satisfatório classificar de Keynesiano qualquer neoclássico que não entendeu o teorema de Coase. Ou qualquer economista intervencionista, já que existem milhões de intervencionistas que não foram keynesianos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Bem, segundo Krugman, Keynes foi quem descobriu que os preços não se ajustavam rapidamente a variações na quantidade de moeda, o que significa que a variação na quantidade de moeda acaba gerando mudanças reais no sistema econômico. Para afirmar uma bobagem dessas Krugman certamente nunca teve contato com a literatura econômica anterior a Keynes ou mesmo da época do Keynes. Keynes nunca afirmou claramente o que é “demanda efetiva”, até hoje ninguém na profissão sabe mesmo o que isso significa e não existe um consenso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Keynesiano não é o economista que defende políticas fiscais e monetárias expansionistas anticíclicas? Realmente, boa parte dos economistas da lista defende esse tipo de política. Já Keynes não. Segundo certas interpretações, Keynes não defendia nenhuma política anticíclica. Ele defendia uma política de “socialização do investimento” e “redução da taxa de juros de longo prazo para um valor estável que tende a zero”. Como essas afirmativas podem ter várias interpretações, não é possível definir como keynesiano um economista que defende políticas keynesiana porque não existe definição clara do que seja uma política keynesiana.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Além disso, nem todos os economistas classificados como keynesianos eram intervencionistas. Shackle não era intervencionista, era um economista que não era contra nem a favor da intervenção estatal generalizada, ele dizia que o mundo é muito complexo para se poder tomar qualquer decisão cientifica com relação às conseqüências da intervenção. Ele defendia a distribuição de renda, por exemplo, mas não defendia por qualquer motivo econômico, tanto que ele disse que achava legal distribuir renda e talz, mas admitia que não tinha nenhum argumento analítico para justificar a distribuição de renda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Resumindo: Classificar um economista como keynesiano é tão impreciso quanto classificar uma banda de rock como “rock progressivo”. Logo, proponho que deixem de utilizar esse rótulo. O que já está acontecendo: Os livros texto de macro mais sofisticados já abandonaram qualquer referência significa à Keynes e ao keynesianismo (tipo &lt;a href="http://www.amazon.com/gp/product/0674750969/ref=s9_sims_gw_s0_p14_t1?pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&amp;amp;pf_rd_s=center-1&amp;amp;pf_rd_r=05E28QHTK0EQ0CPDKNZW&amp;amp;pf_rd_t=101&amp;amp;pf_rd_p=470938131&amp;amp;pf_rd_i=507846"&gt;o manual de macro&lt;/a&gt; do Robert Lucas).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Nota-se também que o termo keynesianismo deriva basicamente de interpretações do livro "Teoria Geral", os trabalhos mais antigos do Keynes eram mais objetivos e claros. Por exemplo, na década de 20 Keynes era um monetarista, quase igual a Friedman.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-6164326064189897000?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/6164326064189897000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=6164326064189897000&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/6164326064189897000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/6164326064189897000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/06/nao-existe-economista-keynesiano.html' title='Não existe economista keynesiano!'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-7861997597445026028</id><published>2009-05-31T16:27:00.000-07:00</published><updated>2009-06-01T10:53:16.834-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Processo de mercado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Intervencionismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Competição'/><title type='text'>Ensaio - Para que serve uma organização como o CADE?</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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O órgão atua basicamente de forma a processar empresas que estejam fazendo políticas de preço coordenadas, fusões de grande porte ou qualquer situação onde uma empresa tenha uma grande fatia de mercado e aja de forma denominada como anticompetitiva. Essa organização atua de forma consistente desde meados da década de 90, embora tenha sido criada na década de 60. Sua atuação não foi significativa nos anos anteriores ao início da década de 90, porque nessa época no Brasil era considerado como padrão o mercado ser administrado por organizações estatais ou semi-estatais que coordenavam os preços, de modo que o conceito de defesa da concorrência não fazia o menor sentido. Atualmente observamos certas melhoras no ambiente competitivo no Brasil, com a existência de certa liberdade por parte dos empreendedores em anunciar preços (essa liberdade ainda não é absoluta em parte devido ao próprio CADE, como será tratado no final do artigo). Proponho mais um passo em direção a liberdade de concorrência: A extinção desse órgão, porque é uma organização cuja premissa se baseia numa teoria de preço incorreta. Na realidade a atuação da organização gera efeitos nocivos ao ambiente de negócios do país, devido ao ambiente de incerteza criado pelas ações da organização sobre o comportamento das empresas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-style: normal;"&gt;[2]Nota-se que embora atualmente as organizações antitruste se baseiam na teoria econômica para justificar sua atuação, historicamente as leis contra monopólios, cartéis e trustes não surgiram com o desenvolvimento da teoria clássica do monopólio. Uma das causas mais comuns da emergência de leis antitruste é devido a lobby de empresários para atacar seus concorrentes bem sucedidos usando o poder coercitivo do estado. Nos EUA a legislação antitruste de 1890 foi criada com o objetivo de defender os interesses dos empresários que não possuíam a capacidade de enfrentar as empresas que emergiam na época, particularmente a Standard Oil. Claro que a justificativa anunciada era outra, ou seja, proteger os consumidores do “poder econômico” dos trustes, mas é importante notar que no final do século XIX não existiam ainda os fundamentos teóricos que hoje são usados para condenar a concentração de mercado. Segundo os economistas clássicos a diferença entre monopólio e livre concorrência não era definida pela existência de concentração de mercado mas sim pela liberdade de troca, ou seja, de realizar transações em qualquer mercado. O grau de concentração não tinha relevância na determinação do grau de competitividade do mercado para esses teóricos. Foi apenas nas décadas posteriores a revolução marginalista que a teoria moderna ou marginalista do monopólio, que condena a concentração de mercado, foi desenvolvida. Vamos analisá-la.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-style: normal;"&gt;A teoria marginalista do monopólio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-style: normal;"&gt;[3]A idéia que está por trás do CADE é a mesma idéia que orienta a ação das organizações antitruste de praticamente todos os países civilizados do mundo: A idéia, baseada essencialmente no framework da teoria de equilíbrio geral, de que qualquer fatia significativa de mercado implica na possibilidade da firma em manipular os preços de mercado em seu favor através da manipulação consciente das quantidades ofertadas. Segundo o modelo clássico de monopólio, quando uma empresa se encontra numa posição onde oferta uma parcela significativa da quantidade de um certo bem, ela se defronta com uma curva de demanda que não é perfeitamente elástica, de modo que seu plano de produção ótimo não é produzir até igualar o custo da unidade marginal do bem produzido ao preço de mercado, que caracteriza o plano maximizador de lucro para firmas tomadoras de preços, mas sim produzir uma quantidade menor. A firma com poder de mercado produziria uma quantidade menor porque dessa forma seria possível elevar os lucros através da manipulação do preço, de forma que o preço do bem se torna maior do que o custo de produzir uma unidade adicional desse bem. Como nesse modelo se assume que os consumidores são agentes passivos, ou seja, tomadores de preços, eles igualam sua valoração marginal do bem em relação ao preço, de forma que o preço do bem reflete seu valor marginal. Isso implica que numa situação onde temos uma firma com poder de mercado, seu plano de produção se caracteriza por uma escala de produção aonde o custo de produzir uma unidade adicional do bem é menor do que o valor que os consumidores estão dispostos a pagar pela unidade marginal do bem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-style: normal;"&gt;[4]Para facilitar a compreensão do ideal do equilíbrio walrasiano ou competitivo podemos articular essa teoria em termos mais abstratos num &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;framework&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-style: normal;"&gt; de equilíbrio geral. Ou seja, sem produção e moeda, num ambiente onde os agentes ofertam e demandam bens que se constituem em dotações iniciais de cada indivíduo que participa do mercado. Ou seja, primeiro analisamos uma situação onde temos um equilíbrio walrasiano, que é um equilíbrio onde todos os agentes são tomadores de preço. Nesse caso os agentes maximizam seu nível de satisfação ofertando os bens que compõem sua dotação inicial em troca de bens cuja valoração marginal supera seu custo de obtenção. Em outras palavras, os agentes executam um plano de troca a partir dos preços de mercado com o objetivo de atingir o melhor estado de satisfação alcançável, e para conseguir melhorar de estado de satisfação nesse caso eles devem trocar bens que possuem por outros bens no mercado, de forma que qualquer possibilidade de ganho, existente quando existem discrepâncias entre os preços e as valorações marginais, seja aproveitada. Como estamos num equilíbrio walrasiano o sistema de preços iguala as quantidades demandadas e ofertadas. Nessa situação temos uma alocação onde todas as possibilidades de transação mutuamente benéfica são esgotadas, já que qualquer possibilidade de troca mutuamente benéfica implica na violação da eficiência dos planos de ação dos agentes em alcançar um estado de equilíbrio (ou seja, maximização da utilidade).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-style: normal;"&gt;[5]Mas o que ocorre quando um agente possuí uma parcela significativa da oferta ou procura por algum bem? Nesse caso o equilíbrio alcançado deixa de ser competitivo ou walrasiano porque o agente pode influenciar nos preços de mercado escolhendo as quantidades que ofertará. O plano que maximiza seu estado de satisfação não é mais um plano coerente com a exaustão das possibilidades de troca mutuamente benéfica porque se o agente tem a capacidade de influir no preço de mercado através da manipulação da quantidade que ele escolhe transacionar, o agente não vai maximizar sua utilidade se agir como um tomador de preços, realizando todas as transações possíveis. Para atingir o equilíbrio com poder de mercado o agente precisa maximizar o ganho que obtém de suas transações e quando possuí poder de mercado o ganho é maximizado se o agente deixa de realizar transações mutuamente benéficas para elevar o preço do que vende ou reduzir o preço do que compra. Mesmo que as quantidades transacionadas sejam menores do que seriam num equilíbrio walrasiano, como os preços se modificam para valores que beneficiam o agente dotado de poder de mercado, seu estado de satisfação é preferível ao estado derivado de um plano correspondente ao plano de equilíbrio walrasiano. Quanto maior for o grau com que o agente consegue modificar os preços de mercado manipulando as quantidades que oferta e demanda, maior será a proporção das transações mutuamente benéficas que deixam de ser realizadas. Apenas quando o agente não consegue manipular os preços de mercado que a quantidade de transações realizadas corresponde ao ótimo, porque nesse caso não se deriva nenhum ganho em deixar de realizar uma transação mutuamente benéfica. Essa teoria é interpretada como sendo relevante apenas para o caso de firmas, já que dificilmente um consumidor individual conseguiria obter uma parcela significativa da procura por algum bem, já é uma realidade comum empresas que compõem grande parcela do mercado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-style: normal;"&gt;[6]Logo, segundo essa teoria se quebrarmos uma empresa dotada de poder de mercado em várias empresas menores, cada empresa resultante terá uma fatia de mercado menor do que a empresa original. Por isso perdem pelo menos parte do poder de influenciar os preços de mercado, de forma que os planos de produção dessas empresas se aproximarão mais dos planos de produção de firmas tomadoras de preços, que constituem na situação ótima. Nos termos de equilíbrio parcial, é uma situação ótima porque quanto temos firmas tomadores de preços elas produzem uma quantidade tal que o custo de produzir uma unidade adicional do produto se iguala ao valor que os consumidores estão dispostos a pagar por essa unidade, esgotando as possibilidades de troca mutuamente benéfica, possibilidades que existem quando temos discrepância entre preços e custos marginal. Nesse estado de equilíbrio alcançamos uma alocação que corresponde a um estado de ótimo paretiano. Isso significa que o CADE teria a função de reduzir o poder de mercado das firmas, já de modo que ao reduzir o poder de mercado ele estaria reduzindo as ineficiências do mercado e aproximando o mercado de um equilíbrio walrasiano. Além disso, o simples fato de atuar como organização que pune as firmas que se utilizam de seu poder de manipulação de preços para auferir lucros, iria impedir que grandes empresas utilizassem seu poder de mercado devido à expectativa de punição. Ou seja, o CADE não precisaria quebrar muitas empresas, apenas dar o exemplo para manter a comunidade empresarial na linha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-style: normal;"&gt;Os erros do conceito de poder de mercado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-style: normal;"&gt;[7]O grande problema neste conceito está no fato de que os pressupostos existentes nos modelos onde temos poder de mercado não correspondem à realidade, ou seja, são inconsistentes com uma situação onde temos agentes racionais e onde o domínio da escolha (podemos chamar de espaço das estratégias) dos agentes não seja previamente delimitado por rígidos mecanismos de troca. Elaborando: No modelo tradicional do monopólio existem restrições do espaço de escolha dos agentes em três esferas, na esfera do monopolista, na esfera do consumidor e na esfera de terceiros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-style: normal;"&gt;[8]Tratando do primeiro caso: O modelo marginalista de monopólio é baseado na idéia de que o monopolista vai ofertar o produto por apenas um preço, ou seja, que ele pode apenas colocar um único preço para a totalidade da quantidade ofertada, não podendo discriminar. Se essa restrição for relaxada, ou seja, tivermos uma situação onde o monopolista pode discriminar livremente, então todas as transações mutuamente benéficas serão realizadas, já que dessa forma as transações que deixaram de ser realizadas no caso do monopólio com preço uniforme serão realizadas, porque o monopolista não precisa reduzir o preço ofertado por todas as transações que realizou para vender uma unidade adicional de um bem. Nesse caso o monopolista produz até quando o custo de produzir uma unidade adicional for maior do que o preço que os consumidores estão dispostos a pagar por essa unidade, logo, temos eficiência. Mas existe uma diferença clara entre esse caso e a concorrência perfeita, no caso do monopolista que é livre para discriminar, ele vai ofertar cada unidade do bem pelo maior preço que os consumidores estarão dispostos a pagar, em outras palavras, o monopolista discriminador irá auferir a totalidade dos ganhos líquidos derivados de suas vendas. A alocação é eficiente, no sentido que temos a efetuação da totalidade das transações mutuamente benéficas possíveis, mas é uma alocação diferente da alocação correspondente a um equilíbrio walrasiano, já que é uma alocação onde apenas uma das duas partes da transação se beneficia com relação a alocação existente antes da efetuação da transação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-style: normal;"&gt;[9]Outra restrição no modelo é a ausência de liberdade dos consumidores em formularem propostas de compra e venda para o monopolista. Ou seja, se temos o relaxamento dessa restrição, os consumidores não vão deixar de fazer uma oferta de compra por uma unidade adicional do bem que estão dispostos a comprar por um preço maior do que seu custo de produção marginal. Logo nesse caso também temos um equilíbrio eficiente, já que qualquer ineficiência não corresponde a ausência da possibilidade de oportunidades de ação para os consumidores. Mas, ao assumirmos que os consumidores e o monopolista são livres para fazer ofertas de compra e venda, temos um problema: Os preços que emergirão dessas transações serão indeterminados. Por exemplo, no caso da compra e venda de um bem, digamos, o agente A vai vender um bem x para o agente B, o agente A valora o bem em $2, o agente B em $4, se assumirmos que ambos estão livres para fazer propostas de compra e venda o preço pelo qual o bem será trocado é indeterminado. Esse problema é resolvido pela teoria do processo de mercado, e será tratado posteriormente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-style: normal;"&gt;[10]Além disso o modelo de monopólio não permite a existência de terceiros que compram e vendem a partir de diferenças de custos e preços. Se permitirmos a existência de agentes que arbitram ao comprar uma unidade de um bem do monopolista por um preço próximo a seu custo marginal e vender para os consumidores por um preço próximo ao preço que os consumidores estão dispostos a pagar, então temos eficiência no equilíbrio. Já que qualquer situação onde o custo marginal seja menor do que o preço da unidade marginal é uma situação onde temos possibilidade de ganho com arbitragem de terceiros. Nota-se que a inclusão simultânea desse relaxamento nos pressupostos do modelo de monopólio ao mesmo tempo que relaxamos as outras duas restrições introduzem mais uma complicação, ao elevar o grau de indeterminação dos preços pelos quais as transações serão realizadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-style: normal;"&gt;[11]Logo podemos notar que na ausência dessas restrições ao comportamento dos agentes não conseguir obter o resultado que mais interessa ao CADE: a existência de ineficiência, ou seja, a existência de possibilidade de alocações que podem resultar na melhora (ou pelo menos estagnação) do estado de satisfação de todos os agentes. Logo, se não assumirmos essas restrições não podemos defender a quebra ou pelo menos a ameaça de quebra de empresas com grande fatia de mercado e por isso organizações estatais de defesa da concorrência se tornam inúteis do ponto de vista de um economista preocupado com a eficiência. A questão agora é: Essas restrições no espaço de ação dos agentes correspondem à realidade? Certamente se verifica que na realidade as empresas realmente tendem a cobrar apenas um preço por seu produto (com muitas exceções), que os consumidores normalmente não fazem propostas de compra para as empresas produzirem unidades adicionais do produto e que não é muito comum a existência de terceiros que fazem propostas de compra para as empresas e revendem o bem aos consumidores (embora fosse comum na Inglaterra do século XIX). Mas assumir que essas restrições se aplicam não resolve o problema, que é explicar porque se aplicam. Veremos que o comportamento dos agentes é limitado pelo problema de conhecimento e que ao modelar o comportamento de uma empresa assumindo a inexistência do problema do conhecimento equivale a assumir que essas restrições no comportamento dos agentes não existem. Logo, não podemos aceitar o modelo marginalista de monopólio e todos os modelos de concorrência imperfeita dele derivados (já que os modelos de concorrência imperfeita são, basicamente, modelos de monopólio mais sofisticados), temos que desenvolver uma abordagem alternativa aos modelos estáticos para tratar da questão da concorrência. Essa abordagem já existe:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-style: normal;"&gt;Conhecimento e competição: A teoria austríaca da competição e monopólio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-style: normal;"&gt;[12]Primeiro um resumo de seus pontos básicos: Segundo a teoria austríaca moderna, na ausência da existência do problema de conhecimento, ou seja, na ausência de dificuldades na aquisição de conhecimento, não existe diferença entre competição e monopólio. Na verdade nenhuma das duas situações existe se assumirmos a inexistência do problema do conhecimento. Nesse contexto, a competição é um processo dinâmico existente num ambiente de desequilíbrio (definido como um ambiente onde temos o problema do conhecimento). A competição também é um mecanismo de utilização de conhecimento disperso. Então inexistindo qualquer limitação do conhecimento individual, inexiste a necessidade para a existência de mecanismos como a competição. Monopólio é uma barreira a competição, o que resulta na redução da utilização do conhecimento disperso. Essa barreira existe por apenas um motivo praticamente relevante: O uso da coerção para impedir a entrada de competidores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-style: normal;"&gt;[13]O que é competição nessa teoria? Indivíduos estão num estado de competição, o que caracteriza cada um dos momentos do processo competitivo, quando, ao adquirir conhecimento, seus planos de ação revisados podem modificar o que seria um plano de ação ótimo por parte de outro agente e vice versa. Em outros termos, indivíduos competem quando precisam antecipar não apenas os dados do mercado, mas também os planos dos outros indivíduos, de modo que consigam “vencer” os outros indivíduos formulando propostas de compra e venda melhores que seus concorrentes, de modo que consigam auferir os ganhos da realização da transação. Por exemplo, pressupondo que um vendedor vai vender um bem no mercado, que temos dois compradores potenciais, onde o primeiro valora o bem em $2, o segundo em $3 e que ambos sejam alertas as propostas no mercado. A partir do momento que o bem é ofertado no mercado, temos competição entre os dois, um processo de mudança nos planos de ofertas de ambos onde cada um, ao antecipar o plano do outro, faz uma oferta por um preço maior. Claro que assumindo a inexistência do problema do conhecimento, podemos deduzir que a transação será efetuada por um preço entre $2 e $3 para o segundo indivíduo. Mas se partirmos de uma situação onde temos conhecimento imperfeito, o preço de venda pode ser menor do que $2 e o bem pode ser vendido para o indivíduo que valora o bem em $2, se esse indivíduo for mais alerta, de modo que ele vai tender a revender o bem para o outro indivíduo. Nota-se que o grau de competição entre os indivíduos não tem nenhuma relação com o comportamento tomador de preços, muito pelo contrário, os indivíduos que não são tomadores de preços são os indivíduos que competem entre si, ao fazer propostas de transação. O comportamento tomador de preços é o comportamento passivo de indivíduos que não fazem propostas de transação, mas apenas aceitam as propostas feitas por empreendedores, ajustando apenas as quantidades que vão comprar/vender pelos preços propostos pelos empreendedores. Logo, um mundo onde todos são tomadores de preços é um mundo onde o processo competitivo não existe, ou seja, onde as possibilidades de competição já se esgotaram, o que caracteriza o equilíbrio walrasiano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-style: normal;"&gt;[14]O monopólio é uma situação onde apenas um indivíduo ou organização tem o “direito” de realizar certo tipo de transação. Esse direito pode ser protegido pelo Estado (exemplo: Petrobrás) ou por uma organização criminosa que possuí certo poder de fogo, como o caso do tráfico nos morros do Rio de Janeiro. O monopólio é ineficiente, segundo a teoria austríaca, porque ao impedir que qualquer outro indivíduo ou organização de realizar o tipo de transação “protegida”, se impede que o conhecimento das possibilidades de realização desse tipo de transação que os outros indivíduos possuem deixa de ser utilizado. Temos a ausência na possibilidade de qualquer empreendedor explorar oportunidades de ganho no mercado monopolizado. Logo o mercado monopolizado exibe uma tendência muito reduzida em tender ao equilíbrio, onde todas as possibilidades de ganho mútuo se encontram exploradas, de modo que ele é ineficiente no sentido dinâmico do termo. Nota-se que essa situação só representa um problema quando temos conhecimento imperfeito. Nota-se também que o monopólio representa num ganho para o monopolista porque as possibilidades de lucro em seu mercado não podem ser exploradas por outros. Para defender a concorrência se deve apenas proteger a liberdade de compra e venda, impedindo que organizações criminosas e o próprio Estado limitem as possibilidades de transação existentes no mercado. Uma organização antitruste não defende a concorrência, na verdade sua atuação apenas limita o espaço de ação das empresas, limitando a intensidade do processo competitivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-style: normal;"&gt;Quais são as reais conseqüências da atuação de uma organização antitruste?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-style: normal;"&gt;[15]Em nenhum aspecto podemos considerar positiva a atuação de organizações antitruste sobre o sistema econômico. Primeiro, ficar processando empresas, de forma praticamente aleatória, apenas reduz o grau de estabilidade econômica e dificulta qualquer plano de ação de longo prazo, principalmente para empresas de grande porte ou empresas em trajetória de crescimento. Segundo, ao impedir a livre fusão de empresas os ganhos derivados da fusão deixam de ser explorados (como ganhos em escala). Terceiro, é relevante para as empresas antecipar as conseqüências da atuação do CADE para seu ambiente de negócios. Por isso conseguir driblar a organização se torna mais um custo e mais uma complicação no grau de incerteza com que a empresa se defronta o que resulta no desperdício do conhecimento dos empreendedores no processo de descobrir como driblar esse tipo de órgão estatal. Em outras palavras, ao invés de se focar em servir aos consumidores, as empresas precisam se focar em como lidar com órgãos estatais criados para intervir no ambiente de negócios (onde o órgão antitruste é um deles), resultando na perda de eficiência do processo de mercado. Por esses motivos eu defendo a extinção dessa organização.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-7861997597445026028?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/7861997597445026028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=7861997597445026028&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/7861997597445026028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/7861997597445026028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/05/para-que-serve-uma-organizacao-como-o.html' title='Ensaio - Para que serve uma organização como o CADE?'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-8304996577102689043</id><published>2009-05-23T18:26:00.001-07:00</published><updated>2009-05-28T06:53:56.694-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livre Comércio'/><title type='text'>Livre Comércio e os Economistas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É praticamente consenso entre os economistas de que o livre comércio seja benéfico. Essa percepção ultrapassa barreiras de escola de pensamento (pelo menos das escolas de pensamento que fazem parte do mainline, como os clássicos, os neoclássicos e os austríacos),  formando um consenso na profissão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como afirma Robert Driskill: "Economists’ views on free trade are more synchronous than on almost any other policy question: they almost universally support free trade as a policy." ou mesmo, numa citação do artigo do Robert, Alan Blinder concorda: "Like 99% of economists since the days of Adam Smith, I am a free trader down to my toes". Mas esse mesmo Robert Driskill argumenta em seu artigo uma posição &lt;a href="http://www.vanderbilt.edu/econ/faculty/Driskill/DeconstructingfreetradeAug27a2007.pdf"&gt;contrária o livre comércio&lt;/a&gt;. Nesse caso o impulso psicológico que o incentiva é óbvio: Numa situação onde todo mundo diz uma coisa, dizer outra quer dizer que se está discordando da opinião da maioria e dessa forma, o indivíduo se coloca acima da maioria. Ao ser contrário ao consenso dos benefícios do livre comércio (pelo menos, a forma como o consenso foi estabelecido), esse economista se sente um gênio, no sentido que pensa que compreende o que os outros não compreenderam.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas será que uma posição tão fortemente estabelecida como os benefícios do livre comércio pode estar errada? Bem, se eu fosse apostar em qual das teorias se pode confiar mais, a teoria da vantagem comparativa esta praticamente para a economia assim como as leis de newton estão para a física. Simplesmente, se duas pessoas trocam, elas se benefíciam, do contrário, não iriam trocar, não importando se essas pessoas moram na mesma unidade politica ou se existe uma linha imaginária separando os indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-8304996577102689043?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/8304996577102689043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=8304996577102689043&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/8304996577102689043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/8304996577102689043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/05/livre-comercio-e-os-economistas.html' title='Livre Comércio e os Economistas'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-1773549119040294690</id><published>2009-05-19T18:44:00.000-07:00</published><updated>2009-05-19T18:46:47.478-07:00</updated><title type='text'>Best Blog Post Ever!</title><content type='html'>Mario Rizzo &lt;a href="http://thinkmarkets.wordpress.com/2009/05/17/economic-confidence-an-empty-box/#more-1639"&gt;destruindo&lt;/a&gt;. Não tem jeito, esse post é ouro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-1773549119040294690?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/1773549119040294690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=1773549119040294690&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/1773549119040294690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/1773549119040294690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/05/best-blog-post-ever.html' title='Best Blog Post Ever!'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-1997071440189521585</id><published>2009-05-09T11:32:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T11:46:55.069-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia Austríaca'/><title type='text'>O Crescimento da EA</title><content type='html'>Embora a escola austriaca seja realmente uma escola de pensamento ainda muito pequena com perspectivas de continuar sendo pequena, como argumentei no texto postado duas semanas atrás, agora não tenho dúvidas que longo prazo a EA vai se consolidar como uma escola grande do mainstream, pelo menos extrapolando a tendência de crescimento dos ultimos 30 anos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando para o passado podemos notar um franco crescimento do número de economistas que se definem explicitamente como austriacos e do número de economistas que tratam da teoria austriaca em seus artigos. Em torno de 1970, somente Mises, Hayek, Kirzner, Rothbard e Lachmann eram austriacos, em 1980 esse numero cresceu para cerca de 20-25 economistas que eram explicitamente austriacos. Hoje em dia (2009) temos aproximadamente 150 indivíduos com PHD em economia que são explicitamente austriacos, uma taxa de crescimento de quase 10% ao ano desde 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simultaneamente, entre 1980 e 2009 tres jornais academicos dedicados exclusivamente a EA foram estabelecidos: Em 1987 o RAE (Review of Austrian Economics), em 1994 o AAE (Advances in Austrian Economics) e em 1998 0 QJAE (Quaterly Journal of Austrian Economics). Além desses jornais, em 2005 foi fundado o NPPE, o New Perspectives on Political Economy, um jornal abertamente libertário, editado por dois professores de economia que moram em Praga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-1997071440189521585?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/1997071440189521585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=1997071440189521585&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/1997071440189521585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/1997071440189521585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/05/o-crescimento-da-ea.html' title='O Crescimento da EA'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-2438850362939945932</id><published>2009-05-08T13:13:00.000-07:00</published><updated>2009-05-08T13:16:32.678-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hayek'/><title type='text'>Aniversário de 110 anos do Hayek!</title><content type='html'>Um dos maiores pensadores do século passado, empatando na economia com Mises e sendo talvez o maior filósofo politico do século, Friedrich Hayek fez 110 anos hoje, 8 de maio de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-2438850362939945932?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/2438850362939945932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=2438850362939945932&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/2438850362939945932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/2438850362939945932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/05/aniversario-de-110-anos-do-hayek.html' title='Aniversário de 110 anos do Hayek!'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-2576594635455036859</id><published>2009-04-26T18:17:00.001-07:00</published><updated>2009-06-11T09:24:23.668-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História do Pensamento Econômico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escola Austríaca'/><title type='text'>Ensaio - Porque a EA não é mainstream?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Porque os insights da moderna escola austríaca não conseguiram mudar a profissão?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;[1] Qualquer um que estude o trabalho de economistas como Mises, Hayek e Kirzner não pode deixar de compreender as diferenças do trabalho deles com a visão do mainstream em relação à teoria da escolha racional. Também se deve perceber que as contribuições desses pensadores à estrutura da teoria econômica são notáveis e que a percepção dos economistas em relação a uma gama de fenômenos econômicos seria profundamente alterada se eles tivessem conhecimento desses insights. Mas atualmente poucos economistas foram influenciados por Mises e Hayek, e a maioria apenas conhece o trabalho deles de forma superficial. Praticamente ninguém conhece Mises. Já Hayek é conhecido basicamente como um filósofo político, cujas teorias de ordem espontânea e evolucionismo social são admiradas, mas logo que o economista planeja qualquer política econômica ou faz qualquer modelo, Hayek simplesmente some de sua mente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;A perspectiva histórica&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;[2] O trabalho da EA moderna nada mais é do que uma continuação (ou progressão) lógica dos marginalistas. Tanto que entre 1870 e 1930, os economistas da EA estavam firmemente dentro do mainstream, e todo o mainstream era basicamente uma única teoria, embora fosse articulada através de métodos diferentes por economistas de tradições diferentes. Nas décadas de 30 e 40, Mises e Hayek desenvolveram a teoria econômica a partir do ponto em que estava em 1930, aprofundando as implicações do subjetivismo ao explicar os processos de ajustamento em desequilíbrio que a teoria ainda não havia conseguido lidar com sucesso antes da década de 30. Nas décadas de 50,60 e 70, seus seguidores desenvolveram seus insights e montaram a escola austríaca moderna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;[3] Enquanto Mises e Hayek estavam trabalhando para aprofundar o paradigma subjetivista, o resto da profissão estava se tornando cada vez menos subjetivista. Embora os princípios básicos do valor subjetivo tivessem sido formalizados, o resultado foi a perda da “essência” de muitos insights que o economista médio na década de 20 conhecia. Durante esse período a teoria econômica praticada pela elite da profissão se tornou cada vez mais matemática: Em 1930, apenas 25% dos artigos publicados nos principais jornais acadêmicos da profissão continham equações, já em 1980, mais de 80% dos artigos eram exposições de modelos. No início do século XX um economista era um indivíduo que entendia o funcionamento do mercado a partir das ações que os indivíduos executavam a partir de seus julgamentos de valor, no final do século, havia se transformado num matemático que fazia regressões a partir de dados estatísticos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;[4] Durante esse período de mudança a escola austríaca passou de uma das subcorrentes de maior importância dentro do mainstream na teoria econômica para uma escola isolada e confinada a um número restrito de praticantes. A razão disso é que no final do século a ciência econômica é praticada a partir de três perspectivas diferentes: A teoria microeconômica, a teoria macroeconômica e o método de indução de dados para testar teorias a partir da matemática estatística.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;As razões para a marginalização da EA:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;[5] A teoria austríaca é baseada no individualismo metodológico assim como a teoria padrão. Mas existem diferenças significativas no grau de rigor com que esse princípio é aplicado pelos economistas das duas tradições. Para o economista tradicional o individualismo metodológico consiste apenas da fotografia que o indivíduo deixa de suas preferências quando é imputado no modelo. Já para o economista austríaco o individualismo metodológico consiste num método de análise completamente voltado à percepção subjetiva que cada indivíduo têm de sua situação. A partir desse método de análise os conceitos macroeconômicos perdem grande parte de sua validade e poder explicativo. Isso implica no isolamento da teoria austríaca com relação à macroeconomia moderna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;[6] Dentro desse método de análise também temos o subjetivismo de valor. Para o economista austríaco o subjetivismo não existe apenas para as preferências, mas também com relação às expectativas. Como tudo o que a ciência econômica estuda é subjetivo, não podemos observar diretamente os fenômenos econômicos já que eles existem dentro da mente dos indivíduos. Podemos observar suas manifestações indiretas no universo físico, mas só poderemos compreendê-las a partir da perspectiva subjetiva dos indivíduos. Como é impossível fazer estudos estatísticos desse tipo de fenômeno, o economista austríaco precisa descartar os métodos estatísticos em seu trabalho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;[7] Isolado de dois dos três pilares da teoria econômica padrão, o economista austríaco se encontra numa posição delicada. O terceiro pilar (a teoria microeconômica, baseada na dedução axiomática dada preferências subjetivas e ação racional) é o único que o economista austríaco pode se apoiar. Do ponto de vista da teoria austríaca a teoria microeconômica básica está correta, mas está incompleta. Ela está incompleta no sentido que qualquer análise micro deve começar a partir de um quadro de meios e fins dados para o tomador de decisão. O processo de formação da percepção desse quadro de meios e fins com que o tomador de decisão se defronta não pode ser computado a partir dos dados iniciais do modelo. Isso significa que os processos econômicos não podem ser formalizados matematicamente por razões epistemológicas. A teoria padrão mesmo assim tentou formalizar processos através da adição de hipóteses &lt;i style=""&gt;ad hoc&lt;/i&gt;, mas elas são insatisfatórias porque os agentes não são racionais nesse tipo de modelo. É possível utilizar modelos matemáticos em processos dinâmicos apenas quando violamos os princípios do individualismo metodológico e do subjetivismo. Por exemplo, quando se trata o sistema econômico como um sistema mecânico que pode “crescer”, ficar “aquecido”, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;[8] Podemos então determinar que a teoria austríaca moderna não resultou numa revolução da prática da teoria econômica devido a seus princípios metodológicos diferenciados e seu foco na análise de processos em desequilíbrio, um foco que não pode ser perseguido por uma ciência limitada pelo utilização de modelos matemáticos. Atualmente não temos nenhuma perspectiva que as bases metodológicas da ciência econômica venham a mudar e tender na direção da EA. A perspectiva é de que a EA venha a continuar sendo uma escola de pensamento pequena pelas próximas décadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-2576594635455036859?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/2576594635455036859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=2576594635455036859&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/2576594635455036859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/2576594635455036859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/04/porque-ea-nao-e-mainstream.html' title='Ensaio - Porque a EA não é mainstream?'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-3318183488079261848</id><published>2009-04-16T07:45:00.001-07:00</published><updated>2009-04-16T07:49:17.845-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hayek'/><title type='text'>Entrevista com Hayek em 1985</title><content type='html'>&lt;a href="http://fee.org/videos/26/"&gt;Uma excelente entrevista&lt;/a&gt; com Hayek, da década de 80. Nessa época ele já estava chegando na casa dos noventa anos de idade, mas sua mente ainda estava extremamente afiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota-se que um sotaque britânico, misturado com sotaque alemão torna um pouco difícil compreender o que ele falava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-3318183488079261848?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/3318183488079261848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=3318183488079261848&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/3318183488079261848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/3318183488079261848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/04/entrevista-com-hayek-em-1985.html' title='Entrevista com Hayek em 1985'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-7994309730526390077</id><published>2009-04-08T11:12:00.000-07:00</published><updated>2009-04-11T13:36:49.165-07:00</updated><title type='text'>Paper sobre o processo de mercado</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.4shared.com/file/97994178/6e3777fc/_3_Uma_articulao_dos_fundamentos_da_teoria_do_processo_de_mercado.html"&gt;Um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;paper&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; que estou escrevendo com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;objetivo&lt;/span&gt; de expor todos os pontos básicos da teoria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;austriaca&lt;/span&gt;. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;idéia&lt;/span&gt; é condensar a base da teoria em menos de 40 paginas, o artigo é um trabalho em progresso e ainda está pela metade. Vou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;atualizar&lt;/span&gt; o blog quando termina-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-7994309730526390077?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/7994309730526390077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=7994309730526390077&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/7994309730526390077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/7994309730526390077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/04/paper-sobre-o-processo-de-mercado.html' title='Paper sobre o processo de mercado'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-1992839782366773013</id><published>2009-04-04T10:19:00.000-07:00</published><updated>2009-04-04T10:22:39.905-07:00</updated><title type='text'>Excelente compilação no enxurrada</title><content type='html'>O blog do Rafael Hotz, &lt;a href="http://enxurrada.blogspot.com/"&gt;Enxurrada&lt;/a&gt;, possuí uma excelente coleção de textos, tanto de teoria econômica quanto de ciência politica, desde Lachmann até Proudhon. No post do dia primeiro desse mês ele fez uma compilação de suas traduções, todas de excelentes artigos e capitulos de livros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-1992839782366773013?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/1992839782366773013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=1992839782366773013&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/1992839782366773013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/1992839782366773013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/04/excelente-compilacao-no-enxurrada.html' title='Excelente compilação no enxurrada'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-7034318073280937808</id><published>2009-03-23T10:33:00.001-07:00</published><updated>2009-03-23T10:38:18.299-07:00</updated><title type='text'>Meus livros do Hayek</title><content type='html'>Agora que comprei o Law Legislation and Liberty volume 3 eu acho que consegui juntar todos os livros mais relevantes publicados do Hayek. Em ordem cronológica:&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Monetary Theory and the Trade Cycle&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Prices and Production&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;The Pure Theory of Capital&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;The Road do Serfdom&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Individualism and Economic Order&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;The Sensory Order&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;The Counter Revolution of Science&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;The Constitution of Liberty&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Law Legislation and Liberty, vol 1,2 e 3&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Denationalization of Money&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;The Fatal Conceit&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-7034318073280937808?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/7034318073280937808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=7034318073280937808&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/7034318073280937808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/7034318073280937808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/03/meus-livros-do-hayek.html' title='Meus livros do Hayek'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-2758866111081665011</id><published>2009-03-14T10:25:00.001-07:00</published><updated>2009-03-14T10:32:25.822-07:00</updated><title type='text'>Porque os agentes seriam tomadores de preços?</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="  white-space: pre; font-family:Arial;font-size:13px;"&gt; A justificativa padrão é &lt;a href="http://www.4shared.com/file/92895725/48a418d1/A_justificativa_neoclssica_para_concorrncia_perfeita.html"&gt;a seguinte&lt;/a&gt; (deveriam ensinar em todas cadeiras de micro do mundo essa teoria).&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  white-space: pre;font-family:Arial;font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-2758866111081665011?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/2758866111081665011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=2758866111081665011&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/2758866111081665011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/2758866111081665011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/03/porque-os-agentes-seriam-tomadores-de.html' title='Porque os agentes seriam tomadores de preços?'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-3860176362745651853</id><published>2009-02-17T09:19:00.000-08:00</published><updated>2009-06-11T09:20:40.622-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Keynesianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Processo de mercado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='problema do conhecimento'/><title type='text'>Ensaio - Porque Keynes estava errado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:18;"&gt;Coordenação de planos e o desperdício de conhecimento em Keynes:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Keynes numa interpretação subjetivista e seus erros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;[1] Keynes foi provavelmente o economista cuja obra permite o maior grau de interpretações diferentes por parte de quem lê. Nesse ensaio vou falar de Keynes sob uma interpretação na tradição austríaca: Subjetivismo, individualismo metodológico e processo. Essa interpretação é certamente diferente das interpretações normais dele, ou mais especificamente, de seu livro, Teoria Geral, onde o foco se dá no conceito de demanda efetiva. Na minha interpretação subjetivista do cara por exemplo não existe o conceito de demanda efetiva. Eu interpreto ele pela perspectiva de incerteza e dos problemas de coordenação que essa incerteza gera.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;[2] O ponto central do livro Teoria Geral é que a teoria clássica (o que hoje é a teoria ortodoxa) está incorreta (ou pelo menos, incompleta) porque ela não leva em consideração a existência da incerteza genuína. Num mundo onde temos agentes com perfeita percepção da estrutura dos problemas com que eles se defrontam os problemas macroeconômicos não existem e não podem existir. O desemprego não existe, já que se o agente tem perfeita noção das perspectivas de encontrar emprego pelo salário que deseja então ele vai ou não vai ofertar seu trabalho dependendo do resultado que já está definido. Keynes acertou quando disse, de forma implícita pela minha interpretação, que o desemprego existe quando os empregadores e os próprios ofertantes de trabalho não sabem quanto que os consumidores estarão dispostos a pagar pelo produto do trabalho dos indivíduos que procuram emprego. Se todo mundo sabe qual é a produtividade do trabalho de cada indivíduo, então todos os indivíduos estarão empregados e recebendo um valor igual a sua produtividade marginal.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;[3] Então se torna claro que para Keynes o problema fundamental de uma economia de mercado é que ela teria a tendência de gerar incerteza dentro do framework de escolha dos agentes. Isso implicaria em altas taxas de desemprego dos fatores de produção já que seus proprietários não conseguiriam coordenar seus planos com os planos dos outros agentes. Keynes achava que o mercado conseguia alocar bem os recursos já empregados e por isso era um sistema valioso, mas ele também pensava que o capitalismo poderia funcionar melhor se contasse com a intervenção estatal para reduzir o grau de incerteza no sistema, reduzindo o desemprego dos fatores de produção e assim elevando a produção. Além disso uma menor taxa de desemprego gera maior bem estar social.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas porque que o mercado iria gerar incerteza?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;[4] Primeiro é preciso lembrar que estamos falando de incerteza do tipo estrutural. A incerteza estrutural é aquele tipo de incerteza onde que o agente não tem uma percepção perfeita da estrutura de meios e fins com que ele se defronta, e por isso não tem a mínima idéia de como fazer escolhas ótimas, na verdade ele nem sabe que não sabe como realizar escolhas ótimas. Esse tipo de incerteza contrasta com a incerteza paramétrica, ou seja, a incerteza em relação as propriedades dos parâmetros do framework de meios e fins, esse tipo de incerteza se refere a parâmetros do problema que o agente já sabe que existem e são relevantes para seu processo de escolha, ou seja, é o tipo de incerteza onde o agente está ciente da incerteza. Esse tipo de incerteza pode ser formalizado matematicamente como incerteza probabilística já que o agente está ciente de que não sabe e por isso estabelece um grupo de estados possíveis de mundo e distribuí suas apostas em cada estado possível.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;[5] Os problemas macroeconômicos do desemprego dos fatores são causados pela incerteza não probabilística. Se imaginarmos um mundo onde só existe incerteza probabilística não existira desemprego porque não existia descoordenação de planos de oferta de fatores já que o agente já tem uma percepção perfeita do mercado dos fatores, não existem expectativas frustradas. Uma expectativa é frustrada quando se não tem idéia de que as coisas poderiam ser diferentes e elas se mostram diferentes, ou seja, quando não se espera que ocorra o que ocorreu. Então definindo o problema do desemprego como sendo um problema de coordenação de planos de oferta e procura por fatores de produção e definindo que esses planos podem falhar quando os agentes não antecipam as conseqüências de seus planos devido a incerteza estrutural, podemos concluir que segundo Keynes, o mercado não conseguiria lidar satisfatoriamente com a incerteza estrutural.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;[6] Então como que o mercado iria gerar problemas de incerteza estrutural? O mercado é um processo onde milhões de pessoas possuem liberdade de ação para realizar planos com o objetivo de colher os benefícios da divisão do trabalho através da oferta e procura de bens. Cada agente precisa coordenar seu plano de ação com os planos de ação dos outros agentes se ele quiser ter sucesso em melhorar seu estado de satisfação. O problema é que o mercado iria desperdiçar a habilidade empreendedora dos indivíduos no processo de descobrir como antecipar as escolhas dos outros agentes ao invés dessa habilidade ser utilizada para satisfazer as preferências dos consumidores. Keynes exemplificou esse problema a partir do conceito de “concurso de beleza keynesiano”.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;[7] Esse conceito é o seguinte: Um jornal publica 6 fotos de faces de mulheres onde que os assinantes do jornal devem responder qual face eles acham que é a mais bonita. Ganha quem acertar qual face receberá mais votos. Os agentes então vão tentar antecipar o que os outros agentes vão antecipar em relação aos votos, já que ganha quem conseguir antecipar corretamente num maior número de “camadas de planos” ou seja, teriamos a possibilidade de infinitas antecipações em cima de antecipações. E é assim que funcionam as bolsas de valores, nessas instituições o ponto de partida é a capacidade das empresas cotadas em satisfazer os consumidores, a partir disso os investidores tentam antecipar as flutuações de preço das ações, só que essas flutuações não são causadas somente pela flutuações das expectativas de lucro das empresas mas também pelas flutuações das expectativas de flutações de expectativas de lucro. O potencial de expansão do framework de meios e fins com que o agente tem que lidar no mercado é então ilimitado, o agente pode ter incerteza em relação a um número ilimitado de “camadas de planos”.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;[8] Colocando em termos Hayekianos: O problema do conhecimento se refere ao fato de que os agentes não tem um conhecimento perfeito em relação a estrutura de meios e fins com que ele se defrontam. Se existe problema do conhecimento existe incerteza estrutural. O tamanho do problema do conhecimento pode mudar no mercado, dependendo dos planos de ação dos outros agentes. No caso de um indivíduo isolado numa ilha ou no caso de um ditador socialista, o problema do conhecimento se resume a compreender a disponibilidade dos recursos, a tecnologia e as preferências que devem ser satisfeitas com esses meios. No mercado o problema se expande além   desses dados para a antecipação das ações dos outros indivíduos, já que de nada adianta saber como produzir um produto se não se sabe como coordenar o negócio com os outros agentes no mercado. E como é relevante conseguir prever o que os outros agentes estão tentando prever, ou seja, sempre estar um passo a frente dos outros agentes, então não existe limite para a complexidade de problema de coordenação no mercado. O tamanho potencial do problema do conhecimento para os agentes no mercado é portanto ilimitado.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;[9] Como grande proporção da massa cinzenta dos empreendedores é desperdiçada na antecipação das antecipações dos outros empreendedores, seria do benefício de toda a comunidade uma redução no grau de liberdade de ação no mercado, particularmente nos mercados financeiros. Keynes pensou então que se reduzirmos o grau de liberdade dos agentes seria possível reduzir o grau de incerteza com que eles se defrontam. Reduzindo assim os problemas de desemprego dos fatores de produção. O estado conseguiria reduzir esses problemas através da socialização do investimento, impedindo por exemplo, o funcionamento dos mercados financeiros como eles existem atualmente (e existiam mais ou menos da mesma maneira na época de Keynes). O mercado ainda seria um bom alocador de fatores que não estão desempregados, embora não seria perfeito devido ao conhecimento empresarial desperdiçado, e por isso a função do estado se limitaria a manter o pleno emprego.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;[10] Outro complicador relevante para Keynes é a moeda. A moeda é uma instituição que existe para que os indivíduos consigam lidar com a incerteza estrutural. Num mundo sem incerteza estrutural não existe moeda. Na teoria clássica (ortodoxa) não existe motivo para que os agentes demandem moeda. Só que a moeda é também um fator que pode desestabilizar o sistema econômico: Numa crise econômica, se os agentes ficam na expectativa de que no futuro eles vão perder seu emprego, ou seja, sua fonte de renda, eles vão demandar maiores encaixes de moeda e isso significa que seus planos de consumo serão alterados. Como os empreendedores esperavam a realização desses planos de consumo a demanda por moeda por parte dos agentes vai gerar prejuízos para os empreendedores que estavam contando com o comportamento usual dos consumidores. Esses prejuízos vão se transmitir por todo o sistema econômico, já que o mercado nada mais é do que uma teia de aranha de planos de ação mais ou menos coordenados, os planos dos setores que produzem insumos para o setor que produz bens de consumo final vão ser frustrados. O choque causado pelo aumento na demanda por moeda vai gerar uma espiral deflacionária. Na Macroeconômia Austriaca a espiral deflacionária é o efeito secundário da crise que amplifica os efeitos iniciais da crise, não é a fonte causadora da crise. A causa dos ciclos é a expansão monetária no mercado financeiro.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;O erro fundamental de Keynes&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;[11] Keynes estava errado quando pensou que a redução no grau de liberdade dos agentes iria possibilitar uma redução no grau de incerteza estrutural com que os agentes se defrontam. Isso é devido a um simples fato: Cada mente individual possuí uma capacidade limitada de estar alerta (ou seja, tem uma propensão a descoberta espontânea limitada) em relação ao framework de meios e fins com que ela se defronta. O desafio fundamental quando se lida com a incerteza é justamente como utilizar essa propensão a descoberta espontânea que está dispersa em milhões de indivíduos pela sociedade. Uma limitação no grau da liberdade de ação dos indivíduos é um limitação na capacidade do indivíduo em utilizar seu conhecimento. Qualquer limitação no grau de liberdade dos indivíduos então representa uma redução na capacidade do sistema em lidar com o problema do conhecimento.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;[12] Então chegamos ao ponto fundamental: Existem duas tendências diferentes e de direções opostas que emergem quando se lida com variações no grau de liberdade de ação individual. A primeira é a tendência do problema do conhecimento se expandir em complexidade com a elevação no grau de liberdade no sentido que os agentes precisam tem consciência não só dos dados do mercado (disponibilidades, tecnologia e preferências) mas também dos planos de ação dos outros indivíduos. A segunda tendência é que quando os indivíduos possuem liberdade de ação, eles tem liberdade de utilizar seu conhecimento para resolver o problema do conhecimento, capturando oportunidades de lucro assim que são percebidas. Sem liberdade para lucrar não existe agregação do conhecimento disperso no mercado. Ou seja, sem liberdade de ação não existe nenhuma tendência para que o problema do conhecimento seja resolvido. Mas então surge a questão: Quando que os ganhos marginais da capacidade de lidar com o problema do conhecimento através do acrescimento marginal da liberdade de ação individual são menores que os custos marginais da expansão do grau de complexidade desse problema do conhecimento. Para Keynes o ponto de ótimo não seria no livre mercado (nota-se que eu acho que Keynes nunca imaginou que o segundo aspecto do problema de como lidar com a incerteza existisse, ou seja, o conhecimento disperso).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;[13] Mas o fato é que essa questão não existe! No mercado a antecipação dos planos de ação dos outros indivíduos permite que os indivíduos que estão tentando se coordenar com esses planos de ação previstos consigam realizar escolhas como que se eles tivessem informação que não tem. Ou colocando em outras palavras, permite que os indivíduos transmitam informação não articulável através do sistema de preços. O que é o sistema de preços? O sistema de preços é o processo de antecipação dos preços que os agentes do mercado vão aceitar em transações com base na antecipação dos planos de oferta e procura dos agentes no mercado, ou seja, o sistema de preços é na verdade um concurso de beleza keynesiano. Um ditador socialista iria traçar um plano de ação utilizando seus conhecimentos sobre os dados básicos do sistema (disponibilidades, preferências, etc), o plano de ação teria suas partes coordenadas umas com as outras. No mercado cada indivíduo traça seus planos de ação com base nos seus conhecimentos sobre os dados subjacentes ao mercado e em relação aos planos de ação dos outros indivíduos. Cada plano de ação se coordena da mesma forma que as partes de um plano de ação do ditador socialista se coordenam. Quando o plano de ação de cada indivíduo está se coordenando com os planos dos outros indivíduos, esse plano está na verdade utilizando os conhecimentos dos outros indivíduos de forma inconsciente da mesma forma que cada parte do plano do ditador socialista é feito com base na totalidade do conhecimento do ditador socialista. Em outras palavras: Antecipar o funcionamento do sistema de preços (como no mercado de ações) é conseguir contribuir com seu conhecimento para que o sistema econômico funcione como que se tivesse seguindo um único plano que utilizasse (magicamente) a totalidade do conhecimento da sociedade. A questão não faz sentido porque a capacidade em utilizar os conhecimentos sobre as disponibilidades de recursos, tecnologia e preferências dos consumidores está ligada diretamente a antecipação de planos de ação dos outros agentes. Qualquer redução no grau de liberdade de ação do agente vai reduzir a utilização do conhecimento sobre esses dados subjacentes.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;[14] Por exemplo, na bolsa de valores se temos um agente que conseguiu antecipar que uma firma vai lucrar mais nos próximos anos do que suas ações no presente indicam, ele vai comprar ações no presente com a expectativa de que no futuro ele vá conseguir lucrar com isso. Só que se um outro investidor antecipa essa compra das ações ele vai querer comprar também, a competição entre os dois vai puxar o preço das ações para cima. Já que para conseguir comprar o ativo o agente tem que oferecer um preço maior do que as ofertas dos outros agentes. O investidor que apenas antecipou a ação do investidor que sabe que a firma vai lucrar está agindo como que se ele também soubesse que a firma fosse lucrar. E devido ao processo de ajustamento de preço da ação, o preço da ação no presente vai se aproximar do preço da ação no futuro. O que significa que todos os agentes no mercado vão agir como que se soubessem que a empresa vai lucrar mais no futuro, mesmo que apenas 1 deles realmente tenha descoberto isso e apenas mais 1 tenha antecipado diretamente a ação desse investidor. Os planos de ação de todos os agentes do mercado vão se coordenar com os dados subjacentes utilizando apenas o conhecimento de um agente, como que se fosse um plano feito por um ditador que tivesse a totalidade do conhecimento na sociedade, incluindo o conhecimento daquele agente. Nesse caso temos 3 camadas de antecipação: Os agentes do mercado que só sabem o preço corrente, o agente que sabe que a lucratividade vai subir e o agente que sabe que o outro agente vai comprar. Essas 3 camadas de antecipação apenas serviram para transmitir de forma completamente inconsciente o conhecimento estrutural (ou seja, o conhecimento da estrutura de meios e fins com que os agentes se defrontam e não o conhecimento dos parâmetros dessa estrutura), na verdade a transmissão do conhecimento estrutural é sempre inconsciente porque o conhecimento estrutural é por definição o conhecimento em que o agente não está consciente que possuí, logo nunca vai poder transmiti-lo para outros agentes de forma consciente.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;[15] Colocando tudo isso em outras palavras: As discrepâncias do sistema de preços produzem uma tendência sistemática para que as descobertas que os agentes individuais fazem do conhecimento estrutural serem assimiladas pelo sistema econômico de forma a coordenar todos os agentes como que se o sistema fosse planejado por uma mente que tivesse a percepção somada de todas as mentes de todos os indivíduos da sociedade somados. Nota-se que o conhecimento estrutural é o contrário da incerteza estrutural. Se assumirmos o conhecimento estrutural perfeito, estamos assumindo a inexistência de incerteza estrutural e por isso a inexistência de desemprego, moeda. Com conhecimento estrutural perfeito estamos no mundo da teoria de equilíbrio geral que é basicamente a mesma coisa que a teoria clássica (só que mais refinada logicamente).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas, o desemprego é sempre ruim?  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;[16] Toda essa discussão deu a impressão que a existência de fatores de produção desempregados seja um fenômeno ruim, no sentido que as preferências dos agentes seriam melhor satisfeitas se a totalidade dos fatores de produção estivessem sendo utilizados (o julgamento de valor que estou fazendo se refere a definir que bom é tudo o que é eficiente, no sentido que tende a gerar ganhos mutuamente benéficos). Keynes pensava dessa maneira e por isso pensava que a eficiência alocativa e a existência de desemprego são fenômenos essencialmente diferentes. Essa impressão é errônea, porque na verdade não podemos separar os conceitos de eficiência alocativa de fatores empregados e a existência fatores desempregados. Isso é porque existem fatores desempregados devido ao processo de mercado que tende a alocar os fatores para seus usos mais eficientes, o desemprego faz parte do processo de correção das ineficiências. Para explicar isso vou definir os dois tipos de equilíbrio geral Hayekiano:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;  &lt;li&gt;&lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;Equilíbrio  geral fraco: No caso de um equilíbrio geral fraco os agentes  traçam seus planos de ação e no processo de  execução desses planos eles se mostram perfeitamente  coordenados com os planos dos outros agentes. Não existem  expectativas frustradas. Esse tipo de equilíbrio não é  sempre eficiente. A inexistência de expectativas frustradas  não implica que todas as oportunidades de ganho mútuo  já foram exploradas, apenas que todas as ações  que foram planejados tiveram sucesso.&lt;/p&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;  &lt;li&gt;&lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;Equilíbrio  geral forte: É um caso especial do equilíbrio geral  fraco. Nesse caso os planos de ação dos agentes estão  coordenados da mesma maneira que no primeiro caso (ou seja, sem  expectativas frustradas). Só que além disso a todas as  oportunidades de lucro já foram esgotadas e todo o  conhecimento estrutural que poderia ser descoberto já foi  descoberto. No equilíbrio geral fraco não precisamos  esgotar as possibilidades de descoberta, mas apenas as  possibilidades de frustração de expectativas. O  equilíbrio geral forte é quando as expectativas de  todos os agentes estão perfeitamente coordenadas com a  realidade econômica, os planos estão coordenados entre  si e com os dados subjacentes do mercado.&lt;/p&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;[17] Um equilíbrio geral fraco é uma situação onde existe plena coordenação de planos, por isso é uma situação onde não existe desemprego dos fatores de produção que são ofertados no mercado. Mas essa pode não ser uma situação ideal: Uma sociedade composta por milhões de fazendas, onde temos fazendeiros auto suficientes que apenas planejam plantar, colher e consumir o produto de suas próprios fatores e onde não temos nenhuma troca entre os fazendeiros é uma sociedade que está em um equilíbrio geral fraco. Já que sem nenhuma troca e nenhuma tentativa de execução de um plano de ação muito complexo (além de plantar, colher e consumir de forma mecânica) os agentes não vão ter seus planos de ação frustrados. Mas essa não é uma situação positiva sob nenhum aspecto. Todo mundo está plenamente empregado em empregos de baixa produtividade e a eficiência do sistema é mínima. Mas digamos que nessa sociedade alguns dos fazendeiros sejam dotados de propensão a descoberta espontânea (ou seja, da qualidade de estar alerta), logo eles vão descobrir possibilidade de ganho com especialização, em algum tempo todos os fazendeiros vão deixar de ser auto suficientes, entrar no mercado e vão ter suas expectativas de utilidade melhoradas através desses ganhos com a divisão do trabalho. Só que mais adiante os empreendedores vão descobrir formas mais eficientes de produzir vários produtos. A implementação dessas novas tecnologias vão frustrar os planos de muitos fazendeiros, seus fatores de produção vão ficar desempregados, mas essa frustração é apenas um dos lados da descoberta de erros no plano de ação. Existem 2 tipos de descoberta possíveis: Temos a descoberta de ganhos que deixam de ser aproveitados, ou seja, descoberta de possibilidades de lucro e a descoberta de erros nos planos de ação que eram excessivamente otimistas, ou seja, descoberta de prejuízos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;[18] O desemprego é uma das conseqüências da descoberta de prejuízos. É parte do processo de ajustamento do mercado para condições que nunca são perfeitamente antecipadas pelos agentes. O desemprego é um processo de aprendizagem. Numa crise econômica, que é um período de descoberta de que a estrutura intertemporal de produção havia se desenvolvido de uma forma descoordenada com as preferências temporais dos consumidores, o salto da taxa de desemprego em períodos de recessão faz parte do processo de ajustamento da estrutura de produção com as preferências temporais dos consumidores. Nota-se que num equilíbrio forte também não temos desemprego, mas no caminho entre um equilíbrio fraco ineficiente e um equilíbrio forte temos um processo de mercado que envolve a frustração de expectativas e o desemprego faz parte desse processo. Um sistema econômico altamente dinâmico como os EUA tende a ter maior quantidade de fatores de produção desempregados do que uma sociedade mais estática, como por exemplo, a Europa Medieval.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;[19] Com toda essa discussão chegamos no ponto em que Keynes, quando analisava a incerteza e sua relação com o desemprego conseguiu captar um boa parte da realidade, mas deixou de captar uma parte ainda maior da realidade que tem relevância direta para a sua visão da economia de mercado. Embora ele tenha percebido que a teoria clássica não conseguia explicar a realidade perfeitamente, ele falhou em elaborar uma teoria que conseguisse incluir os insights da teoria clássica ao mesmo tempo que conseguisse lidar com os problemas gerados pela incerteza estrutural. Ou seja, ele falhou em avançar de forma rigorosa a ciência econômica, se resumindo a captar de uma forma parcialmente subconsciente os problemas da teoria ortodoxa, ele não entendia exatamente qual era o problema, mas sabia que havia um problema sério na teoria clássica e esse problema estava calcado na existência da incerteza estrutural.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-3860176362745651853?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/3860176362745651853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=3860176362745651853&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/3860176362745651853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/3860176362745651853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/02/porque-keynes-estava-errado.html' title='Ensaio - Porque Keynes estava errado'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-3923088174423794997</id><published>2009-01-19T15:13:00.000-08:00</published><updated>2009-06-11T09:21:16.843-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Processo de mercado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Equilibrativo'/><title type='text'>Ensaio - Transações ao longo do tempo</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt; Por que as transações ocorrem em fluxos ao longo do tempo?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt; [1] Um dos maiores mistérios da economia moderna é explicar porque as transações ocorrem em fluxos ao longo do tempo. Ao seja, é explicar porque que as lojas vendem produtos todo mês, ao invés de só entregarem bens por encomenda, onde todas as encomendas já foram feitas nos dias em que as pessoas que fizeram a encomenda nasceram. Como se sabe bem, nos modelos matemáticos dos economistas modernos ou todas as transações são executadas no tempo 0, como no clássico modelo de equilíbrio geral neo walrasiano, ou o modelo assume que a cada período de tempo um determinado numero de compradores e vendedores entram no mercado. De qualquer maneira não é explicado porque esses compradores e vendedores entram no mercado e porque que a realidade se diferencia do modelo de equilíbrio geral no sentido que os bens não são todos encomendados no tempo 0.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt; [2] No modelo econômico mais importante para a moderna economia matemática, o modelo de equilíbrio geral, como já foi dito anteriormente, todas as transações são efetuadas no tempo 0. No modelo existem mercados futuros para todas as mercadorias, assim cada mercadoria é classificada pelo seu tipo e pelo tempo que será produzida/consumida. No tempo 0 todos os agentes compram e vendem as mercadorias que serão produzidas por todo o tempo futuro através de “papéis” que as representam. Isso significa que já de cara os planos de compra e venda de todas as mercadorias estão plenamente coordenados no tempo zero, e por isso toda a produção já estará vendida antes mesmo de começar a ser produzida. Eu considero que um modelo de equilíbrio rigoroso deve realmente assumir que todas as transações são efetuadas no tempo 0 e que no equilíbrio não existe razão para efetuar transações mais tarde, já que uma alocação de equilíbrio é a rigor pareto ótima, e uma alocação pareto ótima é uma alocação onde todas as trocas potenciais já foram realizadas. Não faz sentido dois agentes que podem realizar uma troca mutuamente benéfica e tem o conhecimento necessário para realiza-la que eles não realizem a troca agora e digamos que o vendedor planeje vender o bem daqui 8 anos, quando será consumido e que o comprador saiba que vai comprar o bem daqui 8 anos. Na verdade o que importa já esta feito e os planos de ambos estão coordenados, não faz diferença qual será o momento físico quando os agentes pegam o bem na mão para trocar, mas o que importa é o momento em que os planos de compra e venda se coordenem.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt; [3] Podemos tentar explicar o fenômeno de fluxos de trocas de várias formas. A forma mais simples é assumir que existem custos marginais de transação crescentes quando se realizam várias transações num período curto de tempo. Dessa forma o agente tende a distribuir as transações ao longo do tempo para minimizar os custos de transação, só encomendando/comprando o bem quando vai consumi-lo logo em seguida. Mas esse tipo de análise sofre de sérios problemas. Em primeiro lugar, é um modelo totalmente ad hoc: Se a teoria não se encaixa na realidade se assume uma coisa para encaixar a teoria na realidade que não tem nenhuma base dentro da estrutura teórica do paradigma e esse tipo de fenômeno (custos de transação crescentes) falha em capturar a essência do problema: Se um vendedor que iria vender algo hoje para ser consumido daqui a dez anos (ou seja, venderia por encomenda) escolhe realizar a transação (que já está planejada e coordenada com os planos do comprador de antemão) no futuro, daqui uns 3-4 anos, digamos, para reduzir os custos de papelada tudo no mesmo dia, eles não estão postergando a data da transação real, que ocorre quando os dois agentes decidem realizar a transação. Estão apenas transferindo a data da transferência física do título. Então explicar a existência de fluxos de transação se deve analisar não estados de equilíbrio, mas sim processos, já que fluxos de transação ocorrem em processos equilibrativos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt; [4] Outra explicação mais elaborada desenvolvida por Franklin Fischer é a seguinte: Os agentes estão cientes de que os preços em que os bens podem ser transacionados mudam ao longo do tempo em situações de desequilíbrio, então eles vão comprar quando o preço é percebido pelo agente como relativamente baixo e o bem será vendido quando o preço é percebido como relativamente alto. Logo as transações são distribuídas ao longo do tempo segundo as expectativas de cada agente. Mas para que as expectativas dos agentes sejam realizadas as transações devem ser completadas com sucesso, isso significa que para que um agente que pensa que o preço vai cair venda algo, outro agente que pensa que o preço vai subir deva estar disposto a comprar a mercadoria. Isso significa que pelo menos um dos dois agentes vai estar errado. No equilíbrio, onde as expectativas dos agentes se mostram corretas e as expectativas de todos os agentes são consistentes, o preço não varia ao longo do tempo, o que significa que não existe motivo para deixar de comprar/vender algo no presente. Isso estabelece a ligação entre o conceito de equilíbrio e a distribuição das transações ao longo do tempo. Os preços são estáveis no equilíbrio porque se os planos dos agentes são consistentes, então ninguém vai vender algo porque pensa que o preço vai cair para alguem que pensa que o preço vai subir, só se todos os agentes pensarem que os preços não vão se mexer que seus planos estarão consistentes. Não é possível termos expectativas consistentes se todos os agentes pensarem que os preços vão subir e todos comprarem hoje para vender no futuro se ninguém vai estar disposto a vender, ninguem vai conseguir comprar nada e seus planos serão frustrados. O próprio movimento dos preços ao longo do tempo é explicado na teoria como resultado das expectativas divergentes.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt; [5] O modelo do Fisher é realmente muito poderoso e contém uma grande dose de verdade, só que ele tem vários problemas o que significa que ele não é uma explicação satisfatória para a existência de transações distribuidas ao longo do tempo. O maior problema desse modelo é o tratamento dos preços como algo externo aos agentes, só que os preços não são externos aos agentes, eles são produto da ações que os agentes realizam. Os agentes não esperam os preços mudarem, os agentes fazem ofertas para outros agentes em preços que eles determinam. Empreendedores puros não compram quando o preço está baixo e vendem quando o preço está alto, eles compram de alguém por um preço diferente do que vendem para outra pessoa. No dia a dia dos grandes mercados (como os mercados do sistema financeiro) os empreendedores tomam os preços como dado porque eles dependem das ações de tantas mentes simultaneamente que cada mente empreendedora age a partir de suas expectativas da dinâmica de ajustamento das expectativas dos outros agentes, ao invés de simplesmente descobrir uma possibilidade de lucro percebendo preferências e possibilidade de troca. O empreendedorismo em mercados de ações e similares então se desloca para um degrau abaixo, ao invés de “fazer” os preços diretamente, o empreendedor antecipa os preços que serão produzidos pela ação de milhares de agentes. Um modelo econômico que explica satisfatoriamente a ocorrência de transações ao longo do tempo (além do próprio processo de mercado) deve partir de uma análise mais fundamental do problema.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt; [6] Outro problema do modelo do Fisher é que ele assume que não existem surpresas positivas, ou os planos de cada agente estão corretos desde o início ou estão errados e levam a descoberta pela frustração de expectativas excessivamente otimistas. Logo o modelo dele não trata das 2 dimensões do problema do conhecimento, mas apenas uma que é justamente a mais simples das duas. O problema é que as transações recebem seu gatilho inicial no processo onde os agentes se deparam com surpresas positivas: É uma surpresa positiva o momento da descoberta da possibilidade de uma transação que vai melhorar o estado de satisfação do agente. No modelo do Fisher todas as transações que serão e podem ser realizadas são realizadas no tempo 0, quando os agentes fazem seus planos de ação para todo tempo futuro, que depois serão revisados a partir de suas conseqüências, mas o processo de revisão é sempre negativo: o agente só descobre que não consegue realizar transações, nunca descobre a possibilidade de troca nova. Então todas as trocas que serão realizadas já estão essencialmente contidas no tempo 0 do modelo dele.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt; [7] A explicação definitiva e satisfatória para o fenômeno é a existência do processo de descoberta espontânea (descoberta espontânea é a aquisição de informação não antecipada pelo agente) que ocorre ao longo do tempo e determina a ocorrência de transações e sua distribuição ao longo do tempo. Na teoria austríaca moderna a análise começa com uma situação sem preços, porque nenhuma transação foi realizada anteriormente. Os agentes só vão agir com base em expectativas de preços para realizar transações se eles tem expectativa de que seja possível realizar essas transações. E como essas expectativas de preço normalmente são determinadas pela existência de transações no passado recente cujos preços servem de base para o planejamento de transações no futuro se começarmos do zero, onde cada agente está completamente isolado, temos que explicar como que os agentes vão começar a ter expectativa de realizar transações no futuro. Segundo Kirzner cada agente é dotado da característica de estar alerta num certo e limitado grau a estrutura de meios e fins com os quais se defronta, com a passagem do tempo os agentes tendem a descobrir essa estrutura, e nela está incluso tudo o que é relevante para suas escolhas. A ação humana ocorre quando o agente faz uma descoberta positiva o que o leva a mudar seu plano de ação para ficar num estado mais satisfatório, a ação humana essencial do mercado é a troca, que ocorre quando o agente descobre a possibilidade de troca e faz uma oferta para outro agente, se as expectativas do primeiro em relação as preferências, dotação e expectativa do segundo estão suficientemente corretas para a formulação de um plano de ação de sucesso a oferta é aceita pelo segundo agente e a troca é realizada.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm;"&gt; [8] As lojas de bens de consumo final são um bom exemplo de um processo de troca onde temos um fluxo de transações gerados por um fluxo de descoberta espontânea. Digamos uma loja num shopping, essa loja recebe milhares de consumidores diariamente. Os consumidores estão cientes de que eles vão descobrir possibilidades de troca que no presente eles não tem idéia de que existem. Isso pode ser chamado de consciência de desequilíbrio. E essa combinação de escolha com base num &lt;i&gt;framework&lt;/i&gt; determinado de meios e fins com a descoberta espontânea é uma característica que se manifesta a todo momento. Primeiro quando o consumidor decide ir para o shopping ele não sabe o que ele exatamente vai fazer lá dentro, e ele sabe disso, se colocando nessa situação com o propósito de descobrir coisas que estão além de sua percepção presente. Ele não sabe qual loja ele vai entrar quando for para o shopping se ele entrar em alguma, e dentro da loja ele não sabe o que vai comprar. Essas situações com elementos não antecipados ocorrem justamente porque o agente quer induzir esses elementos que ele não consegue antecipar. Ou seja a vida real é uma combinação  quase simbiótica de escolha proposital com descobertas espontâneas. Os processos de troca ocorrem devido as descobertas espontâneas levarem os agentes a agirem, e numa sociedade de mercado ofertas de trocas são o modo padrão de ação. Nos modelos que assumem o equilíbrio toda a descoberta espontânea é feita num ponto do tempo infinitesimal, os agentes estão num estado de alerta ilimitado, e por isso todas as possibilidades de troca são realizadas no tempo 0.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-3923088174423794997?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/3923088174423794997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=3923088174423794997&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/3923088174423794997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/3923088174423794997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2009/01/transaes-ao-longo-do-tempo.html' title='Ensaio - Transações ao longo do tempo'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-9201623632176182150</id><published>2008-12-23T17:20:00.000-08:00</published><updated>2009-06-11T09:21:02.012-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Informação dispersa'/><title type='text'>Ensaio - Porque a democracia pode ser uma porcaria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[1] A democracia é hoje em dia um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;objeto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de devoção praticamente religiosa para a maior parte das pessoas. Simplesmente se acredita que a democracia seja um fim nela mesma e por isso sempre devemos perseguir a meta de ter um sistema politico plenamente democrático. Essa fé possuí vários problemas, primeiro no sentido de que "democracia" não é alguma coisa precisamente definida. Muita gente possuí sua própria definição do que seja democracia. Mas então qual a definição de democracia que utilizarei nesse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;post&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;? Utilizarei a definição de que democracia seja um processo de formação de plano de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; baseado na concordância de todos os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;indíviduos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; envolvidos pelas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;conseqüencias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do plano. Vou analisar como funcionaria a democracia (definido nesse sentido) numa sociedade organizada através de uma democracia socialista, ou seja, um sistema onde um processo politico democrático determina a alocação dos recursos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;econômicos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[2] Por exemplo, digamos que temos 3 pessoas. Essas 3 pessoas estão num ambiente democrático se para agir sobre os bens que elas possuem, as 3 concordem sobre como agir. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Digamos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, estão numa ilha e tem um determinado suprimento de comida, elas fazem um plano de racionamento da comida e para que esse plano seja democrático as 3 pessoas na ilha tem que concordar sobre como será esse plano de racionamento. Não é o tipo de democracia onde a maioria decide, ou seja, o caso de uma democracia onde se 2 das 3 pessoas fossem a favor de um plano esse plano seria implantado de qualquer maneira (o que pode ser chamado de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;ditatura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da maioria, já que o indivíduo que não concordou com o plano tem sua vontade esmagada pela vontade da maioria).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[3] Eu vou comparar a democracia socialista com o socialismo tradicional (um ditador que faz um plano) e com o livre mercado (onde cada indivíduo tem propriedade sobre certos bens e pode utilizar seus recursos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;econômicos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; como bem entender, ou seja, não temos um plano mas sim planos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;indivíduais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;). Como ficará claro, a democracia socialista será o pior sistema de todos, no sentido que sofrerá com o maior grau de imperfeição da informação (nota-se que a informação é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;entendida&lt;/span&gt; no sentido &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Hayekiano&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do termo, ou seja, informação perfeita = ausência de incerteza genuína, também chamada de incerteza &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Keynesiana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; pelos economistas que gostam do Keynes).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[4] Para elaborar um plano de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;ação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;ótimo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (plano de utilização dos recursos da nossa ilha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;ótimo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; no sentido que satisfaz as preferências de quem elaborou o plano) os agentes precisam ter uma percepção perfeita das &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;consequências&lt;/span&gt; das diversas escolhas que eles podem realizar. Ou seja, para escolher o plano &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;ótimo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; os agentes precisam ter informação perfeita dos recursos da ilha (nota-se novamente que é a informação definida no sentido &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Hayekiano&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;!) Vamos assumir que sempre temos 3 pessoas na ilha e cada um dos indivíduos possuem 50% de toda a informação &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;necessária&lt;/span&gt; para escolher de forma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;ótima&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Então o problema na formulação de um plano de escolha social que satisfaça as preferências de quem faz o plano (seja todo o povo, a maioria ou o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;ditator&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;) está em como conseguir utilizar ao máximo a informação de cada indivíduo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[5] Primeiro vamos analisar o caso de um livre mercado. Num livre mercado cada indivíduo possuí seus bens e pode fazer o que quiser com seu corpo ou seus bens desde que não invada nos direitos dos outros indivíduos. Nota-se que mesmo que um indivíduo saiba como utilizar um bem  que é propriedade de outro indivíduo de uma maneira melhor do que o outro indivíduo consegue utilizar seu conhecimento não será desperdiçado. Mas como se ele não tem posse desse bem para utiliza-lo de forma eficiente? Simples, através do sistema de preços. Ou seja, se temos 2 indivíduos e um dos indivíduo tem um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;fator&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de produção e só sabe empregar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;fator&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de modo que o valor do produto desse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;fator&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; seja &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;valorado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; em $40 pelos consumidores e outro indivíduo não possuí o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;fator&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; mas sabe emprega-lo de modo que os consumidores &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;valorem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; o produto do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;fator&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; em $80, então o último pode comprar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;fator&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do primeiro indivíduo por um valor maior do que 40 e lucrar vendendo o produto desse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;fator&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; por $80 no mercado. Logo se existe liberdade na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;ação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de empreendedores, então existe plena utilização da informação que todos os indivíduos possuem já que cada indivíduo é livre para utilizar seu conhecimento ao máximo e assim a distribuição inicial dos bens é irrelevante quanto a eficiência na utilização da informação dispersa (embora seja relevante no processo de formação da informação, uma distribuição diferente de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;fatores&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; leva a uma dinâmica de descoberta diferente). Então se cada indivíduo possuí 50% da informação &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;necessária&lt;/span&gt; para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;planejar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de forma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;ótima&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; o uso dos recursos da ilha, qual será o grau de informação que os planos dos 3 indivíduos vão conseguir reunir sabendo que a distribuição da informação entre os 3 indivíduos é aleatória (ou seja, um indivíduo pode ter a mesma informação que outro)? É de 87.5%, já que 0,5 + 0,5 x 0,5 + 0,5 x 0,5 x 0,5 = 0,875. Nota-se que 87,5% é a totalidade da informação que existe em todas as 3 mentes em relação a informação perfeita na elaboração do plano de utilização do recursos da ilha (que é 100%).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[6] Vamos analisar o caso de uma ditadura socialista. Nesse caso só um individuo pode escolher como utilizar os recursos da ilha porque ele é, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;tecnicamente&lt;/span&gt; falando, proprietário desses recursos. O ditador então vai formular um plano que terá como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;objetivo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; satisfazer suas preferências. Mas os outros 2 indivíduos só existem nesse sistema como peças dentro do plano do ditador e eles não podem fazer seus próprios planos. Nesse caso só a informação na cabeça do ditador será utilizada ou seja, 50% da informação &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;necessária&lt;/span&gt; para formulação &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;ótima&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do plano de utilização dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;fatores&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da ilha. Nota-se que quanto menos cada indivíduo sabe em relação a totalidade do conhecimento de todas as mentes, maior será a diferença entre uma ditadura socialista é um livre mercado. Ou seja, numa sociedade com milhões ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;bilhões&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de indivíduos, como as sociedades modernas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;ou uma&lt;/span&gt; ditadura socialista tende a utilizar um infinitesimal da informação que um sistema de livre mercado utiliza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[7] E no caso extremo: Uma democracia socialista. Nessa situação apenas 12,5% da informação &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;necessária&lt;/span&gt; para formular o plano de utilização dos recursos da ilha será aproveitada no plano. Se cada indivíduo possuí 50% de um bolo de informação perfeita e esses 50% são aleatórios para cada indivíduo, então só 12,5% do bolo existirá simultaneamente na mente dos 3 indivíduos. E para elaborar um plano de utilização onde os 3 indivíduos concordem, então cada indivíduo deve compreender o plano e por isso um plano que seja aprovado num sistema democrático não poderá utilizar mais informação além daquela que é conhecimento comum de todos os indivíduos. Uma explicação detalhada: Como cada indivíduo só vai concordar com um plano que maximize a sua utilidade (ou seja, satisfaça seus interesses) com base em sua informação (que é 50% da informação perfeita) então um plano aceito por todos deve maximizar a utilidade de todos simultaneamente e por isso só poderá utilizar a informação que todos simultaneamente conheçam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[8] Mas não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;poderíamos&lt;/span&gt; imaginar que um dos indivíduos não possa ensinar para os outros indivíduos seus conhecimentos? Bem, então se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;vc&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; assume que um indivíduo possa fazer outro indivíduo obter mais informação do que ele tem inicialmente, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;vc&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; está assumindo que o indivíduo que ensina tem a informação de como transmitir sua informação e por isso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;vc&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; está assumindo que o indivíduo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;trasmissor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; possuí mais do que 50% da informação. Nota-se que não estou falando da informação que existe dentro de um livro, mas sim da informação que um indivíduo possuí sobre quais serão as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;consequências&lt;/span&gt; da leitura desse livro sobre a formulação das escolhas que esse indivíduo fará, ou seja, estou sempre falando da "informação" que existe &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;embaixo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do que um leigo define por informação. Don &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Lavoie&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; definiu esse tipo de informação como a informação que não é articulável, ou seja, é a informação que eu tenho que eu não posso articular em palavras e transmiti-la para outro indivíduo. Esse tipo de informação sempre existe embaixo de qualquer informação que vc tenha, simplesmente porque existe sempre um mecanismo inconsciente dentro da mente humana, e a informação é essencialmente inconsciente no sentido que ela determina o que é consciente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[9] Essa análise demonstra também como os problemas da informação dispersa não podem ser resolvidos por um sistema onde várias pessoas formulam o plano central ao invés de uma pessoa. Na verdade quanto mais gente tentar formular o plano central, pior esse será no sentido de satisfazer os seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;objetivos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; iniciais (quaisquer que esses sejam). A palavra "democracia" não é geralmente utilizada no sentido que eu utilizei nesse texto, e quando a democracia é aplicada não na organização &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;direta&lt;/span&gt; da sociedade mas apenas no processo politico de uma sociedade onde o estado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;atua&lt;/span&gt; apenas como um mecanismo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;proteção&lt;/span&gt; e manutenção das instituições o problema informacional não emerge ou, se existe, pelo menos se manifesta num grau muito menor do que numa democracia socialista (que é na verdade o pior sistema social &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;imaginável&lt;/span&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-9201623632176182150?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/9201623632176182150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=9201623632176182150&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/9201623632176182150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/9201623632176182150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2008/12/porque-democracia-pode-ser-uma-merda.html' title='Ensaio - Porque a democracia pode ser uma porcaria'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-296666851325129056</id><published>2008-12-08T07:32:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T07:34:07.605-08:00</updated><title type='text'>Artigo do Lawrence White que explica a crise</title><content type='html'>&lt;div&gt;Lawrence White é um dos principais macroeconomistas da escola austriaca atual, seu trabalho sobre sistemas monetários privados de moedas em concorrência representa a versão desenvolvida da visão de Hayek sobre o tema.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;*O link está no título do post.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-296666851325129056?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.cato-unbound.org/2008/12/02/lawrence-h-white/what-really-happened/' title='Artigo do Lawrence White que explica a crise'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/296666851325129056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=296666851325129056&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/296666851325129056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/296666851325129056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2008/12/artigo-do-lawrence-white-que-explica.html' title='Artigo do Lawrence White que explica a crise'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-478902046197588159</id><published>2008-11-22T16:17:00.000-08:00</published><updated>2008-11-22T16:19:17.672-08:00</updated><title type='text'>Artigo revisado e expandido</title><content type='html'>O meu último texto sobre a formalização matemática da economia foi revisado e expandido várias vezes nos últimos dias, essa é a versão definitiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-478902046197588159?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://precodosistema.blogspot.com/2008/11/prs-e-contras-do-uso-de-matemtica-na.html' title='Artigo revisado e expandido'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/478902046197588159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=478902046197588159&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/478902046197588159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/478902046197588159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2008/11/artigo-revisado-e-expandido.html' title='Artigo revisado e expandido'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-3783559524748897195</id><published>2008-11-18T16:02:00.000-08:00</published><updated>2009-06-11T09:21:31.464-07:00</updated><title type='text'>Ensaio - Prós e contras do uso de matemática na economia</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;[1] Durante a maior parte da história do pensamento econômico o uso da matemática na formulação de teoria foi restrito. Durante todo século XIX e nas primeiras três décadas do século XX a esmagadora maioria da produção acadêmica de teoria economica foi feita sem o uso de aparato matemático, existiam economistas matemáticos como Walras e Pareto, mas esses economistas estavam em pequeno número em relação ao resto da profissão. Só nas décadas de 30,40 e 50 que a economia se converteu quase que completamente a formalização matemática e a partir da década de 60 em diante quase toda a produção acadêmica de alto nível é baseada no uso de modelos matemáticos para expressar as teorias ao invés da boa e velha lógica verbal do Adam Smith.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;[2] Existem muitos economistas que criticaram ou defenderam a formalização matemática. Os principais economistas que trabalharam para formaliz&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;ar matematicamente os &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;insights mais importantes (do ponto de vista do mainstream dos anos 40 e 50) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;que haviam sido desenvolvidos nos 150 anos anteriores a esse processo de formalização foram Samuelson, Arrow, Debreu e o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;von Neumann. Um dos principais argumentos a favor da formalização matemática foi proposto por Samuelson, o argumento é o seguinte: Através da formalização matemática podemos colocar todas as partes da teoria na mesa de forma clara, sem que nada esteja implícito. Ou seja, a matemática deve ser usada para tornar tudo o que está implícito explícito. Dessa forma seria possível transmitir a teoria de um pensador para outro com maior grau de entendimento do que a teoria significava.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;[3] A formalização matemática realmente aparenta dar uma aura precisa para a teoria. Lendo um livro de economia matemática se tem a impressão de exatidão e clareza, e ao contrário, quando estou lendo um texto escrito com linguagem corrente se tem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; a impressão de que a teoria é vaga e não tem precisão científica. Isso é aparente se comparando a leitura de qualquer manual de economia matemática ou com um livro de economia antigo anterior a “revolução formalizadora” da economia ou, particularmente, a moderna literatura heterodoxa. O livro de economia matemática aparenta ser muito mais sofisticado e científico do que o artigo antigo, e ainda mais em relação a literatura heterodoxa. Na verdade essa diferença ocorre devido ao foco de cada tipo de análise.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;[4] Num modelo matemático geralmente se deve provar a existência do equilíbrio. Esse é um exercício de matemática pura (no sentido que não tem relevância econômica direta) que serve para definir exatamente quais dados podem ser inseridos dentro do modelo para que o modelo tenha como “output” um resultado determinado. Nota-se que na economia moderna o output ou resultado de um conjunto de equações do modelo é geralmente chamado de equilíbrio. O conceito de equilíbrio perdeu sua natureza econômica com a passagem do tempo e com isso se perdeu também a análise econômica baseada nos processos econômicos ao invés da pura lógica da escolha numa situação onde os meios e os fins estão dados. Numa situação de pura lógica da escolha temos a maximização da utilidade em relação a restrição, e esse tipo de situação realmente ocorre no mundo real, só que é um processo que leva tempo, na análise dos processos econômicos se analisa o processo de formação da percepção do agente em relação aos meios que ele pode usar para atingir seus fins (as nescessidades do agente).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;[5] Na análise matemática geralmente se deve provar além da existência do equilíbrio outros elementos que na teoria econômica “verbal” não fazem sentido. Praticamente toda a literatura que analisa muitos resultados de modelos sofisticados não tem nenhuma relação direta com a teoria econômica pura, embora sejam realmente importantes para a economia matemática no sentido que servem como elementos na construção do modelo, embora não tenham relevância fora do modelo. O exemplo perfeito são os problemas de existência como já foi colocado. O problema da análise formal é que como as energias são desperdiçadas para a pesquisa nesse campo os outros campos recebem um tratamento mais superficial do que poderia ser dado se não existissem esses custos de mão de obra com a formalização. Bem, o mainstream conta com uns 15 mil PHDs nos EUA trabalhando para polir a pura lógica da escolha, logo, sobra homens hora para dar conta do serviço. Então a maior quantidade de trabalho intelectual necessário para fazer uma teoria matemática não representa grande problema para a ortodoxia, já para uma escola de pensamento pequena, a formalização matemática se torna mais trabalhosa e tem um grande custo para essa escola.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;[6] Uma grande vantagem da formalização é que com a versão formal da teoria é muito mais fácil seu ensino de forma correta. A matemática força o indivíduo a ver a teoria detalhadamente, de modo a ganhar um entendimento mais profundo da teoria do que sem o seu uso. É sim possível estudar uma teoria profundamente sem matemática, mas a linguagem verbal não prende a mente com tanta força quanto a linguagem matemática. Também é claro que o uso de matemática leva a uma situação onde muitos "economistas" alimentam a ilusão de que entendem alguma coisa mas só sabem resolver as equações sem realmente compreender o que elas significam, o que é o mais importante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;[7] Já na teoria exposta de formal verbal um problema que geralmente ocorre é que como a teoria em forma verbal não é exposta de forma tão claramente definida podemos ter muitas interpretações da teoria e muitas vezes seu expositor não consegue se fazer entender por que estuda sua produção científica. O Kirzner várias vezes explicou que seus críticos não entenderam a “essência” de seus argumentos, na verdade vários dos economistas que se consideram pertencentes a escola austriaca tem um entendimento muito superficial das idéias de Mises and Hayek.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;[8] Eu diria que essa seria uma boa estratégia de divulgação acadêmica da teoria austriaca a sua formalização matemática. Simplesmente porque atualmente todas as teorias respeitadas já foram formalizadas e só temos no campo das teorias não matemáticas coisas do nível do marxismo e pós keynesianismo. A matematização da teoria austriaca certamente contribuiria para seu sucesso dentro do mainstream. Na verdade a grande complexidade da teoria que dificulta sua matematização e seu entendimento generalizado pela profissão e mesmo por muitos de seus seguidores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;[9] De qualquer maneira a matematização da economia foi tremendamente ruim para seu progresso no início do século XX. Pensadores como Knight, Schumpeter e Mises estavam lidando com problemas que não iriam ser tratados novamente com a formalização. Problemas que eram mais avançados do que os problemas que a economia matemática esta lidando hoje! O que ocorreu é que uma exposição formal de uma teoria impede que os aspectos que não são precisamente articuláveis pelo pensador sejam colocados no papel. A formalização esteriliza o pensamento que transcende sua capacidade de articulação, e por isso impede que noções que não estão bem definidas mas que são importantes numa teoria sejam transmitidas. Antes da formalização da teoria neoclássica os economistas pensavam na teoria econômica como processos de ajustamento em desequilíbrio e não em estados de equilíbrio, após sua formalização que a teoria econômica se reduziu a uma coleção de modelos variados e deixou de ser uma ciência unificada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; A noção de mercados como processos foi perdida e a análise de temas relacionados aos processos econômicos de troca, como por exemplo na análise da moeda, regrediu para níveis pré marginalistas (no caso da moeda muitos economistas analisam a moeda com moldes teóricos de 200 anos atrás ou sem nenhuma teoria). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;[10] O melhor exemplo dessa regressão no nível da teoria econômica é a análise da moeda feita por Mises em 1912, ela é superior a qualquer modelo monetário moderno, já que atualmente na análise da moeda geralmente se assume que os agentes tenham preferências em relação a moeda, ou seja, que a moeda está inserida diretamente na função de utilidade. O problema é que a moeda é demandada justamente para que o agente consiga bens que ele realmente atribuí valor. O que ocorre é que os agentes demandam moeda porque eles esperam que com a moeda eles consigam aproveitar possibilidades de ganho com trocas que serão descobertas no futuro, ou seja, a existência da moeda está intrinsecamente ligada ao processo de descoberta espontânea. E a noção de descoberta espontânea não existe para a economia matemática. Na teoria econômica de antes de 1930 a noção de descoberta existia de forma implícita em quase todas as teorias existentes, só que ela nunca foi articulada de forma consciente até 1937 (&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Economics and Knowledge&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; , Hayek), quando o estrago causado pelas revoluções matemática e keynesiana já estava feito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;[11] O que hoje é chamado de Escola Austríaca nada mais é do que o conjunto de insights que foram perdidos na formalização da teoria econômica ortodoxa nos anos 30. Ou seja, é a economia que estuda justamente a noção de mercado que não estava articulada de forma consciente nos escritos de economistas como Mises, Schumpeter, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Knight&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;, Hayek, Marshall e cia. Mises e Hayek eram justamente os pensadores onde a forma de pensar nos mercados como processos era mais saliente. Por isso foram os únicos que notaram a perda desses elementos e por isso foram contrários a formalizaçao da economia. O problema é que esses elementos não estavam articulados de forma precisa, de modo que quando se le um trabalho que não utiliza os elementos se nota que algo está faltando, embora não seja possível definir o que é. Gradualmente esses conceitos foram saindo das ruinas da economia "neoclássica clássica" e foram refinados por economistas como Hayek e Kirzner e hoje são os elementos centrais da teoria austriaca moderna.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-3783559524748897195?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/3783559524748897195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=3783559524748897195&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/3783559524748897195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/3783559524748897195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2008/11/prs-e-contras-do-uso-de-matemtica-na.html' title='Ensaio - Prós e contras do uso de matemática na economia'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-4709839333693248667</id><published>2008-11-14T16:20:00.000-08:00</published><updated>2008-11-14T16:26:36.404-08:00</updated><title type='text'>Novo Blog, do Mario Rizzo e cia</title><content type='html'>Mais um blog com integrantes de alto nível entra na "blogosfera" junto com o The Austrian Economists, o blog ThinkMarkets. Os integrantes do blog são economistas austriácos da New York University.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-4709839333693248667?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://thinkmarkets.wordpress.com/' title='Novo Blog, do Mario Rizzo e cia'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/4709839333693248667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=4709839333693248667&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/4709839333693248667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/4709839333693248667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2008/11/novo-blog-do-mario-rizzo-e-cia.html' title='Novo Blog, do Mario Rizzo e cia'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-7731732768617197624</id><published>2008-11-08T13:12:00.001-08:00</published><updated>2008-11-08T13:12:56.876-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Israel M. Kirzner'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Empreendedorismo'/><title type='text'>Resumão muito bem feito da teoria austriaca moderna do empreendedorismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.constitution.org/pd/gunning/subjecti/workpape/kirz_ent.pdf"&gt;Um resumo da teoria do Kirzner.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-7731732768617197624?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/7731732768617197624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=7731732768617197624&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/7731732768617197624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/7731732768617197624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2008/11/resumo-muito-bem-feito-da-teoria.html' title='Resumão muito bem feito da teoria austriaca moderna do empreendedorismo'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-4876667126266822625</id><published>2008-11-08T12:49:00.000-08:00</published><updated>2008-11-08T13:13:38.635-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogs'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ludwig Lachmann'/><title type='text'>Mais um blog interessante</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(85, 26, 139); text-decoration: underline;"&gt;&lt;a href="http://post-austrianeconomics.blogspot.com/"&gt;Um blog novo muto interessante surgiu: Post-austrian economics blog&lt;/a&gt;,&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;de um estudande de graduação estadunidense, muito legal. É um subjetivista radical da linha do Lachmann.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-4876667126266822625?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/4876667126266822625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=4876667126266822625&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/4876667126266822625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/4876667126266822625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2008/11/mais-um-blog-interessante.html' title='Mais um blog interessante'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-5533916648364221991</id><published>2008-10-14T13:46:00.000-07:00</published><updated>2009-06-11T09:21:47.971-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Empreendedorismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Equilíbrio Geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Competição'/><title type='text'>Ensaio - O processo de convergência para um equilíbrio walrasiano</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como pode emergir um equilíbrio como analisado em concorrência perfeita?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O modelo econômico tradicional se caracteriza por um estado de coisas onde os agentes são tomadores de preços e maximizam a utilidade em relação a esses preços, escolhendo as quantidades que vão comprar ou vender no mercado e dessa forma temos uma teoria onde o sistema de preços é determinado como uma solução de um conjunto de equações de oferta e demanda. Esse modelos são chamados de concorrência perfeita porque os agentes tomam os preços do mercado como dados no sentido que os agentes esperam comprar e vender qualquer quantidade de algum bem pelo “preço de mercado”. Isso também é chamado de equilíbrio walrasiano, já que foi Walras quem inventou essa idéia.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Que esse modelo é irrealístico todo mundo concorda, o que ocorre é que muitos economistas da EA já escreveram dizendo que o estado de coisas onde temos um sistema de preços dado e os agentes maximizam em relação a esses sistema de preços pode emergir como conseqüência final do processo equilibrativo do mercado. Na verdade a concorrência perfeita não é o único resultado de equilíbrio possível, mas é sem dúvida um resultado normal num sistema econômico com muitos agentes (e isso não tem nenhuma relação com elasticidade da oferta/procura, mas na verdade é determinado pelo problema do conhecimento e da dinâmica do processo de formação do conhecimento dos agentes).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A natureza da “concorrência perfeita”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na concorrência perfeita os agentes não podem escolher os preços pelos quais as propostas de compra e venda serão feitas, mas eles podem escolher a quantidade que vão ofertar e demandar no mercado. A idéia é que se os agentes não podem escolher nada, então não teremos um mercado mas sim um planejamento central. Digamos, se temos um leiloeiro walrasiano que chega para cada agente e diz: Vc aceita 5 bananas em troca de 8 reais?, e dessa forma realiza trocas mutuamente benéficas que vão levar a uma alocação eficiente. Mas como os agentes não escolhem as quantidades que eles vão trocar, mas apenas tem liberdade de aceitar ou recursar propostas de modo que eles sempre vão ter um ganho positivo com a troca, os agentes não igualam as taxas marginais de substituição das varias mercadorias em relação aos preços do mercado.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Isso significa que concorrência perfeita significa apenas uma experiência mental onde se abstrai do processo de determinação dos preços e se analisa as escolhas dos indivíduos apenas como um problema de maximização sob restrição, determinando as escolhas dos indivíduos em relação aos preços dados. Os outros indivíduos não existem para os planos de cada indivíduo (nota-se que na concorrência perfeita não temos aplicação da teoria dos jogos que lida justamente com equilíbrios estratégicos de 2 ou mais agentes).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O que é uma curva de demanda? Uma curva de demanda é como uma variação de preço afeta a quantidade que agentes que maximizam a utilidade em relação a esse preço demandam. Nas curvas de oferta e procura temos apenas agentes passivos que escolhem a quantidade que vão comprar e vender a partir de um preço de mercado dado, não existe atividade empreendedora nessas curvas (no sentido que não existe processo de formação de preços) e na verdade é óbvio que curvas de oferta e procura não existem na realidade, embora sejam uma ferramenta analítica poderosa.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Equilíbrios possíveis na teoria austríaca sem concorrência perfeita&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na teoria austríaca podemos ter sim equilíbrios puros (onde todas as oportunidades de lucro foram exauridas) que não sejam de concorrência perfeita. Como? Se empreendedores oferecem trocas para vários agentes com preço e quantidade definida e a totalidade dos ganhos com trocas possíveis sejam colhidas, então temos um equilíbrio já que nenhuma modificação nos planos de ação dos agentes pode resultar numa situação melhor para cada agente. Um equilíbrio com lucros empresárias puros nas trocas não pode ser um equilíbrio walrasiano, já que se os preços que são cobrados pelos empreendedores para os agentes que vendem os bens são menores do que os preços cobrados para os compradores do bem, e como os vendedores e compradores maximizam a utilidade em relação a esses preços ajustando as quantidades demandadas/ofertadas até que a razão das utilidades marginais se iguale a razão entre os preços. Mas como a razão entre os preços é diferente para o comprador e para o vendedor, então as taxas marginais de substituição das várias mercadorias entre os dois agentes vão ser diferentes, o que significa que ainda existe possibilidade de troca mutuamente benéfica entre os dois. E se existe possibilidade de troca mutuamente benéfica entre os dois, então existe um diferencial de valoração entre os dois agentes, o que significa que existe uma possibilidade de lucro ainda não explorada.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Então um equilíbrio genuíno onde as trocas são realizadas por preços diferentes entre agentes devido a diferença de preço causada pelo empreendedor é um equilíbrio onde o empreendedor faz as propostas para os agentes de modo rígido no sentido que os agentes não podem escolher a quantidade do bem transacionado.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quais são as condições para que o processo de convergência tenda a concorrência perfeita?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Essas é a condição para que o equilíbrio que o processo de mercado atinga seja um equilíbrio walrasiano:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;  &lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Temos muitos  agentes no mercado&lt;/p&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Essa condição surge a partir do fato de que com poucos agentes os empreendedores vão descobrir as preferências individuais de cada agente de modo a conseguir realizar transações sob medida para cada agente. Essas transações sob medida são transações onde os agentes passivos (não empreendedores) não escolhem o quanto vão comprar e vender pelo preço ofertado pelo empreendedor mas na verdade escolhem só se vão aceitar os termos da troca, que será: venda 1 banana em troca de 4 maças, digamos, porque se o empreendedor sabe as preferências do indivíduo em questão então ele sabe fazer uma proposta onde o indivíduo vá vender ou comprar mais do que estaria disposto a comprar e pudesse vender/comprar pelo preço oferecido. Como ele vai trocar uma quantidade maior pelo preço do que trocaria se pudesse escolher a quantidade, a taxa marginal de substituição será diferente do preço, ou seja, é possível termos eficiência com lucro liquido para o empreendedor que realiza arbitragem por preços diferentes porque ele iguala as taxas marginais de substituição dos agentes passivos cobrando preços diferentes! Mas quando temos muitos agentes com preferências diferentes o empreendedor pode descobrir que comprando por menos numa parte do mercado e vendendo por mais em outra parte do mercado terá oportunidade de auferir lucro mas como ele não sabe as preferências dos agentes individuais ele vai montar a barraca e deixar os agentes escolherem a quantidade que vão comprar/vender pelo preço na barraca. Nesse caso temos que a eficiência só poderá ser atingida quanto a margem de lucro tender a zero.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Vou explicar isso melhor: Temos um trabalhador onde o produto de seu trabalho de 10 horas vale $200 no mercado de bens finais. Nota-se que 10 horas é o tempo de trabalho ótimo. Por que? Se ele recebe 20 por hora, então ele vai escolher trabalhar 10 horas, otimizando seu tempo de trabalho em relação ao salário. Como ele iguala a taxa marginal de substituição da hora de trabalho/salário em relação a hora de tempo livre e como o preço que os consumidores pagam é igual ao preço que ele recebe pela hora de trabalho, então temos uma alocação ótima do trabalho. Em outras palavras, o ganho marginal da hora trabalhada do ponto de vista do consumidor iguala o ganho marginal do trabalhador, o que significa que temos a quantidade ótima de trabalho vendido. Mas digamos que o trabalhador não descobre que pode vender o produto do seu trabalho no mercado de bens finais e um empreendedor descobre que os consumidores estão dispostos a pagar mais do que o trabalhador está disposto a receber por hora marginal de trabalho, o que significa que o trabalhador está disposto a vender seu trabalho no mercado. No caso da troca sob medida, digamos que o empreendedor sabe que o trabalhador no equilíbrio competitivo vai trabalhar 10 horas pelo salário de $20 por hora, mas ele contrata o trabalhador para trabalhar 10 horas por $150 ao invés de $200. Mas o trabalhador ainda escolhe trabalhar 10 horas porque sua escolha não é, digamos, entre trabalhar 10 hora e trabalhar outro número de horas, mas entre trabalhar 10 horas ganhando 150 ou não trabalhar e não ganhar nada. O empreendedor vende $200 de bens produzidos pelo trabalhador e paga $150 por esse trabalho, nota-se que $150 representa a valoração da desutilidade do trabalho. Como ele trabalha 10 horas e essa é a mesma quantidade de trabalho que ele trabalharia se recebesse o salário correspondente ao seu produto marginal, então temos uma alocação eficiente mesmo que exista lucro puro! Mas se o trabalhador escolhe quantas horas ele trabalha, então ele não vai trabalhar 10 horas, porque seu excedente nesse caso tende a zero, mas sim vai trabalhar, digamos, 6 horas, maximizando seu excedente para um salário de $15 por hora. Como o salário de $15 é diferente do preço de $20 para o produto de seu trabalho então a desutilidade da hora marginal de&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Vou fazer um esqueminha de tabelas de valorações marginais (nota-se que assumo que não existe efeito renda das variações dos salários!) para ilustrar meu ponto:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Desutilidade de "unidades" de 2horas de trabalho, e salários para essas unidades: $40 (preço do trabalho = produtividade marginal no mercado que é de $20 por hora):&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;2 horas – $20 $40 - ganho marginal - $20&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;4 horas - $25 $40 - ganho marginal - $15&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;6 horas - $30 $40 - ganho marginal - $10&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;8 horas - $35 $40 - ganho marginal - $5&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;*10 horas - $40 $40 - ganho marginal - $0 - ponto de equilíbrio&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;12 horas -$45 $40 - perda marginal - $5&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Temos equilíbrio quanto a quantidade de trabalho vendida é 10 horas se o trabalhador escolhe quanto vai trabalhar e recebe o valor de sua produtividade marginal.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Desutilidade total: $150, ou seja, ele prefere não trabalhar 10 horas do que trabalhar e receber $149, mas por um valor de $150 ou mais ele prefere trabalhar 10 horas. Lucro de $50 para o empreendedor, que fica com a quase totalidade dos ganhos de troca e os ganhos com a troca são exauridos, ou seja, não existe troca mutuamente benéfica perdida. Primeiro acho importante se notar que se o capitalista quisesse que o trabalhador trabalhasse 12 horas para vender seu produto por $240 ele teria que pagar no mínimo $195, e lucraria no máximo $45, ou seja, menos do que lucraria numa alocação eficiente do trabalho com 10 horas trabalhadas igualando a valoração marginal dos consumidores com a desutilidade marginal do trabalho. Logo, isso significa que se o empreendedor tem perfeita percepção das valorações dos agentes ele vai agir de modo a fazer contratos sob medida para cada agente para extrair ao máximo os ganhos com as trocas e desse modo teremos uma alocação eficiente. Nota-se que se ele receber $15 por hora, ele vai escolher trabalhar apenas 6 horas:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Desutilidade de 2h valorada em $20 e salário para 2horas: $30 (salário de $15 por hora) e valoração do produto marginal pelos consumidores ($40):&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;2 horas – $20 $30 - ganho marginal de $10 - $40  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;4 horas - $25 $30 -ganho marginal de $5 - $40  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;*6 horas - $30 $30 -ganho marginal de $0 - $40 - equilíbrio sub ótimo ($30&lt;$40)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;8 horas - $35 $30 – perda marginal de $5 - $40 - perda de lucro potencial (peso morto): $5&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;10 horas - $40 $30 – perda marginal de $10 - $40 - alocação ótima ($40 = $40)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;12 horas -$45 $30 – perda marginal de $15 - $40  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas como os consumidores estão dispostos a pagar $80 para que o trabalhador trabalhe mais 4 horas e o trabalhador tem desutilidade de $75 se trabalhar mais 4 horas, então não é eficiente que ele trabalhe 6h porque temos perda de $5 de peso morto. Nesse caso o lucro do empreendedor é de $30, menor do que o lucro que ele teria se tivesse plena percepção das valorações dos agentes e fizesse um contrato sob medida para o trabalhador de 10 horas por $150. Isso significa que onde existem discrepâncias nos preços das transações e onde os agentes passivos podem escolher as quantidades não temos um equilíbrio, porque um outro empreendedor pode oferecer $75 para mais 4 horas de trabalho do trabalhador e lucrar $5 com isso. Só teremos um equilíbrio com eficiência com ou sem lucros puros. Mas com lucros puros, só temos equilíbrio se o empreendedor faz o contrato de forma a incluir a quantidade além do preço. Já que dando liberdade para o trabalhador ofertar a quantidade que ele quiser só com um salário de $20 por hora, igual ao produto marginal, que temos eficiência e nesse caso, lucro zero.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas então por que que os empreendedores vão deixar os agentes passivos escolherem as quantidades? Porque eles não sabem as preferências de cada agente. Mas em que tipo de situação que os empreendedores não sabem as preferências de cada agente? Quanto temos muitos agentes se torna mais provável que os empreendedores descubram as condições gerais do mercado do que as valorações individuais, e isso ocorre porque as curvas de oferta e procura de mercado são formadas por milhões de agentes com preferências diferentes, e isso significa que é possível conhecer essas curvas sem conhecer as preferências dos agentes (o que não ocorre no exemplo do trabalhador das horas porque ele é apenas 1 agente e por isso sua curva de oferta de trabalho determina suas preferências). Então para que tenhamos uma situação onde os empreendedores cobrem preços diferentes para os agentes temos que ter muitos agentes no mercado de modo a tornar praticamente impossível que os empreendedores descubram as preferências de cada um.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O processo de formação do equilíbrio competitivo e a antecipação das ações dos outros empreendedores&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Primeiro sobre as características do processo: Temos 2 tipos de agente: Os maximizadores passivos que respondem as propostas feitas pelos agentes ativos e possuem as dotações dos bens na economia e os empreendedores, que são os agentes dotados de propensão a descoberta espontânea de dados que eles anteriormente não estavam cientes de existir. O processo de mercado é um processo onde com a passagem do tempo os empreendedores descobrem que podem fazer propostas de trocas com os trabalhadores de forma auferir lucros com as diferenças entre os preços que os vendedores aceitam pela compra e o preço que o comprador aceita pela venda do bem, essa diferença causada pelas valorações e dotações diferentes entre os vários agentes.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Agora voltemos ao caso do trabalhador. Digamos que temos um empreendedor que sabe que os consumidores estão dispostos a pagar mais do que o trabalhador está disposto a receber. Se o empreendedor não sabe a “curva” de desutilidade marginal do trabalho mas tem alguma idéia da curva de oferta de trabalho, ele não vai fazer um contrato de 10 horas por $150, mas vai oferecer um salário por hora para o trabalhador (que está livre para ajustar a quantidade de horas ofertadas) que maximize o lucro esperado (que é um salário de $15, que gera um lucro de $30). Algo ridículo no meu exemplo com apenas 1 trabalhador porque as duas curvas são idênticas e é a desutilidade do trabalho (lembre-se que estamos numa situação sem efeito renda!) que determina a curva de oferta. Mas se tivermos muitos trabalhadores e cada trabalhador tem curvas de oferta de trabalho diferentes, então é possível que o empreendedor tenha uma idéia de como é a curva de oferta de trabalho sem que ele conheça as preferências dos trabalhadores. Claro que se ele tem uma percepção perfeita da curva de oferta de trabalho ele vai saber as preferências dos trabalhadores, e desse modo, vai realizar contratos sob medida, de modo a capturar todos os ganhos possíveis com a troca, já que se ele tem uma percepção perfeita da curva de oferta de trabalho ele vai ter uma percepção perfeita de todo o resto, porque na teoria austríaca moderna uma percepção perfeita de algum dado só pode ocorrer quando o agente tem percepção completa de todos os dados. Como?  Simples, os agentes sempre tem uma percepção imperfeita da realidade que vai se aperfeiçoando com a passagem do tempo e essa percepção é assimétrica: Cada agente tem dados diferentes sobre cada parâmetro e esses dados nunca são perfeitos, só com uma capacidade perfeita de aprendizado que temos um dado perfeitamente definido (como a curva de oferta de trabalho) mas uma capacidade perfeita da aprendizado implica numa percepção perfeita de todos os dados. Nessa situação analisada o caso é que o empreendedor tem uma idéia da oferta de trabalho sem que ele tenha uma boa noção das preferências dos trabalhadores. E por causa disso o empreendedor vai colocar apenas um preço no mercado de trabalho e deixar os trabalhadores se candidatarem para o emprego.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Essa é uma situação de natureza similar a situação que o leiloeiro walrasiano se defronta. No caso do leiloeiro walrasiano, o leiloeiro coloca preços para todos os agentes, compradores e vendedores, e ajusta os preços de modo a equilibrar o mercado igualando a quantidade ofertada com a quantidade demandada. A informação é centralizada no leiloireo: Ele sabe de todos os bens que podem ser trocados, e por isso coloca os preços de todos os bens e informa esses preços para todos os agentes, quanto a oferta e a procura não se igualam o leiloeiro vai ajustando os preços, até que o equilíbrio é atingido. Ou seja, o leiloeiro executa todo o processo de descoberta na teoria convencional, ela na verdade abstrai o processo de formação do sistema de preços e assume o equilíbrio. Mas no mundo real são as pessoas que realizam o processo de descoberta. No modelo utilizado por Kirzner e que estou utilizando nesse texto o processo de descoberta é centralizado nos empreendedores, que são os agentes ativos, já os agentes que possuem a dotação inicial dos bens são os agentes passivos, se separando analiticamente a descoberta e a posse dos bens.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Essa situação é similar a situação de um empreendedor que tem uma percepção imperfeita da situação de um mercado com muitos agentes com preferências e dotações diferentes. Nesse caso o empreendedor não vai realizar contratos sob medida para cada agente, mas na verdade vai montar uma barraca dizendo: compro x por $5/unidade. Numa parte do mercado e na outra parte do mercado ele vai montar uma barraca dizendo: vendo x por $10/unidade. Ou seja, ele vai explorar oportunidade de lucro de modo imperfeito (porque lucra menos se discriminasse perfeitamente os agentes) devido a sua percepção imperfeita do mercado, e dessa maneira temos uma aproximação da situação walrasiana, com a diferença que na situação walrasiana a barraca que vende vende pelo mesmo preço que a barraca que compra. O processo equilibrativo ocorre da seguinte forma: Os empreendedores avidos para ter lucro descobrem que existem essas diferenças de preço, mas para explorar essa oportunidade de lucro eles tem que barganhar com outros empreendedores pelos bens transacionados, ou seja, o processo de ajustamento dos planos dos empreendedores em relação aos planos de outros empreendedores vai levar a convergência do preço de compra e venda do produto, levando a tendência ao desaparecimento das diferenças de preços no mercado.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Como esse processo ocorre? Voltemos ao exemplo do trabalhador, se primeiro temos um empreendedor que descobre a curva de oferta de trabalho do trabalhador mas não descobre a curva de desutilidade do trabalho, então o empreendedor vai contrata-lo por $15 por hora e ele vai escolher ofertar 6horas de trabalho. Mas agora vamos expandir a análise ao longo do tempo, digamos que esse trabalhador pode trabalhar nos dias 1,2,3,.... e que só do dia em que ele pode trabalhar que ele vende seu trabalho datado daquele dia, digamos, só no dia 2 que ele pode vender o trabalho do dia 2. Estou assumindo isso porque se o empreendedor pode comprar todos os dias de trabalho do trabalhador no dia 1, então ele vai comprar e o processo de convergência para a concorrência perfeita não ocorre. Mas se eu assumir que o trabalhador só vai vender seu trabalho do dia y no dia y eu estou assumindo uma dessas duas coisas:  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;1- O trabalhador só percebe que possuí o fator de produção “dia de trabalho y” no dia y. Essa é a hipótese do agente passivo ultra passivo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;2- O trabalhador espera até a ultima hora para vender seu fator “dia de trabalho y” porque ele espera que exista a possibilidade de que vários empreendedores se ofereçam para comprar seu trabalho, e dessa forma eu estou dizendo que o trabalhador tem certa capacidade empreendedora (embora mínima). Hipótese do agente passivo não tão passivo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Então o que ocorre? O seguinte, outros empreendedores que descobrirem a existência dessa curva de oferta de trabalho vão oferecer contratos de trabalho melhores do que os contratos oferecidos pelo primeiro empreendedor para capturar os lucros possíveis da transação de horas de trabalho nos dias de trabalho futuros que ainda não foram vendidos. Como o trabalhador só vai aceitar ofertas de compra de horas de trabalho do dia y no dia y, os empreendedores dias antes já planejam o valor que vão ofertar para o trabalhador e tentam antecipar as ações dos outros empreendedores para conseguir “capturar” essa oportunidade de lucro. Isso significa que se o primeiro empreendedor oferece um salário de $15 por hora e o trabalhador resolve trabalhar 6 horas e assim um lucro de $30 será auferido pelo empregador (produtividade por hora ($20 - $15)6 = $30). O empreendedor então descobre que o trabalhador pode trabalhar nos dias 1,2,3... e assim planeja sempre oferecer um salário de $15 por hora. Mas no dia 2 outros empreendedores descobrem essa oportunidade de lucro e descobrem que o empregador está pagando um salário de $15. Então eles vão oferecer um salário maior, digamos, $17.50, e o trabalhador responde a essa oferta mais gorda oferecendo 8 horas de trabalho, se aproximando da quantidade de trabalho ótima de 10 horas (que esgota as possibilidades de troca mutuamente benéfica entre o trabalhador e os consumidores do produto do trabalho do trabalhador). Mas o primeiro empreendedor vai descobrir que outro empreendedor está oferecendo um salário maior e vai ajustar sua oferta para um salário maior ainda. O processo equilibrativo termina quando o trabalhador receber um salário igual a $20 e essa discrepância no sistema de preços desaparecer. No equilíbrio o trabalhador vai trabalhar 10 horas e teremos uma alocação ótima do trabalho no sentido que as possibilidades de troca mutuamente benéfica entre o trabalhador e o mercado do produto do trabalho do trabalhador foram esgotadas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Isso tudo significa que o processo competitivo em mercados com muitos agentes diferentes onde os empreendedores não tem uma percepção decente das preferências e dotações de cada agente mas descobrem discrepâncias no sistema de preços de mercado tende a um equilíbrio eficiente que é justamente o equilíbrio walrasiano. O mais importante é notar que nesse caso os empreendedores não precisam descobrir as preferências e as dotações de cada agente para realizar todas as transações mutuamente benéficas possíveis, diferente de outros equilíbrios, mas na verdade só precisam descobrir que existem discrepâncias nos preços de mercado e precisam antecipar as ações dos outros empreendedores de forma a conseguir capturar as oportunidades de lucro. Isso significa que a idéia Keynesiana de que uma situação onde os empreendedores ficam focados na antecipação das ações dos outros empreendedores seja uma situação negativa para o bem estar dos agentes está precisamente errada. Ao contrário, os empreendedores antecipam as ações dos outros empreendedores para capturar oportunidades de lucro que não podem ser capturadas imediatamente e por isso os empreendedores tem que reduzir a discrepância entre o preço de compra e o preço de venda de modo a conseguir capturar essa oportunidade de lucro, aproximando o mercado do equilíbrio (ou seja, corrigindo as ineficiências) de modo mais rápido do que se tivesse que descobrir as preferências de todos os agentes do mercado.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-5533916648364221991?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/5533916648364221991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=5533916648364221991&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/5533916648364221991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/5533916648364221991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2008/10/o-processo-de-convergncia-para-um.html' title='Ensaio - O processo de convergência para um equilíbrio walrasiano'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-7755394646385314158</id><published>2008-10-03T14:08:00.000-07:00</published><updated>2009-06-11T09:22:04.206-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Processo de mercado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coordenação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Macroeconomia'/><title type='text'>Ensaio - Três perspectivas dos problemas macroeconômicos</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; widows: 2; orphans: 2;" align="left"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[1]  Os problemas macroeconômicos são os problemas relacionados com os desajustamentos internos de um sistema econômico que aparecem nos agregados estatísticos. São problemas, segundo a maioria das teorias a respeito do temo, da ordem da coordenação dos planos dos agentes, ou seja, problemas que emergem no desequilíbrio do sistema econômico. Existem três perspectivas principais em relação a natureza dos problemas macroeconômicos. Primeiro temos a perspectiva neoclássica pura, representada por economistas como Lucas, essa perspectiva pode ser caracterizada pela expressão "equilíbrio sempre", que se foca nos problemas macroeconômicos por uma perspectiva completamente fundada na teoria microeconômica padrão. Temos também a perspectiva austríaca representada por economistas como o bom e velho Hayek, caracterizada pela expressão "tendências equilibrativas" e a terceira perspectiva dos keynesianos, que embora tenha várias fragmentações pode ser representada por economistas como James Tobin, Paul Krugman e até Milton Friedman. Essa perspectiva é caracterizada pela expressão "equilíbrio nunca" ou "desequilíbrio".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; widows: 2; orphans: 2;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; widows: 2; orphans: 2;" align="left"&gt;[2]  Na perspectiva neoclássica o mercado é visto como uma solução para um conjunto de equações simultâneas. Ou seja, temos agentes que maximizam a utilidade em relação a um sistema de preços e a partir disso escolhem quantidades para demandar e ofertar (nesse caso é quando a demanda é menor do que a dotação inicial do agente). Se assume que a totalidade das ofertas e procuras seja concluída com sucesso e, conseqüentemente, que o sistema esteja numa situação onde não existem expectativas frustradas e a totalidade dos planos de ação dos indivíduos é concluída com sucesso. Ou seja, os neoclássicos constroem um modelo que assume de antemão que temos plena coordenação dos planos dos indivíduos, já que se não temos plena coordenação é porque o vetor de preços não satisfaz as condições do sistema de equações simultâneas do modelo. Essa perspectiva teórica é chamada de "equilíbrio sempre" ("equilibrium always").&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; widows: 2; orphans: 2;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; widows: 2; orphans: 2;" align="left"&gt;[3]  Para os neoclássicos puros os problemas macroeconômicos sempre tem origem nos dados do mercado, já que como temos sempre plena coordenação dos planos dos agentes então fenômenos como o desemprego involuntário, que é definido como uma situação onde os agentes oferecem seu trabalho com a expectativa de que sua oferta seja aceita pelo mercado mas suas expectativas são frustradas e ele não consegue o que ele havia planejado conseguir, não podem existir pela própria solução das equações de sua teoria econômica. Isso significa que somente mudanças nos dados do mercado vão conseguir gerar flutuações macroeconômicas ao longo do tempo. A teoria de ciclos de negócios mais antiga que existe nessa linha é a teoria das manchas solares do Jevons. Segundo a teoria das manchas solares a variação na radiação solar que incide sobre a terra provoca variações na produtividade da agricultura causando flutuações sobre o nível geral da atividade econômica. As teorias mais modernas são similares a essa teoria, onde a principal diferença é o grau de sofisticação analítica.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; widows: 2; orphans: 2;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; widows: 2; orphans: 2;" align="left"&gt;[4]  Na perspectiva austriaca temos um mercado que funciona através da passagem do tempo. Os agentes vão descobrindo possibilidades de trocas mutuamente benéficas e vão realizando essas trocas. Logo se forma um sistema de preços para os bens transacionados no mercado e esse sistema de preços possuí discrepâncias. Ou seja, como os agentes não sabem que estão vendendo algo para alguem por um preço menor do que o preço que outros indivíduos em outra parte do mercado estão pagando para adquirir o mesmo bem. Empreendedores que descobrem essas discrepâncias no sistema de preços são os agentes que geram uma tendência equilibrativa no sistema econômico. Segundo essa perspectiva o equilíbrio é uma tendência que se manifesta no mercado com a passagem do tempo. Se assumirmos que os dados do mercado não sofram mudanças não antecipadas o sistema vai convergir para um equilíbrio walrasiano e a teoria econômica austriaca converge para a teoria neoclássica.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; widows: 2; orphans: 2;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; widows: 2; orphans: 2;" align="left"&gt;[5]  A teoria macroeconômica austriaca é baseada no processo de descolamento das expectativas dos agentes em relação aos dados subjacentes do mercado. Esse descolamento das expectativas ocorre quando temos uma expansão de crédito que artificialmente reduz a taxa de juros. Essa redução artificial na taxa de juros faz com que o mercado funcione como que se o volume de bens de capital disponíveis para serem investidos seja maior do que realmente é e do que os consumidores estejam dispostos a pagar com a redução no seu consumo. Os empreendedores então passam a agir como que se o sistema estivesse descolado da realidade e traçam planos de investimento onde a quantidade de bens de capital utilizados é maior do que a quantidade real. No final das contas os agentes acabam aprendendo que o crédito está sendo expandido e ajustam suas expectativas de aumento de preços, o que significa que as expectativas que estavam descoladas da realidade voltam a realidade e o processo de retorno a situação normal é chamado de crise econômica. É uma crise porque os agentes descobrem que estão mais pobres do que pensavam e isso significa que eles haviam traçado planos de ação levando em conta sua riqueza esperada, que se revelou ser superestimada. Recursos são desperdiçados e a descoberta desses malinvestimentos dos fatores de produção caraterizam a crise econômica. Nota-se que essa teoria começa com um mercado que está próximo do equilíbrio e que sofre uma expansão de crédito, que desajusta o sistema (o periodo de boom), os agentes então vão descobrir os desajustes (crise) e vão realocar os fatores para usos que satisfazem as preferências dos consumidores (recuperação), ou seja, é uma teoria de afastamento do equilíbrio onde que as expectativas dos agentes são puxadas de volta para as expectativas de equilíbrio devido ao funcionamento do processo de mercado.  Essa teoria é compatível com a teoria microeconômica austríaca mas não é compatível com a teoria microeconômica padrão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; widows: 2; orphans: 2;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; widows: 2; orphans: 2;" align="left"&gt;[6]  Já segundo a perspectiva Keynesiana os problema macroeconômicos são analisados através da ótica do desequilíbrio. Ou seja, se assume que os mercados não estão em equilíbrio (teoria neoclássica pura) e também se assume que o desequilíbrio é digamos assim, uma posição de equilíbrio, o que significa que o mercado não tende a convergir para o equilíbrio (teoria austríaca). Os economistas Keynesianos assumem que os preços são rígidos e analisam o mercado a partir de choques na demanda agregada causados por mudanças exógenas nas expectativas dos agentes, ou seja, mudanças que vem de fora do sistema econômico. Se os agentes tem expectativas negativas em relação ao futuro da economia eles vão reduzir seus gastos no presente, reduzindo a demanda agregada e gerando uma redução na produção real do sistema devido ao fato de que os preços não se ajustam em relação a essa contração na demanda agregada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;[7]  Eu considero esse tipo de análise bem fraca porque não é realístico supor que os mercados estão num “desequilíbrio de equilíbrio”. E embora a teoria novo clássica também seja irrealística ela pelo menos é compatível com os princípios lógicos da teoria econômica moderna. Já a teoria Keynesiana em sua versão mainstream é uma teoria dupla, que é compatível no chamado “longo prazo” com a teoria econômica padrão e incompatível no “curto prazo”. Onde a definição do que é exatamente longo prazo e curto prazo é um tanto indefinida. Na sua versão underground ou pós-keynesiana encontramos um tratamento mais consistente para as bases teóricas que suportam o edifício macroeconômico keynesiano. Mas essa corrente de seguidores do fantasma de Keynes comete erros graves no sentido de tratar os problemas causados pela descoordenação que existe devido a incerteza através da análise de agregados. Ou seja, os problemas macroeconômicos são refletidos nos agregados mas não são causados por alguma relação direta entre eles. Os problemas macroeconômicos como o desemprego involuntário são causados pela incapacidade dos indivíduos em antecipar perfeitamente as conseqüências de suas escolhas. E a força que reduz os erros de antecipação dos indivíduos é o processo de mercado analisado pela teoria austríaca.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-7755394646385314158?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/7755394646385314158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=7755394646385314158&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/7755394646385314158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/7755394646385314158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2008/10/trs-perspectivas-dos-problemas.html' title='Ensaio - Três perspectivas dos problemas macroeconômicos'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-1567104367531897527</id><published>2008-09-24T10:33:00.000-07:00</published><updated>2008-09-24T10:39:52.004-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciclos de Negócios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teoria Austriaca dos Ciclos de Negócios'/><title type='text'>Arranha-céus e ciclos de negócios</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/79/Burj_10_07_08_(cropped).JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/79/Burj_10_07_08_(cropped).JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Burj Dubai e a crise iminente: Uma forte correlação entre a construção de arranha-céus altissímos com ciclos de negócios faz sentido?&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma possível resposta está neste &lt;a href="http://mises.org/journals/qjae/pdf/qjae8_1_4.pdf"&gt;artigo do Mark Thornton&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-1567104367531897527?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/1567104367531897527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=1567104367531897527&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/1567104367531897527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/1567104367531897527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2008/09/arranha-cus-e-ciclos-de-negcios.html' title='Arranha-céus e ciclos de negócios'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-2191839037074557828</id><published>2008-09-16T15:56:00.001-07:00</published><updated>2009-03-05T09:04:28.805-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Processo de mercado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Descoberta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Juros'/><title type='text'>Ensáio - Falando sobre juros, parte 1</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;[1] A partir desse texto que posto no blog vou numerar os parágrafos para ajudar na organização.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Existem várias teorias para explicar a existência do fenômeno econômico conhecido como juros. Tanto que é um dos fenômenos que ainda dá muita dor de cabeça nos economistas, pois não existe uma teoria definitiva sobre a determinação da taxa de juros. Vou dar um &lt;i&gt;overview&lt;/i&gt; das principais teorias, e explicar mais detalhadamente a teoria austríaca, tanto a versão mais tradicional quando a moderna:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;[2] - A teoria convencional&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;A teoria convencional que explica o fenômeno dos juros invoca dois fatores para explicar a existência de juros: Preferências temporais e a produtividade do capital ao longo do tempo. A oferta de crédito é determinada pelas preferências temporais dos agentes, ou seja, eles poupam quando os juros são maiores do que o desconto intertemporal deles e consomem quando o contrário ocorre. O desconto intertemporal de cada um dos agentes juntos determinam a oferta de crédito no mercado, a demanda por crédito é determinada pela produtividade marginal do capital ao longo do tempo. Segundo essa teoria os bens de capital tem uma capacidade de gerar um fluxo de renda ao longo do tempo, posteriormente veremos que isso é a princípio falso, mas existe uma razão mais profunda que explica o papel da produtividade marginal do capital para influenciar os juros.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;[3] -A teoria da preferência temporal pura&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;A base da moderna teoria austríaca dos juros é a teoria de que o único determinante na taxa de juros são as diferenças nas preferências temporais dos agentes, quando agentes tem preferências temporais diferentes a possibilidade de ocorrer uma troca intertemporal mutuamente benéfica emerge. Essa é a teoria definitiva da determinação dos juros no equilíbrio, desenvolvida por Böhm-Bawerk no final do século XIX, é o que eu chamei de teoria austríaca tradicional porque foi a teoria usada pelos economistas da EA até a metade do século XX. E voltando a teoria: As trocas intertemporais mutuamente benéficas ocorrem já que o agente com preferências temporais mais voltadas para o futuro empresta para o agente com preferências temporais mais voltadas para o presente. Digamos, dois agentes, um com uma taxa de desconto intertemporal de 10% ao ano e outro com uma taxa de desconto intemporal de 4% ao ano, o segundo agente pode emprestar para o primeiro por uma taxa entre 4 e 10%, e temos uma transação mutuamente benéfica. No equilíbrio de mercado os juros são determinados pela oferta e procura por crédito, onde a oferta é determinada pelos indivíduos que estão dispostos a consumir mais no futuro e menos no presente em troca dos juros e onde a demanda é determinada pelos indivíduos que possuem preferências temporais mais voltadas para o presente.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;[4] Essa teoria é muito mais satisfatória do que a teoria convencional, porque a teoria convencional falha em explicar porque que o bem de capital produziria uma renda no tempo, ao invés de sua produtividade marginal ser o determinante do preço da mercado, ou seja, o bem de capital por sua natureza não gera um fluxo de renda ao longo do tempo, mas na verdade tem um valor monetário. Digamos, um bem de capital que produz 110 ano que vem, com juros de 10% ao ano vale hoje 100. Logo, se os juros de equilíbrio forem esses, então o preço do bem de capital será 100. Além disso, os salários do trabalhador também são pagos por mês ou por semana porque o trabalhador prefere receber o salário ao longo do tempo divido em pequenos pacotes do que fazer um contrato de trabalho de 5 anos e receber um cheque em 5 anos, com o valor do trabalho despendido ao longo do tempo corrigido com juros, ou realizar um contrato de trabalho pelos próximos 5 anos e receber tudo no primeiro dia de trabalho descontando os juros para cada mês ou semana trabalhados no futuro.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;[5] Uma boa maneira de se abstrair dos problemas analíticos existentes na análise da escolha intertemporal é analisar a determinação dos juros num equilíbrio geral onde todas as trocas são realizadas no tempo 0, ou seja, onde as escolhas de alocação do consumo e da produção ao longo do tempo são realizadas no tempo 0. Os preços dos bens produzidos no futuro nesse modelo são corrigidos pelos juros de equilíbrio, que é uma taxa uniforme por todo o mercado e resultado no equilíbrio completo no mercado de crédito. Assim podemos ver claramente que os bens de capital tem seu preço determinado pela sua produtividade futura descontada pelos juros, ou seja, a produtividade marginal do capital determina seu preço e não o fluxo de renda obtido com ele, o fluxo de renda é determinado pelo preço e pela taxa de juros, que independe da produtividade do capital.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;[6] E como Hayek colocou no seu Pure Theory of Capital, também é importante notar que num equilíbrio com acumulação de capital ao longo do tempo, ou seja, com progresso econômico, a taxa monetária de juros é maior do que seria num equilíbrio sem progresso econômico, mesmo com as preferências temporais idênticas nas duas situações. Isso ocorre porque a utilidade marginal da renda é menor quando um mesmo indivíduo tem maior renda em relação a uma situação com menor renda, e tudo mais constante. Numa situação onde a renda esperada sobe com o tempo, os indivíduos então vão decidir ofertar crédito no mercado só por uma taxa de juros maior do que ofertariam se sua renda não estivesse aumento, já que a utilidade marginal de 100 dólares em 5 anos é menor quando se tem renda de 4 mil dólares do que 2 mil dólares. Isso explica parte do fenômeno de elevação dos juros quando temos altas taxas de crescimento econômico.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;[7] - A teoria Keynesiana&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Na teoria Keynesiana os juros são um fenômeno monetário. Se não existisse moeda, não teríamos juros no sentido com que utilizamos essa palavra (segundo essa teoria, teríamos desconto intertemporal para cada um dos bens, devido a depreciação ou sua produtividade, mas não teríamos uma taxa de juros de mercado e preferências temporais não existem). Nota-se que num equilíbrio (equilíbrio no sentido definido pela teoria austríaca)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;[8] Os agentes demandam moeda porque eles preferem ter uma reserva de valor altamente liquido para gastar no que eles quiserem, já que existe incerteza em relação ao estado futuro do mercado, e essa incerteza gera uma demanda por liquidez por parte dos agentes, para ter sempre capacidade de realizar transações que não foram previamente antecipadas. Então os agentes só vão investir se o investimento compensa os custos de se perder liquidez, e o equilíbrio entre a rentabilidade dos investimentos e a preferência por liquidez determina os juros monetários de equilíbrio. Onde a preferência pela liquidez é o elemento que leva a existência dos juros monetários, sem preferência pela liquidez os agentes iriam investir tudo o que poupam e não acumulariam encaixes de moeda.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;[9] Eu considero essa teoria falaciosa, já que desconsidera totalmente o papel das preferências temporais e além disso, o grau de liquidez tem pouca ou nenhuma relação com a escolha do consumo presente ou consumo futuro. Na teoria econômica moderna a moeda não existe no equilíbrio, isso significa que se a teoria keynesiana dos juros for integrada na teoria ortodoxa temos como conclusão que num equilíbrio geral os juros não existem. Mas se os juros não existem, então produzir algo que será consumido daqui mil anos não faz diferença do que produzir algo que será consumido amanha, como é mais produtivo produzir a longo prazo no equilíbrio a produção tenderia a ser totalmente voltada para o futuro, o que significa que o consumo presente seria zero.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;[10] -A teoria Austríaca moderna: Preferência temporal pura no equilíbrio e processos equilibrativos&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;No equilíbrio os juros são determinados unicamente pelas preferências temporais dos indivíduos, num equilíbrio walrasiano os juros são iguais para todos os agentes e a oferta e demanda do crédito é equilibrada por esse preço dado. Mas no mundo real, que sempre está em desequilíbrio, os juros são influenciados até mesmo pela produtividade dos bens capital. Como assim? A teoria da preferência temporal pura está errada? Não! A teoria tradicional da preferência temporal pura só se aplica no equilíbrio, mas no mundo real que está em desequilíbrio os juros podem ficar num nível maior do que os juros que equilibram a oferta e procura por crédito no equilíbrio geral e maior de forma sustentada (o que, como veremos adiante, não ocorre se os juros ficam abaixo do valor de equilíbrio, nesse caso eles tendem a subir rapidamente).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;[11] Temos 3 agentes Y, X e E. Y tem uma taxa de desconto intertemporal de 5% e X, uma taxa de desconto intertemporal de 10%. Tanto X quanto Y possuem 1 unidade de valor no tempo presente (tempo 1). O agente E é um empreendedor puro. Então digamos que Y e X descobrem essa discrepância entre suas valorações (ou seja, X e Y foram dotados de capacidade de descoberta) e realizam uma troca intertemporal de 1 unidade de valor a uma taxa de, digamos, 8%, ou seja, 1 unidade de valor por 1,08 unidades de valor no futuro (digamos que o agente X tenha renda no tempo 2 para pagar 1,08). Assim sendo, digamos que o empreendedor puro, E, descobre que um bem de capital, cujo preço ofertado no mercado é 2, pode produzir um produto final no tempo 2 cujo preço é de 2,4, ou seja, existe uma possibilidade de lucrar 0,4 no futuro, se ele possuí uma taxa de desconto intemporal subjetiva de 10% o valor subjetivo presente do lucro é de 0,36. Mas digamos que o empreendedor não tenha cash no presente mas então ele descobre que as taxas de desconto intertemporais de X e Y são menores do que a margem de lucro dessa operação, então ele acaba demandando o crédito de X e Y por um valor de digamos, 15% de juros. Ou seja, ele pega 2 emprestados para investir naquele bem de capital e vende o produto do bem de capital por 2,4 no tempo 2, ele paga o empréstimo por 2,3 e lucra 0,1, cujo valor presente subjetivo é 0,09. Ou seja, a descoberta da possibilidade de que métodos de longo prazo de produção tem uma produtividade maior do que a esperada anteriormente faz com que a taxa de juros de mercado suba acima da taxa de juros de equilíbrio walrasiano. O que ocorre é que quem antes demandava crédito no mercado (X) agora vai ofertar crédito, ou seja, o crédito no desequilíbrio pode ser demandado não por pessoas que possuem uma preferência temporal voltada para o futuro, mas por empreendores que descobrem uma discrepância na estrutura intertemporal de preços. (nota-se que nesse modelinho tosco a relação entre oferta e procura não é muito “lisa”).  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;[12] Mas porque que essa oportunidade de lucro emerge? Num equilíbrio walrasiano onde a taxa de juros de equilíbrio é de uns 8%, o preço do bem de capital que era vendido por 2 no exemplo será no equilíbrio na verdade um valor aproximado de 2,22. Nesse caso não existe possibilidade de que a taxa de juros de mercado não seja determinada unicamente pelas preferências temporais dos indivíduos. Ou seja, numa situação de desequilíbrio a descoberta de discrepâncias de preços na estrutura intertemporal de produção leva a geração de uma tendência a elevação na demanda por crédito, o que leva ao aumento da taxa de juros acima do valor que ela teria num equilíbrio walrasiano. Nota-se que na teoria austriaca tradicional a taxa de juros no equilíbrio corresponde as discrepâncias no preço entre bens de capital e sua produção futura, já na teoria austriaca moderna, quando a percepção dos agentes em relação a produtividade dos bens de capital é imperfeita surge uma discrepância entre os preços dos bens de capital e o valor presente do produto marginal do capital, calculado a partir da taxa de juros de mercado, logo, a taxa de juros vai tender a subir para um valor acima do seu equilíbrio e a situação de mercado vai se aproximar não das situações descritas pela teoria austriaca tradicional mas da situação descrita pela teoria convencional que explica os juros como sendo determinados simultaneamente pelas preferências temporais e pela produtividade marginal do capital. Mas a diferença na teoria moderna é que a demanda por crédito é determinada pela discrepância entre o valor esperado pelo mercado da produtividade marginal do capital e o valor que os empreendedores descobrem que esse capital pode produzir.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;[13] E como fica uma situação onde surge uma tendência a redução na taxa de juros quando a produtividade de meios de curto prazo de produção é maior do que esperada pelo mercado? Embora essa situação seja hipoteticamente possível ela não ocorre na realidade porque na realidade a percepção imperfeita da produtividade da estrutura intertemporal de produção sempre ocorre em relação aos métodos de longo prazo devido ao fato de que os métodos de longo prazo são os métodos mais complexos, logo, mais complicados de serem compreendidos pelos agentes.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;[14] Nota-se então que existem duas forças que levam a taxa de juros acima do valor de uma taxa de juros que existiria num equilíbrio walrasiano sem processo de acumulação de capital: Primeiro devido a existência de acumulação de capital que mesmo num equilíbrio geral gera a tendência ao aumento na renda, o que, devido a utilidade marginal decrescente da renda, faz com que a taxa monetária de equilíbrio seja mais elevada. Além do caso mais interessante do processo de descoberta de discrepâncias na estrutura intertemporal de produção em relação a produtividade real dos processos de produção de longo prazo e o preço corrente dos bens de capital que podem ser utilizados nesses processos numa situação de desequilíbrio. Também é importante saber que esses dois fenômenos estão relacionados, já que devido ao progresso tecnológico (que é gerado pelo processo de descoberta espontânea que ocorre na mente dos empreendedores) os agentes esperam que sua renda se eleve no futuro, elevando a taxa nominal de juros no mercado além do fato de que a acumulação de capital gera conseqüências que não foram antecipadas pelos agentes, gerando discrepâncias na estrutura intertemporal de produção.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-2191839037074557828?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/2191839037074557828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=2191839037074557828&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/2191839037074557828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/2191839037074557828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2008/09/falando-sobre-juros-parte-1.html' title='Ensáio - Falando sobre juros, parte 1'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-209464217197326259</id><published>2008-08-17T10:24:00.000-07:00</published><updated>2009-06-11T09:23:55.983-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Processo de mercado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lucros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='problema do conhecimento'/><title type='text'>Ensaio - Quebrando as correntes walrasianas da economia moderna</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Quebrando as correntes walrasianas da economia moderna&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na economia moderna o uso de modelos para ajudar na compreensão teórica das bases da economia acabou gerando um problema gravíssimo, um problema que emergiu do paradigma ortodoxo devido a má interpretação do significado do equilíbrio walrasiano. E a subseqüente produção de modelos inseridos dentro da interpretação walrasiana da realidade acabou afastando a economia da realidade que ela se propõem a compreender.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Atualmente os modelos econômicos colocam os agentes dentro de um esquema de maximizar a utilidade a partir de certos parâmetros, definidos pelo modelo. Quando todos os agentes do modelo maximizam a utilidade, temos um equilíbrio, que é o resultado do modelo. Um grande problema desses modelos é que eles amarram as escolhas dos indivíduos aos parâmetros do modelo (um problema tão grave quanto a desconsideração dos processos equilibrativos para a relevância da análise em equilíbrio), o problema é que o funcionamento da realidade é completamente diferente devido a natureza não limitada dos parâmetros com que os indivíduos tem que lidar em seu processo de ação, ou seja, os modelos onde os indivíduos realizam trocas com relação a um sistema de preços já definido não tem nenhuma relação direta com a natureza do funcionamento dos processos econômicos da realidade. Esse problema, delimitação dos parâmetros que os indivíduos levam em conta nas suas escolhas, é causado pela análise de estados de equilíbrio, que por definição são estados onde os indivíduos já perceberam todos os parâmetros relevantes no seu processo de ação. Só que uma realidade em desequilíbrio, ou seja, uma realidade onde cada agente está em constante processo de formação de um quadro de parâmetros relevantes para suas escolhas, não pode ser analisada com o uso de modelos onde os agentes maximizam a utilidade em relação a alguns parâmetros dados no modelo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Um bom exemplo, no modelo neoclássico de monopólio, temos um agente que possuí todos os bens de um determinado tipo, e oferta esses bens no mercado. O modelo chega a um resultado sub ótimo, mas como será explicado posteriormente, esse resultado é sub ótimo justamente devido a natureza “coerciva” dos parâmetros (forçando os agentes agirem de uma forma que eles não agiriam no ambiente onde as escolhas possíveis não são limitadas pelos pressupostos do modelo).  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O modelo assume que:  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;1- O agente que oferta os bens determina o preço através da quantidade ofertada.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;2- Os agentes que demandam o bem ofertado são tomadores de preço.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;3- O monopolista cobra um preço uniforme.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;4- Todos os agentes maximizam a utilidade em relação aos parâmetros colocados, o monopolista coloca um preço tal que sua utilidade seja maximizada e oferta seu estoque no mercado sempre consciente dos efeitos da variação da oferta no preço.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O modelo chega a conclusão que a alocação do bem monopolizado é ineficiente porque o monopolista escolhe ofertar uma quantidade menor do que ele estaria disposto a ofertar no preço estabelecido num equilíbrio competitivo porque dessa forma ele consegue um preço maior, devido a elasticidade imperfeita da curva da demanda, e consegue um resultado melhor para ele, embora seja um resultado ineficiente, porque existem indivíduos que estão dispostos a pagar um valor maior do que a valoração que o monopolista atribui ao bem que ele monopoliza.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O elemento mais importante que notamos na construção desse modelo, e na construção de todos os outros modelos que existem hoje, é sua natureza “delimitada”, ou seja, os agentes tem sua capacidade de ação amarrada pelos parâmetros iniciais do modelo. No caso desse modelo de monopólio, a alocação se torna ineficiente porque o monopolista não tem liberdade de discriminar preços, ou porque os consumidores não tem liberdade de barganhar com o monopolista e também porque não existe a possibilidade de entrada de outras firmas. Se tirarmos qualquer uma dessas amarras do modelo, a alocação se torna eficiente. O problema da economia matemática não é construir modelos com amarras realísticas no sentido que são parâmetros verificados empiricamente (como a justificativa empírica para o modelo de monopólio: as grandes empresas geralmente colocam um preço nos seus produtos, e os consumidores agem como tomadores de preços, e geralmente não ocorre discriminação de preços), mas é na verdade a falta de entendimento da natureza dos problemas que devem ser enfrentados pela ciência econômica, ou seja, se deve construir um modelo que explique da onde que vêm as “amarras”, ou seja, como que os preços emergem, como que o comportamento tomador de preços emerge, porque os agentes são tomadores de preços ou price makers, porque o equilíbrio tende a ser alcançado (nesse caso a maioria dos modelos simplesmente assumem o equilíbrio), etc.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Nota-se que a economia ortodoxa é apenas um conjunto de princípios para a construção de modelos. Ela não é uma teoria unificada, na verdade é um arsenal de teorias variadas, onde cada uma pode ser interpretada como sendo a realidade. E como existem modelos onde o mercado seja eficiente e modelos onde o mercado seja ineficiente, temos modelos para todos os gostos ideológicos. Se você é um economista intervencionista, temos modelos de concorrência imperfeita, modelos com externalidades, bens públicos, e etc, que justificam as intervenções que você defende. Já se você é liberal, temos modelos como concorrência perfeita, concorrência de bertrand, mercados contestáveis, teorema de coase, e etc, onde o mercado é eficiente, servindo de justificativa para defender a menor intervenção estatal. O problema é que temos que descobrir se esses modelos estão corretos ou não (no sentido que explicam adequadamente a realidade), e não iremos descobrir se eles podem explicar a realidade se não compreendermos a essência dos problemas econômicos. E a essência dos problemas econômicos está na formulação de uma teoria que explique a emergência dos parâmetros que os modelos matemáticos dão como dado.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Existe uma teoria que consegue explicar de forma bem sucedida o processo de formação dos parâmetros que os agentes individuais devem levar em consideração quando formulam seus planos de ação. Ou seja, é uma teoria que serve de base para a construção de uma visão da realidade, uma teoria econômica unificada. É uma teoria que explica o processo de formação de tendências equilibrativas, explicando a formação de preços, contratos e etc, que servem de base para explicar como que um equilíbrio geral walrasiano tenderia a emergir da economia do mundo real. Essa é a teoria de processo de mercado, desenvolvida em sua forma atual por Kirzner. É impossível para alguém que conheça bem a teoria de processo de mercado não compreender as implicações titânicas dela para toda a ciência econômica.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Eficiência e amarras no equilíbrio&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na teoria ortodoxa temos modelos que chegam a equilíbrios eficientes, e modelos que chegam a equilíbrios ineficientes. Eu argumentarei que pela teoria de processo de mercado, todo equilíbrio é perfeitamente eficiente, se não é perfeitamente eficiente, então não é um equilíbrio. Por que? Para os economistas da EA o termo equilíbrio tem um significado bem preciso, significa uma situação onde todos os agentes já descobriram a totalidade das implicações e significa da estrutura das informações relevantes para a formulação de planos de ação, ou seja, onde todos os agentes já formularam planos de ação que não serão modificados com a passagem do tempo, porque os agentes não vão descobrir erros nesses planos com a passagem do tempo. Nessa situação os agentes já tem uma percepção perfeita de tudo o que eles podem fazer para passar de um estado menos satisfatório para um estado mais satisfatório. Então eles maximizam a utilidade com base em tudo que podem fazer, dado tudo o que os outros agentes já fizeram. Para organizar melhor as idéias:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Numa situação com essas 2:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;1- Temos um mercado, o que significa que temos propriedade privada e liberdade de contrato. Um agente não pode agir e reduzir o nível de satisfação de outro agente diretamente, já que isso implica em agressão (mas pode deixar de melhorar o nível de satisfação de outro agente, digamos, se num caso de 3 pessoas, desses, dois realizam uma troca, mas no dia seguinte o terceiro oferece termos de troca melhores para um dos dois, o outro dos dois fica numa situação pior do que estaría se a troca não fosse alterada, mas é claro que ele não é agredido).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;2 – Os agentes que povoam o mercado maximizam a utilidade (ou seja, formulam planos de ação que não precisarão ser modificados durante o processo de ação, o que é a definição de equilíbrio).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Logo: Temos uma alocação pareto eficiente, porque se tivermos uma alocação que não é pareto eficiente temos uma situação onde pelo menos 2 agentes poderiam realizar uma troca mutuamente benéfica, o que significa que os agentes não estão numa situação onde maximizam a utilidade, já que qualquer agente pode traçar um plano onde ele se aproveita dessa troca potencial não realizada para obter lucros. Como? Se existe uma alocação ineficiente, existe pelo menos uma diferença entre a valoração de um bem em relação a outro bem para um agente em relação a valoração de algum outro agente em relação a esse dois bens  (diferença na taxa marginal de substituição), o que significa que existe a possibilidade de um empreendedor extrair essa diferença realizando duas transações a preços diferentes, desde que os preços sejam atrativos o suficiente para que os agentes proprietários dos bens aceitem as condições de troca (isso ocorre quando o preço ofertado é pelo menos um infinitesimal maior do que a valoração relativa do bem pelo agente). Nota-se que essa teoria implica numa situação de mercado onde se um agente consegue formular um plano de ação que esgota as suas possibilidades de melhora (plano de equilíbrio), então as possibilidades de melhora de todos os outros agentes também estão esgotadas, isso significa que se um agente atinge o equilíbrio, todos os agentes atingem o equilíbrio.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A propriedade fundamental da economia de mercado é que qualquer descoordenação dos planos de ação de algum agente representa uma possibilidade de ganho não só para aquele agente, mas para todos os agentes na forma de lucro potencial. Ou seja, as discrepâncias do sistema de preços representam o meio pela qual qualquer agente pode corrigir a descoordenação dos planos de qualquer agente. O mercado combina as capacidades de percepção dos dados do mercado de todos os agentes, e essa combinação da capacidade de percepção permite que existam tendências equilibrativas robustas no sistema econômico, ou seja, que existam tendências sistemáticas robustas na direção de uma maior coordenação dos planos dos agentes.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Claro que a realidade nunca está em equilíbrio e por isso que os mercados do mundo real nunca são perfeitamente eficientes. Mas é exatamente por isso que os defensores da teoria de processo de mercado argumentam que a intervenção estatal tende a ser prejudicial. Se temos uma ineficiência, então empreendedores podem descobrir essa ineficiência e corrigi-la. Por isso que a criação de impostos sobre lucros sempre vai reduzir a intensidade das forças equilibrativas do mercado. Na verdade esse é possivelmente o tipo de imposto mais danoso ao sistema econômico, já que reduz a capacidade do mercado em descobrir e realizar as possibilidades de trocas mutuamente benéficas ainda não exploradas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Então a teoria austríaca, já que lida com a natureza do conhecimento e suas implicações para o ciência econômica, consegue mostrar que o que realmente importa não são as conseqüências de  um sistema de incentivos de qualquer tipo de organização, mas sim o processo de descoberta de meios de gerar incentivos que levem a uma situação mais satisfatória do que a anterior. O mercado é um processo de geração de estruturas de incentivos melhores do que as anteriores, não é "uma" estrutura de incentivos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-209464217197326259?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/209464217197326259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=209464217197326259&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/209464217197326259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/209464217197326259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2008/08/quebrando-as-correntes-walrasianas-da.html' title='Ensaio - Quebrando as correntes walrasianas da economia moderna'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-8702015733825312736</id><published>2008-08-08T09:35:00.000-07:00</published><updated>2009-06-11T09:23:44.249-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eficiência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sistema de preços'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Informação dispersa'/><title type='text'>Ensaio - Sobre a teoria informacional de Stiglitz e sua interpretação incorreta de Hayek</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Stiglitz e outros economistas menos conhecidos desenvolveram uma teoria informacional a partir da década de 70 que se tornou a teoria padrão da informação para o mainstream atual. Nessa teoria informacional temos modelos que buscam formalizar matematicamente as contribuições de Hayek para a economia da informação. O problema é que, segundo os atuais seguidores de Hayek, a tentativa formalização dos &lt;i&gt;insights &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;que ele desenvolveu levou a extração&lt;/span&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;do que é mais importante na teoria hayekiana do conhecimento, tornando a interpretação formal da teoria de Hayek vazia, isso ocorreu devido ao molde teórico do mainstream, que não permite que a racionalidade neoclássica seja transcendida pelos agentes econômicos através da passagem do tempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O exemplo, que carateriza a contribuição mais importante de Hayek onde houve tentativa de formalização é a seguinte: Hayek disse que os preços servem como transmissores de informação, no sentido que eles refletem o nível de escassez dos vários bens e servidos vendidos no sistema econômico. Dessa maneira os agentes não precisam conhecer os bens que os outros agentes possuem, mas apenas o sistema de preços da economia, para conseguir ajustar suas ações em relação as ações dos outros agentes. Tanto que na teoria de equilíbrio geral os agentes só precisam conhecer os preços e ajustar seu plano de ação em relação ao sistema de preços, que temos uma perfeita coordenação dos planos de todos os agentes econômicos, com suas conseqüentes  características de eficiência ótima na alocação dos fatores.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na economia informacional moderna a informação é tratada como sendo um bem como qualquer outro. Problemas informacionais são causados pela escassez de informação, devido ao custo de coleta por informação. Ou seja, os agentes racionais sabem que precisam de informação para fazer suas escolhas, dessa forma eles coletam informação através da alocação de tempo de trabalho para a busca por informação. A quantidade de informação produzida é determinada pela relação entre o custo marginal da coleta de informação e pelo benefício marginal da informação coletada. O agente vai coletar informação até que o custo marginal se iguale ao benefício marginal da informação coletada. O sistema de preços funciona como um mecanismo de transmissão de informação, que economiza os custos de coleta de informação por parte dos agentes. Se temos preços de equilíbrio competitivo, então temos uma situação onde os agentes não precisam coletar informação sobre os bens e preferências dos outros agentes, porque o sistema de preços transmite toda informação relevante. Assim se minimizam os custos informacionais. Essa foi a interpretação de alguns economistas do mainstream para o argumento de Mises e Hayek sobre a importância do sistema de preços no debate do calculo econômico. Foi interpretado que Mises e Hayek disseram que como o sistema de preços não existe no socialismo, o socialismo não funcionaria devido aos imensos custos informacionais que emergiriam numa economia sem preços.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas Stiglitz argumentou que como a informação tem um custo e como o sistema de preços não vem do nada, mas é produzido pela forças de oferta e demanda gerada pelos agentes econômicos, então temos o seguinte problema: Digamos que um certo investimento num ativo qualquer tenha retorno r, e temos um parâmetro que determina a rentabilidade do investimento e que pode ser conhecido, n. O parâmetro n pode ser conhecido por um certo custo. O preço do ativo com retorno r no mercado depende da informação que os agentes tem em relação ao valor de r, já que se nenhum agente conhece o valor de r, então o preço do ativo se torna muito menor do que o retorno que ele pode proporcionar, o que incentiva a busca pela informação que informa o retorno que pode ser obtido do investimento. Se alguns agentes sabem que o ativo tem o retorno r, eles vão demandar o ativo se o seu preço for menor que o preço que ocorreria com informação perfeita. Quanto mais agentes souberem do valor de n, mais próximo o valor do ativo se aproximará de seu valor de mercado com informação abundante (sem custo). Como a busca pela informação é custosa o preço do ativo no equilíbrio não vai se igualar ao preço que ele teria se a informação fosse perfeita. No modelo alguns agentes acabam coletando informação e outros agentes não, já que no equilíbrio o custo da coleta da informação de n é igual a diferença de preço do ativo no mercado e de sua rentabilidade. Os preços então não transmitem informação de forma perfeita, já que a informação tem um custo de coleta devido a sua escassez. E como a informação abundante não precisa de um sistema de preços o sistema de preços é considerado imperfeito. Além disso, como os agentes não tem um custo de utilizar o sistema de preços, enquanto que os agentes coletores de informação em relação a n tem o custo de coleta, os agentes que utilizam o preço do ativo para se coordenar estão sendo free riders dos coletores, que fazem os preços ficarem onde estão. Ou seja, nesse teoria a coleta de informação gera uma externalidade positiva devido ao sistema de preços. Logo menos informação é coletada do que seria ótimo, e o sistema de preços deixa de funcionar de forma perfeita. Logo o livre mercado também sofre de problemas informacionais como o socialismo, embora de menor intensidade, e o sistema ideal seria um mercado regulado, onde a ação estatal resolveria problemas gerados pela informação imperfeita, nesse caso o estado poderia coletar a informação sobre o retorno de n e revelar esse dado no mercado, fazendo com que os preços passem e refletir a rentabilidade r com perfeição, já que os agentes individuais jamais iriam revelar a informação sobre n, porque iriam perder a possibilidade de lucrar com ela, explorando a diferença entre a rentabilidade do ativo e seu preço. A revelação de n no mercado iria provocar um ajuste automático do preço do ativo com relação a sua rentabilidade.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Essa teoria defendida por Stiglitz possuí vários problemas, tanto se for analisada do ponto de vista neoclássico ou mesmo austríaco. Além de ignorar o fato de que os planejadores do estado, que supostamente iriam resolver os problemas gerados pela informação imperfeita, não são seres que agem com o único objetivo de maximizar a eficiência do sistema econômico mas também respondem a incentivos, e como a teoria da escolha publica mostra, o estado raramente (ou mesmo nunca) possuí incentivos para agir de forma a melhorar a eficiência do mercado.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Podemos criticar essa teoria de falha de mercado utilizando 3 argumentos separados e cada um é forte o suficiente para derrubar a teoria. Primeiro a objeção que pode ser feita a partir da perspectiva do mainstream: Os agentes demandam que o sistema de preços reflitam os dados do mercado. Logo eles estão dispostos a pagar pelo serviço dos agentes que geram a externalidade positiva que é gerada pela coleta da informação n, ou seja, não temos externalidade gerada na coleta da informação sobre a rentabilidade do ativo porque os agentes que coletam essa informação são pagos pelos outros agentes para que eles façam com que o sistema de preços reflita os dados do mercado. Ou seja, através da liberdade de contrato, transações são realizadas até que os agentes chegam numa alocação eficiente. Esse é o argumento neoclássico para o desenvolvimento de uma teoria do empreendedorismo baseada puramente na teoria ortodoxa. O empreendedor é justamente o agente coletor de informação que é pago pelos outros agentes para coletar a informação e transmiti-la através do sistema de preços.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas além desse argumento neoclássico podemos aprofundar a critica a teoria informação a partir do genuíno entendimento do problema do conhecimento formulado por Hayek. Como Hayek demonstra, o problema do conhecimento não é causado pela escassez de informação, ou seja, não é um problema gerado pelos custos de informação. Mas é na verdade um problema gerado pela natureza diferenciada do conhecimento estrutural em relação aos bens (o que incluí o conhecimento paramétrico). A relação entre os custos e os benefícios das escolhas que os agentes tomam só está definida quando os agentes tem conhecimento perfeito das estrutura dos problemas com que eles estão lidando. Ou seja, se os agentes conhecem a estrutura do problema, mesmo que não conheçam o valor preciso de seus parâmetros, os agentes conseguem maximizar a utilidade, e assim o sistema consegue atingir o equilíbrio, logo, os sistema sempre alcança um resultado ótimo se contabilizarmos os custos de transação e informação no mercado. Resultados de mercado sub ótimos só podem ser atingidos se os agentes falham em maximizar a utilidade. A teoria econômica desenvolvida em parte por Hayek lida justamente com essas situações de desequilíbrio. Por exemplo, no caso do ativo no modelo, se existe uma informação n que informa a rentabilidade do ativo, então o problema está no fato dos agentes não perceberem a existência da possibilidade de coleta dessa informação, ou seja, está no desconhecimento da estrutura do problema com que eles estão lidando. Se algum agente descobrir que pode coletar a informação n e lucrar com isso, então esse agente que descobriu a existência da informação que é o empreendedor e não os agentes que possuem vantagem comparativa no trabalho de coleta de informação.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ou seja, o modelo é também refutado pela inexistência do conhecimento da existência de informação em relação parâmetro n, que é o verdadeiro problema, e não a minimização dos custos de coleta da informação sobre o parâmetro. O segundo problema é resolvido através de transações, que vão ocorrer se algum agente perceber a existência da informação em primeiro lugar. O terceiro problema reflete a falta de entendimento do processo de determinação dos preços, que é o mesmo problema que as teorias de concorrência imperfeita sofrem, o problema é que se um agente percebe a existência de uma possibilidade de lucro devido a informação assimétrica (na verdade conhecimento estrutural assimétrico) a exploração dessa possibilidade de lucro não implica em ineficiência. Ou seja, pela teoria convencional a existência de transações onde temos uma diferença de preço de um mesmo bem em diferentes partes do mercado é reflexo de uma situação ineficiente, porque uma situação eficiente iria liquidar a existência de transações com preços diferentes para um mesmo bem. Por exemplo, se temos uma possibilidade de lucro que emerge da diferença de preço entre um bem que é vendido por x num local e por x+y em outro local, então a plena eficiência é alcançada quando os agentes demandam o bem elevando o preço no primeiro local e ofertam o bem no segundo local, até que o preço do bem no primeiro local iguale o preço do bem no segundo local. Se transações são efetuadas com lucros puros então nós temos ineficiência.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na verdade essa noção de eficiência está errada, devido a incapacidade dos economistas ortodoxos de perceberem que o processo de ajuste de preços em relação a oferta e a demanda não é um processo automático, mas sim um processo que ocorre devido a mudança de expectativas por parte dos compradores e vendedores dos bens dos preços que os agentes vão aceitar nas transações. E se assumirmos que apenas os empreendedores são alertas, temos então uma situação onde a compra de bens pelo preço x num mercado e a venda desses bens pelo preço x+y no outro mercado é eficiente, porque todas as transações mutuamente benéficas são realizadas e as possibilidades de lucro foram esgotadas (ocorreram transações lucrativas, mas não existem mais transações lucrativas não exploradas no mercado). Um exemplo ajudaria a compreender melhor o argumento:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Temos 3 agentes, A, B e o empreendedor puro, o agente A possuí 1y e o agente B possuí 5x. O agente A valora o y em 2x e o agente B valora y em 5x. Se o empreendedor puro descobre as preferências e bens dos agentes A e B, ou mais precisamente, se descobre a relevância da informação sobre as preferências e bens dos agentes A e B (assumindo que após a descoberta da relevância dessa informação o processo de coleta seja grátis, ou seja, assumimos que a informação não é escassa) para a formulação de um plano de ação que possibilite que ele consiga maximizar sua utilidade com relação aos dados e a situação presente do modelo (os parâmetros que um determinado agente precisa perceber como relevantes na formulação de seu plano de ação são determinados pelos parâmetros que os outros agentes ainda não perceberam, no caso os outros agentes não perceberam nada, logo é relevante para o empreendedor puro que ele perceba todos os dados do modelo), então o empreendedor puro vai agir de modo a explorar essa possibilidade lucrativa, ele vai comprar y de A por pelo menos 2x e vender o y para B por até 5x, ou seja, o empreendedor puro vai explorar uma possibilidade de lucro com potencial total de 3x. A e B vão aceitar trocar pelos termos oferecidos pelo empreendedor porque eles não perceberam a existência dos parâmetros estruturais do modelo relevantes para o processo de formulação de seus planos de ação como o empreendedor percebeu, ou seja, o empreendedor que determina os preços devido a sua capacidade de perceber possibilidades de trocas que ainda não foram percebidas. Nota-se que nesse caso temos um resultado eficiente já que as possibilidades de ganho mutua foram esgotados no modelo e o empreendedor puro teve lucro, na verdade foi o maior beneficiário das transações (já que foi ele que descobriu a possibilidade de ganho com as transações). A e B são passivos no modelo e não conseguem agir (no sentido de perceber com a passagem do tempo que podem passar de um estado de menor satisfação para um estado de maior satisfação) porque não são alertas, já o empreendedor é alerta. Se ninguém é alerta o sistema econômico não apresenta tendências equilibrativas.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;No mundo real o processo de ajuste de preços pela oferta e a procura é efetuado através do processo de evolução da percepção dos agentes com relação aos parâmetros da realidade que são relevantes para o processo de formulação de planos de ação desses agentes. A teoria ortodoxa falha em compreender a natureza subjetiva do processo de ajuste de preços no mercado e por isso falha em perceber que uma possibilidade de lucro ainda não explorada não precisa se dissolver, ou seja, os preços de um mesmo bem em duas ou mais transações diferentes não precisam se igualar para que tenhamos uma alocação eficiente. No caso do problema que estamos lidando os preços de mercado não precisam se igualar ao preços de equilíbrio competitivo para que tenhamos uma transmissão de informação, mas na verdade é o fato de existirem discrepâncias nos preços de mercado que a capacidade de percepção de informação estrutural dos agentes é utilizada para gerar tendências equilibrativas no sistema econômico. Ou seja, é o fato do sistema de preços ser imperfeito que leva a geração de tendências para a correção das alocações ineficientes do mercado. O sistema de preços tem como função permitir o funcionamento de uma divisão intelectual do processo de descoberta por parte dos agentes. Embora Hayek nunca tivesse afirmado que a função do sistema de preços era reduzir os custos de transmissão da informação (mas sim tornar relevante para todos os agentes a percepção da existência de informação ainda não coletada para realização de transações mutuamente benéficas) suas idéias foram mal compreendidas a ponto da maioria dos economistas imaginarem que a contribuição de Hayek para a economia informacional era justamente essa.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-8702015733825312736?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/8702015733825312736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=8702015733825312736&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/8702015733825312736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/8702015733825312736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2008/08/sobre-teoria-informacional-de-stiglitz.html' title='Ensaio - Sobre a teoria informacional de Stiglitz e sua interpretação incorreta de Hayek'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-1694843214785940307</id><published>2008-08-05T08:44:00.000-07:00</published><updated>2008-08-05T09:10:26.834-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teoria dos Jogos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Processo  de mercado'/><title type='text'>Processo de mercado fora da EA</title><content type='html'>Embora apenas a EA estude o processo de mercado de forma sistemática no sentido de construir toda uma teoria econômica baseada em processos que ocorrem no desequilíbrio, os economistas do mainstream mais espertos já perceberam que assumir o equilíbrio como dado (como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;resultado&lt;/span&gt; dos modelos) não é uma hipótese muito inteligente. Assim existem hoje muitos economistas que estão trabalhando em modelos matemáticos que expliquem processos equilibrativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou pesquisando teorias que estudam o processo equilibrativo (que tende a levar o sistema para o equilíbrio) desenvolvidas por economistas do mainstream. O campo de processos equilibrativos é ignorado pela esmagadora maioria dos economistas, já que eles não percebem que os problemas econômicos que emergem do desequilíbrio são os principais problemas que a economia tem que compreender. O mainstream de hoje é composto por duas teorias, a teoria dos jogos e teoria de equilíbrio geral, então os economistas neoclássicos tem que desenvolver teorias de processo equilibrativo dentro desses dois moldes teóricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Dentro do desenvolvimento de teorias de processo equilibrativo no equilíbrio geral temos o livro &lt;a href="http://www.cambridge.org/catalogue/catalogue.asp?isbn=9780521242646"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Disequilibrium Foundations of Equilibrium Economics.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resumo do livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"The most common mode of analysis in economic theory is to assume equilibrium. Yet, without a proper theory of how economies behave in disequilibrium, there is no foundation for such a practice. The necessary step in proposing a foundation is the formulation of a theory of stability, and Professor Fisher is primarily concerned with this subject, although disequilibrium behavior itself is analyzed. The author first undertakes a review of the existing literature on the stability of general equilibrium. He then proposes a more satisfactory general model in which agents realize their state of disequilibrium and act on arbitrage opportunities. The interrelated topics of the role of money, the nature of quantity constraints, and the optimal behaviour of arbitraging agents are extensively treated."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dentro da teoria dos jogos temos uma vasta literatura dentro da chamada teoria evolucionária dos jogos. Por exemplo, o livro &lt;a href="http://mitpress.mit.edu/catalog/item/default.asp?ttype=2&amp;amp;tid=7057"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;The Theory of Learning in Games.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resumo desse livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="bodycopy"&gt;"In economics, most noncooperative game theory has focused on equilibrium in games, especially Nash equilibrium and its refinements. The traditional explanation for when and why equilibrium arises is that it results from analysis and introspection by the players in a situation where the rules of the game, the rationality of the players, and the players' payoff functions are all common knowledge. Both conceptually and empirically, this theory has many problems.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In &lt;i&gt;The Theory of Learning in Games&lt;/i&gt; Drew Fudenberg and David Levine develop an alternative explanation that equilibrium arises as the long-run outcome of a process in which less than fully rational players grope for optimality over time. The models they explore provide a foundation for equilibrium theory and suggest useful ways for economists to evaluate and modify traditional equilibrium concepts."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-1694843214785940307?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/1694843214785940307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=1694843214785940307&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/1694843214785940307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/1694843214785940307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2008/08/processo-de-mercado-fora-da-ea.html' title='Processo de mercado fora da EA'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-1913702566698947327</id><published>2008-07-25T13:19:00.000-07:00</published><updated>2009-06-11T09:23:32.670-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Processo de mercado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Descoberta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Equilibrativo'/><title type='text'>Ensaio - Falando sobre descoberta espontânea na teoria econômica</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="font-style: normal; widows: 2; orphans: 2;" align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;O significado da Descoberta Espontânea&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos princípios básicos da teoria austríaca moderna é o princípio da descoberta espontânea. É basicamente o aparecimento não antecipado de elementos econômicos relevantes para a formulação de escolhas na mente do agente, elementos que anteriormente não haviam sido percebidos. A descoberta desses elementos não é previamente antecipada e por causa disso o agente não havia percebido anteriormente a relevância desses elementos para seu processo de ação, ou seja, esses elementos passam a existir do ponto de vista econômico para o agente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na teoria neoclássica, que compõem a base da teoria econômica do mainstream, não existe descoberta espontânea, o dados com que o agente ajusta seu plano de ação (suas escolhas) são "dados" e o foco está nas escolhas a partir desses dados e não no processo de formação ou determinação dos dados. A economia neoclássica lida com informação, mas é um tipo diferente de informação do tipo que Hayek fala nos seus escritos, o tipo de informação que a economia neoclássica lida é o tipo que pode ser coletado, ou seja, produzido por um custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descoberta espontânea não deve ser confundida com a coleta de informação. Na coleta de informação o agente coleta informações até que o benefício marginal derivado da informação coletada iguale ao custo marginal da coleta de informação. O agente planeja coletar informação antes de possuir essa informação, ou seja, antes de saber de algo o agente sabe que não sabe de algo e sabe que esse algo é importante para que ele consiga agir de forma otimizada, ou seja de forma racional. Do ponto de vista da teoria neoclássica a descoberta espontânea, ou seja, a descoberta não antecipada, viola a hipótese da racionalidade, tornando a teoria austríaca irrelevante ou segundo alguns economistas neoclássicos que leram o livro Competition and Entrepreneurship, e que concederam que a descoberta espontânea existe e faz parte significativa do processo de crescimento econômico mas que ela está fora do âmbito da ciência econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a descoberta espontânea não está fora do âmbito da ciência econômica. Na verdade ela é um dos pontos centrais de estudo da economia. Os processos de formação de preços, de competição, de inflação, deflação, ciclos de negócios e a impossibilidade da existência do socialismo são problemas que não existem para a teoria neoclássica pura. Por exemplo, a moeda não existe no modelo que sintetiza a teoria neoclássica em sua forma pura, o modelo de equilíbrio geral, e conseqüentemente a inflação, a deflação e o ciclo de negócios não existem no modelo de equilíbrio geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria austríaca assume os seguintes pressupostos em relação a descoberta espontânea:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O agente não tem o conhecimento necessário para maximizar sua utilidade, ou seja, além de não ter informação perfeita ele não tem conhecimento perfeito do domínio da incerteza, ou seja, da informação que ele precisa para agir de forma ótima. Em outras palavras, mesmo se contabilizando o custo da coleta de informação o agente falha em agir de forma a maximizar a utilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O agente exibe a tendência à descobrir o que ele precisa saber para maximizar a utilidade com a passagem do tempo. Ou seja, com a passagem do tempo a teoria austríaca converge para a teoria neoclássica. Tanto que alguns economistas apelidaram a teoria austríaca de "a economia do tempo e da ignorância".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se assumirmos que os dados do mercado estão fixos, os agentes gradualmente vão descobrir esses dados e o sistema econômico vai tender ao equilíbrio geral, com todas as suas características (mercados futuros, alocação ótima dos fatores, inexistência de moeda). Como os dados do mercado nunca são fixos, mas sim estão em constante mudança devido justamente a ação dos agentes que falharam em levar em conta os efeitos que elas tem sobre os dados do mercado, justamente porque eles tem uma percepção imperfeita desses dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A descoberta espontânea e a busca consciente por informação (coleta de informação, ou produção de informação) existem de forma misturada na realidade. Ou seja, no mundo real o aprendizado sempre tem uma dimensão de busca consciente por informação e uma dimensão de geração não antecipada de informação. Alguns economistas criticaram o conceito de descoberta espontânea se baseando em exemplos onde o agente planeja a probabilidade que ele vai ter de descobrir algo, ou seja a descoberta espontânea não é realmente espontânea e conseqüentemente a teoria austríaca falha em quebrar a caixa walrasiana. Por exemplo, se tu andar na rua a chance de descobrir um produto a venda que tu queira comprar é maior do que se tu tivesse ficado em casa. Ou seja, os agentes antecipam as descobertas que eles farão. Mas na realidade a descoberta espontânea e a descoberta planejada existem em forma misturada e por essa razão é impossível formular um exemplo de descoberta espontânea pura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto a informação subjetiva e a informação objetiva são importantes para a teoria econômica. Embora a informação subjetiva tenha um impacto muito maior sobre a econômica porque ela viola os princípios básicos da teoria neoclássica (ou seja, quebra a caixa walrasiana e permite que fenômenos impossíveis para agentes neoclássicos ocorram). Na teoria austríaca o processo de aprendizagem ocorre da seguinte forma: Os agentes gradualmente percebem o que eles precisam saber para que possam agir com sucesso, então eles traçam um plano de coleta dessa informação que foi percebida como relevante, com o processo de coleta de informação o agente aprende não somente o que ele esperava aprender mas também informação não esperada, ou seja, descoberta espontaneamente, essa informação inesperada acaba gerando outro plano de coleta de informações. E é basicamente assim que o processo de mercado funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os dados do mercado fossem fixos o que ainda não foi percebido no presente iria se esgotar com a passagem do tempo, então teríamos a convergência para o equilíbrio geral e a teoria neoclássica serviria de aproximação realidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-1913702566698947327?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/1913702566698947327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=1913702566698947327&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/1913702566698947327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/1913702566698947327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2008/07/falando-sobre-descoberta-espontnea-na.html' title='Ensaio - Falando sobre descoberta espontânea na teoria econômica'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-7553369521134358438</id><published>2008-07-21T14:50:00.000-07:00</published><updated>2008-07-28T15:39:07.425-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Friedrich A .Hayek'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ordem espontânea'/><title type='text'>Citação semi aleatória de Hayek</title><content type='html'>Estou lendo The Constitution of Liberty, vol. 1, onde me deparei com um paragráfo muito interessante sobre a defesa da liberdade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"The preservation of a free sistem is so difficult precisely because it requires a constant rejection of measures which appear to be required to secure particular results, on no stronger grounds than knowing what will be the costs of not observing the rule in the particular instance. A successful defence of freedom must therefore be dogmatic and make no concessions to expediency, even where it is not possible to show that, besides the know beneficial effects, some particular harmful result would also follow beneficial effects, some particular harmfull result would also follow from its infringement. Freedom will prevail only if it is accepted as a general principle whose aplication to particular instances requires no justification. It is thus a misunderstanding to blame classical liberalism for having been too doctrinaire. Its defect was not that it adhered too stubbornly to principles, but rather that it lacked principles sufficiently definite to provide clear guidance, and that it often appeared simplys to accept the traditional functions of goverment and to oppose all new ones. Consistency is possible only if definite principles are accepted. But the concept of liberty with which the liberals of the nineteenth century operated was in many respects so vague that it did not provide clear guidance."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2504622322136946355-7553369521134358438?l=precodosistema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://precodosistema.blogspot.com/feeds/7553369521134358438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2504622322136946355&amp;postID=7553369521134358438&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/7553369521134358438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2504622322136946355/posts/default/7553369521134358438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://precodosistema.blogspot.com/2008/07/citao-semi-aleatria-de-hayek.html' title='Citação semi aleatória de Hayek'/><author><name>Rafael Guthmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09517489347286757068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2504622322136946355.post-1521574862964875245</id><published>2008-07-03T15:25:00.000-07:00</published><updated>2009-06-11T09:25:28.418-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Processo de mercado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Empreendedorismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Competição'/><title type='text'>Ensaio - A natureza da competição econômica - parte 2</title><content type='html'>C
